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29 de nov de 2012

HABACUQUE - A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES


HABACUQUE - A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES 

Lição 9 - 2 de Dezembro de 2012

Texto Áureo: Habacuque 1.13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?
Leitura Bíblica em Classe - Habacuque 1.1-6; 2.1-4

NOVE PERGUNTAS E RESPOSTAS ACERCA DA SOBERANIA DIVINA

Introdução: Quantos porquês com relação a soberania divina tem sido alvo de interrogações e não são esclarecidos. É evidente que para os não salvos e sem qualquer experiência com Deus ou algum conhecimento da sua palavra continuarão sem respostas. Porém é bom lembrar que no próprio meio cristão tem muitos que por falta do conhecimento verdadeira não tem a luz da compreensão do plano de salvação divino através dos séculos e permanecem na obscuridade completamente ignorante a tudo isso. Aqueles que duvidam da onipotência do Senhor, ou de qualquer outro atributo Seu, não o veem como justo e atuante contra todo esse mal espalhado por todo o mundo. O plano de salvação divino visto pelas dispensações, é notório que em todas elas chegou-se a um limite de salvos para entrar em outra. Nesta dispensação da graça a medida de Deus ainda não se encheu completamente, mesmo com todo esse crescimento populacional no mundo. Satanás sabe disso e procura desesperadamente alastrar a violência e corrupção em todos os lugares principalmente no meio evangélico que é onde ele mais atua e com isso tentar evitar ou retardar a medida divina em completar o último componente da igreja a ser salvo. Ele sabe que quando isso acontecer, Cristo vem buscar a Igreja e a partir daí começa a sua contagem final, ou seja, sete anos de tribulação, mil anos preso e depois inferno eterno. Como sabemos a dispensação da graça é extensiva a todos os povos da terra, porém haverá um número limite de salvos e para estarmos nessa condição de salvos, a nossa fidelidade com Deus sempre será testada, pois nem todos os que dizem Senhor, Senhor, entrarão no reino dos céus. É necessário estarmos convivendo no meio de todo esse caos de violência e perversidade e ficarmos imune a tudo isso, preservando sempre a nossa santidade na presença de Deus e aguardando a vinda de Cristo buscando em primeiro lugar o reino de Deus, pois a nossa partida para a glória celestial acontecerá subitamente. É dentro de todo esse caos tido como um mal necessário (“onde o pecado abundou, superabundou a graça”) que Deus está de braços abertos para receber aquele que tem propensão em desejar a salvação, pois se Deus obrigasse a paz no mundo a força, então seria uma paz artificial e com isso poucos seriam os que se entregariam a Ele com um coração totalmente verdadeiro.

1. PORQUE DEUS PERMITE TANTA VIOLÊNCIA E PERVERSIDADE NO MUNDO? - Habacuque 1.2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?
* Saiba que Deus não está alheio a isso, e no momento certo Ele agirá – Provérbios 15.3 Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
O profeta subiu a uma torre de vigia para em forma de canto questionar com Deus sobre a sua forma de agir, a qual seria usar um povo violento que era os babilônicos, para reprimir o seu próprio povo que era a nação de Judá. Ignorava o profeta e muitos que questionam porque Deus permite tanta violência e corrupção neste mundo. Acontece que muitos não enxergam ser no meio desse caos que Deus vem realizando todo o seu plano de salvação. Assim como o profeta subiu a torre de vigia, também Deus está em sua torre de vigia, armada lá nos céus, olhando constantemente e observando tudo que todos os homens fazem, pois Ele é o Deus que tudo sabe e a tudo vê. Ele vê o bem que está sendo feito, e recompensará o benfeitor; e, vendo o mal que é praticado e Ele punirá o culpado, pois só isso satisfará a lei da semeadura e da colheita. Os olhos de Deus buscam, vê e compreende tudo; e então aplica a sua providência positiva ou negativa, conforme o caso. O Criador continua presente em Sua criação, recompensando, punindo e intervindo.

2. PORQUE DEUS APARENTEMENTE PERMANECE INDIFERENTE E INATIVO AO MAL? - Habacuque 1.3 Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.
* Engana-se quem pensa que Deus não vê o mal, nada vai ficar impune - Isaías 1.28 Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o SENHOR serão consumidos.
O que preocupava o profeta era que, considerando que Deus é santo, ele não podia entender como Deus podia olhar complacentemente para a malícia dos homens. Sua indignação fora despertada à vista da abundância do pecado e sua confiança em um Deus santo lhe dizia que Deus tinha de fazer alguma coisa a respeito e essa é a pergunta de muitos. Porém nada vai ficar sem julgamento; todos os transgressores e pecadores no dia do juízo final haverão de comparecer diante do supremo Juiz que é o nosso Senhor Jesus Cristo e cada será julgado e condenado segundo as suas obras sem direito a qualquer tipo de apelação. Mesmo muitos líderes evangélicos que estão por ai enganando o povo e sua ganância por dinheiro, também serão levados a esse julgamento onde o Senhor não os reconhecerá apartando-os da sua presença já com o castigo eterno.

3. PORQUE DEUS SABENDO QUE MUITOS DISTORCEM A PALAVRA NÃO OS COMBATE? - Habacuque 1.4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.
* Deus disse que levará a juízo todo aquele que adultera sua palavra – Apocalipse 22.19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
O homem justo vê-se rodeado de maldade e de gente ímpia. Essa é uma condição triste que vem se descortinando ao longo dos anos. A palavra de Deus tem sido desprezada por toda a parte. Os que devem defender a causa da justiça e da verdade que está contida na palavra de Deus acabam distorcendo conforme a sua própria desonestidade. Esquecem os desonestos que se ousarem corromper ou mudar a palavra de Deus, está trazendo para si maldição e condenação. Quem acrescenta atrai para si pragas que estão escrita no livro e quem subtrai fica excluído de todas as promessas e privilégios dela. Isso significa condenação eterna com prantos e ranger de dentes.

4. PORQUE DEUS CONCEDE A SUA GRAÇA AOS PECADORES DESTE MUNDO MAL? - Habacuque 1.5 Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.
* O amor de Deus é tão grande que Ele não quer que ninguém se perca – João 3.16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
A obra de Deus em chamar os gentios para a sua igreja seria exatamente tão espantosa quanto a obra dEle de usar os exércitos da Babilônia para punir Judá. Os judeus deveriam olhar as nações gentílicas porque era por meio delas que se levantaria uma obra de salvação pela graça o que seria uma recompensa justa para a gente pecadora. Os judeus tinham um falso senso de segurança, achando que ser o povo escolhido de Deus era um privilégio só deles. O mundo sofre com o veneno do pecado, e "o salário do pecado é a morte". Deuss não enviou seu Filho para morrer somente por Israel, mas pelo mundo inteiro.  Deus diz: "Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os limites da terra”. Muitos que pereceram ou vivem perdidos, tiveram e tem a oportunidade de serem salvos. A diferença de perecer e viver e entre condenação e salvação está na fé em Jesus Cristo. Jesus poderia muito bem ter vindo ao mundo como juiz e destruído todos os pecadores rebeldes; mas, em seu amor, veio ao mundo como Salvador e morreu por nós na cruz! Jesus Cristo dá vida eterna a todos os que creem nele. Sua salvação é para o mundo todo!
 
5. PORQUE DEUS USOU NAÇÕES INIMIGAS PARA AGIR CONTRA O SEU PRÓPRIO POVO? - Habacuque 1.6 Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.
* A desobediência obstinada do povo só é corrigida com remédios amargos – Apocalipse 3.19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
Os inimigos foram suscitados, não apenas para exercer um poder sobre os homens, mas para a execução de uma parte especial no plano divino. Quando Deus usa de palavras duras e severas censuras, é porque Ele tem amor por nossas almas. Se Deus não nos amasse e ao contrário nos odiasse, certamente teria nos abandonado, para que continuássemos no pecado e até a nossa completa ruína. Os pecadores devem aceitar as repreensões da palavra e da vara de Deus como sinais da sua boa vontade por nossas almas, e como consequência venha a arrepender-se de verdade e se voltar para aquele que os repreende e admoesta, por causa do seu grande amor e misericórdia.

6. PORQUE DEUS QUASE SEMPRE DEMORA EM RESPONDER NOSSOS QUESTIONAMENTOS? - Habacuque 2.1 SOBRE a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for argüido.
* É que as respostas de Deus nem sempre são conforme nossos anseios – Isaías 55.8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
Sempre que indagarmos a Deus por algo, devemos ter a paciência para aguardar a sua resposta sem saber quando ela virá, mas com a certeza que Ele não nos deixará sem resposta. As operações divinas sempre envolvem grandes mistérios, principalmente as operações de salvação pela sua inescrutável graça. O plano de salvação de Deus é algo que foge ao entendimento de muitos, que não entendem que as maravilhas da graça divina são possíveis a todos os homens de boa vontade. A universalidade da salvação era um conceito que a mentalidade judaica tinha extrema dificuldade em aceitar. Os caminhos de Deus são, verdadeiramente, diferentes dos caminhos do homem, pois o alcance da sua visão é universal e inclui todos que desejam ser salvos.

7. PORQUE DEUS USA MEIOS INDESCULPÁVEIS PARA TRAZER CORREÇÃO AOS HOMENS? Habacuque 2.2 Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.
* Para que ninguém tente se justificar diante de Deus dizendo que não foi avisado – Ezequiel 3.19 Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniquidade  mas tu livraste a tua alma.
A palavra de Deus deve advertir de uma forma clara e objetiva para que ninguém venha alegar ignorância ao que vem sendo propagado. As advertências espirituais ao pecador se referem à alma e à condenação eterna em uma vida além do sepulcro. Todo homem pecaminoso, rebelde, apóstata tem recebido por vários meios as advertências do Senhor. Deus determina a todos que professam a fé cristã, que não fique só no seu testemunho. É obrigação de todo cristão levar uma vida de serviço em prol do reino de Deus e uma dessas obrigações é a propagação do evangelho da graça de Deus. Qualquer que não se movimenta em levar as boas novas da salvação será considerado servo mal e negligente. Você pode dizer que não sabe pregar ou vir com qualquer outro argumento e mesmo assim não será escusável diante de Deus. Sugiro que você envie emails com esse trabalho que publico semanalmente para todos os contatos possíveis e pode ter a certeza que isso já é um trabalho de evangelização.

8. PORQUE DEUS AOS NOSSOS OLHOS PARECE MOROSO EM REALIZAR SEUS PROPÓSITOS? - Habacuque 2.3 Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.
* Na ótica humana há muitos cegos aos propósitos divinos que não tardarão – Hebreus 10.37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.
Os propósitos divinos se apressam para o cumprimento, embora na estimativa humana possa parecer que esteja havendo delongas. Temos que entender que Deus não pode enganar nem mentir, embora possa parecer por algum tempo que Ele não esteja caminhando com os seus planos. Jesus logo virá para julgar; e porá um fim aos sofrimentos de toda a igreja, e lhes dará uma ampla e gloriosa recompensa da maneira mais elevada. Há um tempo determinado para todas as coisas e quem crê sabe que Ele não tardará. O conflito presente do cristão pode ser severo, mas será breve. Precisamos estar sempre incentivados em total perseverança diante de qualquer situação, pois a apostasia será a ruína, de todos os que estão incluídos nela.

9. PORQUE DEUS CONDICIONA A FÉ COMO REGRA DE SUBSISTÊNCIA NAS ADVERSIDADES? - Habacuque 2.4 Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.
* A nossa fé deve estar fundamentada no próprio Senhor Deus e na sua palavra – 2 Coríntios 5.7 Porque andamos por fé em não por vista.
Deus sempre estimula a esperança e a confiança daqueles que são espiritualmente seus filhos. A nossa fé envolve humildade diante de Deus com toda prontidão de se conformar com a sua vontade. É também a convicção de que Ele não pode mentir ou falhar. A fé não significa apenas ter segurança ou proteção nesta vida, mas desfrutar a bondade divina, que é melhor do que a vida e ser querido por Ele entendendo que somos objeto dos seus cuidados. A nossa fé é para ser empregada nesse mundo e a visão está reservada para o outro mundo. É nosso dever, e deve ser o nosso maior interesse, andar por fé, até chegarmos a viver por vista. Não podemos deixar que qualquer dificuldade venha barrar a nossa caminhada. Precisamos em todo o tempo estar sempre de bom ânimo sem nunca nos deixar abater em qualquer circunstância da vida.


O esboço é elaborado pelo texto bíblico da lição.  

Pastor Adilson Guilherme


HABACUQUE - A SOBERANIA DIVINA SOBRE AS NAÇÕES
Lição 9 - 2 de Dezembro de 2012
Texto Áureo: Habacuque 1.13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?
Leitura Bíblica em Classe - Habacuque 1.1-6; 2.1-4

NOVE PERGUNTAS E RESPOSTAS ACERCA DA SOBERANIA DIVINA
 
1. PORQUE DEUS PERMITE TANTA VIOLÊNCIA E PERVERSIDADE NO MUNDO? - Habacuque 1.2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?
* Saiba que Deus não está alheio a isso, e no momento certo Ele agirá – Provérbios 15.3 Os olhos do SENHOR estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons.
2. PORQUE DEUS APARENTEMENTE PERMANECE INDIFERENTE E INATIVO AO MAL? - Habacuque 1.3 Por que razão me mostras a iniquidade  e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.
* Engana-se quem pensa que Deus não vê o mal, nada vai ficar impune - Isaías 1.28 Mas os transgressores e os pecadores serão juntamente destruídos; e os que deixarem o SENHOR serão consumidos.
3. PORQUE DEUS SABENDO QUE MUITOS DISTORCEM A PALAVRA NÃO OS COMBATE? - Habacuque 1.4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.
* Deus disse que levará a juízo todo aquele que adultera sua palavra – Apocalipse 22.19 E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.
4. PORQUE DEUS CONCEDE A SUA GRAÇA AOS PECADORES DESTE MUNDO MAL? - Habacuque 1.5 Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.
* O amor de Deus é tão grande que Ele não quer que ninguém se perca – João 3.16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
5. PORQUE DEUS USOU NAÇÕES INIMIGAS PARA AGIR CONTRA O SEU PRÓPRIO POVO? - Habacuque 1.6 Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.
* A desobediência obstinada do povo só é corrigida com remédios amargos – Apocalipse 3.19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
6. PORQUE DEUS QUASE SEMPRE DEMORA EM RESPONDER NOSSOS QUESTIONAMENTOS? - Habacuque 2.1 SOBRE a minha guarda estarei, e sobre a fortaleza me apresentarei e vigiarei, para ver o que falará a mim, e o que eu responderei quando eu for arguido.
* É que as respostas de Deus nem sempre são conforme nossos anseios – Isaías 55.8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR.
7. PORQUE DEUS USA MEIOS INDESCULPÁVEIS PARA TRAZER CORREÇÃO AOS HOMENS? Habacuque 2.2 Então o Senhor me respondeu, e disse: Escreve a visão e torna bem legível sobre tábuas, para que a possa ler quem passa correndo.
* Para que ninguém tente se justificar diante de Deus dizendo que não foi avisado – Ezequiel 3.19 Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniquidade  mas tu livraste a tua alma.
8. PORQUE DEUS AOS NOSSOS OLHOS PARECE MOROSO EM REALIZAR SEUS PROPÓSITOS? - Habacuque 2.3 Porque a visão é ainda para o tempo determinado, mas se apressa para o fim, e não enganará; se tardar, espera-o, porque certamente virá, não tardará.
* Na ótica humana há muitos cegos aos propósitos divinos que não tardarão – Hebreus 10.37 Porque ainda um pouquinho de tempo, E o que há de vir virá, e não tardará.
9. PORQUE DEUS CONDICIONA A FÉ COMO REGRA DE SUBSISTÊNCIA NAS ADVERSIDADES? - Habacuque 2.4 Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.
* A nossa fé deve estar fundamentada no próprio Senhor Deus e na sua palavra – 2 Coríntios 5.7 Porque andamos por fé em não por vista.

Se você tem visão missionária, não fique só na visão, comece a por em prática ajudando a divulgar esse trabalho. Não se esqueça que essa obra precisa da tua ajuda financeira. E isso você pode fazer em gratidão a este trabalho.

Divulgação www,jorgenilson,com

28 de nov de 2012

ENCONTRO DE JOVENS - ASSEMBLEIA DE DEUS EM FILADÉLFIA

A alegria do Senhor é a nossa força


A alegria do Senhor é nossa força


Muitos confundem barulho, com júbilo e alegria e não conseguem assimilar a idéia de que "pode haver júbilo intenso sem barulho". Comumente tenho visto e, principalmente, ouvido pessoas defenderem o barulho, pelo mesmo, ser um sinônimo de alegria. 'Frases como: - Esta reunião está morta, levanta o som!"

Desejo fazer uma consideração, levando em conta, primeiramente a palavra de Deus e em segundo lugar, alguns aspectos físicos.

Júbilo advém da alegria que é um dos frutos do Espírito, Gál. 5:22. Portanto, é algo que nasce de dentro para fora e não o contrário. Esta alegria do espírito deve ser a fonte de toda expressão interna e externa na vida da igreja no que diz respeito a louvor, exaltação, música, risos, danças, júbilo em qualquer intensidade, alegria esta que faz com que o povo de Deus, tenha identidade única neste mundo, que o difere da sociedade introspectiva, egoísta e triste, na qual vivem. Ao declararmos que o Espírito Santo de Deus, habita em nós, estamos declarando, que devemos dar frutos de alegria do Espírito em nossa vida.

Que frutos são estes?

a) Certeza em Cristo Jesus de uma vida de alegria.

Assim como a vitória é uma certeza da qual nos apropriamos em nossa vida Cristã, a alegria, também o é - antes de ser uma expressão que toma forma, alegria foi algo conquistado por Jesus na cruz ­Ele se fez triste, para nos dar a verdadeira alegria, a alegria da salvação.

A razão pela qual os nossos irmãos cantavam, enquanto eram queimados com suas famílias nas fogueiras romanas dos primeiros tempos da igreja; era por causa da força desta alegria de ser salvo, redimido das trevas para a luz, pois Paulo mesmo diz: - "regozijai-vos sempre"- este sempre queria dizer, mesmo em meio as adversidades ou mesmo em meio ao sofrimento e morte, não percam a alegria da salvação.

b) Expressão em nossa vida desta alegria

Eu não consigo entender e muito menos viver uma alegria que é apenas interior, sem que a mesma seja expressa em meu rosto (Salmo 126:2)

Não estou falando de estar alegre, mas principalmente de expressar o ser alegre. Quem é alegre como Fruto do Espírito, gradativamente afasta do seu caminho todo o espírito de tristeza, ansiedade, incerteza, angústia, desespero que são tônicas na vida das pessoas que nos cercam.

Disse Jesus "... para que nossa alegria seja completa..." Um discípulo de Jesus deve ter esta certeza, de que o próprio Deus quer que nossa alegria neste mundo seja completa, portanto, Ele mesmo fará o possível para completá-la em nossas vidas, mais uma razão para nos alegrarmos sempre e vivermos expressando esta alegria, pois quanto mais somos alegres em nossos lares, escolas, trabalho e mesmo em situações adversas da nossa vida, podemos saber que estamos debaixo da mão de amor e cuidado de Deus.

c) Viver alegre é viver em fé

A alegria na qual vivemos é gerada e sustentada pela fé, "pois sei em quem tenho crido e sei que Ele é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós" - disse Paulo, pois ele conhecia a Deus e este conhecimento de Deus lhe trazia e deve trazer a cada um de nós, esta alegria que é profunda e perene, e que é sustentada pela graça da qual recebemos a vida de Deus. A fé em Deus, gera em nós fidelidade e ao expressarmos nossa alegria, estamos sendo também fiéis ao Senhor e à Sua palavra.

d) Alegria na adversidade

As circunstâncias nas quais, muitas vezes nos encontramos não nos propiciam a expressar alegria, mas isto não quer dizer que a perdemos. Muitos confundem o estar alegre com o ser alegre. Cristo nos leva a verdadeira alegria, constante, infinita, porém há situações que nos deixam tristes e a palavra nos ensina até a "... chorar com os que choram..." e não podemos esconder o fato. Creio que dificilmente nos reuniremos para chorar uns com os outros, levando em conta que a tristeza é uma exceção. Pode haver situações de tristeza e contrição para a igreja, mas isto não rouba a verdade de que o culto a Deus em toda sua plenitude deve ser um santo transbordar de reverência e alegria. O salmo 16: 11, nos fala que na presença de Deus há plenitude de alegria e delícias, Paulo fala em regozijai-vos sempre. Assim entendemos que uma das tônicas do nosso culto a Deus deve ser esta consciência do vivermos na presença de Deus, que nos dá júbilo e profunda alegria.

Como vivermos em alegria viva?

a) Entendemos que o Espírito Santo que está em nós é um espírito alegre. O Espírito Santo é o grande agente da alegria de Deus neste mundo, uma de nossas funções é promover a verdadeira alegria no coração dos santos e uma inquietação no coração dos não crentes para que tenham sede de viver esta alegria.

b) Identificar os focos por onde o inimigo infiltra a tristeza. Durante muito tempo em minha vida eu me alimentei de uma tristeza que vinha pela música, e quando Deus me salvou, pude identificar isto e encher minha vida de louvor. Para outros vem pelo seu temperamento de introspecção e de ficar na "sua", ao identificar o foco, deve buscar estar junto dos irmãos em comunhão e romper com todo isolamento.

Algumas culturas são tristes e melancólicas e com elas devemos romper. O diabo tem em filmes, vídeos, música, leitura, noticiário, novelas, etc, e seus agentes para macularem e roubarem nossa alegria.

c) Tomar uma posição de alegria no Senhor. Várias vezes em minha vida eu tive que tomar posição de louvor e adoração na presença de Deus mesmo contra a situação pela qual ou estava passando o que me fez crescer em Deus e fortaleceu sobremaneira, minha fé. Hoje eu vejo que Deus permitiu até aquelas situações para que a verdadeira alegria brotasse em meu coração e Ele pudesse assim controlar todas as coisas.

d) Compartilhar a vida e o amor de Deus com outros. Quando aprendemos compartilhar o amor de Deus com os outros, isto nos dá uma tremenda alegria, pois estamos cumprindo um dos mais sublimes propósitos de Deus para nossa existência:

"ALEGRAI- VOS POIS NO SENHOR"

Deus abençoe

Asaph Borba

Fonte; Vivos

25 de nov de 2012

Todo ditador é doente. Ditadura – uma reflexão sobre essa arma instituicional


Todo ditador é doente. Ditadura – uma reflexão sobre essa arma institucional antiga e atual

Texto adaptado

Ditadura é uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político ao qual pertence. Atropela a todos para fazer a sua vontade.

A maioria dos ditadores tem várias características em comum. Geralmente, governam autocracias, governos com um único líder que nomeia a si mesmo e que não possui nenhuma outra organização governante que controle seu poder. Normalmente, os ditadores possuem regimes totalitários, mantendo seu governo através do controle dos meios de comunicação em massa. Os ditadores totalitários também usam a polícia secreta e espionam os cidadãos de seu país, além de restringirem, ou eliminarem totalmente, a liberdade pessoal.

Muitos desses ditadores promovem cultos da personalidade, uma forma de devoção em que se faz propaganda do líder como uma pessoa perfeita (e, em alguns casos, divina).
Na ditadura não há respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes.

 Não há Comissões ou Conselhos que faça-o parar. Ele atropela tudo e todos.

Para evitar oposição, as ditaduras costumam proibir ou controlar os partidos políticos, as comissões ou conselhos. Outras táticas ditatoriais envolvem a prisão de opositores políticos, destituição dos presidentes de conselhos, censura aos meios de comunicação, são contra o uso da internet –salvo se for a seu favor - controle dos sindicatos, proibição de manifestações públicas de oposição (sempre com ameaças) e supressão dos direitos civis. 

Os governos ditatoriais costumam apoiar seu poder no uso das forças armadas. Ou na blindagem do cargo que ocupam. 
"É evidente que os ditadores são egoístas e pode ser que sua falta de interesse pelos demais tenha um componente genético", explicou à Agência Efe Ebstein, diretor do Centro de Genética Humana da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ou seja, TODO O DITADOR É DOENTE. 

A chave está no gene AVRP1, que permite a atuação sobre o cérebro da vasopresina, um hormônio que se vincula à sociabilidade e à afetividade dos mamíferos.

Quanto maior a quantidade desse gene, maior a tendência ao altruísmo (e vice-versa), segundo a equação já descoberta pelos cientistas em 2005. Ebstein deu um passo a mais ao vincular generosidade, características genéticas e talvez, inclusive, ditaduras, a partir das conclusões de um estudo publicado na edição deste mês da revista científica Genes, Brain and Behaviour.

NUMA LINGUAJEM MAIS CLARA, EIS ALGUMAS DAS CARACTERÍSTICAS:

1. Modificam as leis para se perpetuar no poder. Isto sempre ocorre nas pessoas que se acham os únicos capazes de gerir situações ou instituições.
2. Cala a voz da “oposição” tirando toda a sua atuação entre o povo. É uma das armas mais eficazes utilizadas pelos déspotas. 
3. Pratica ingerência nas instituições, achando-se dono de tudo.
4. Tem todos os discordantes como seus inimigos. Não aceita ser contrariado.
5. Destitui de algum cargo ou instituição, àquele que surge como um novo líder – todo o ditador teme alguém melhor que ele.
6. São arrogantes, avarentos e manipuladores. Quer controlar a vida de todo mundo. 
7. Em geral são megalomaníacos e extremamente narcisistas. Vejam o exemplo de Saddam Hussein: tinha estátuas, murais, cartazes e pinturas com sua imagem.
8. Sua palavra é a lei. As ideias de outrem são suprimidas para que este não seja visto como um líder em potencial. Decide sozinho o que é certo e errado.
9. Tortura seus opositores. Seja psicológica, financeira ou eclesiásticamente  Não se importa com quem vai morrer, ou se haverá escândalo. Contanto que ele continue no poder. 
10. Usam laranjas e adoram quem se colocar no seu lugar para receber pedradas e protegê-los. 

Você conhece na história alguém assim? E nos atuais governos mundiais? E nas instituições? Tire suas conclusões.

Fontes variadas: http://noticias.terra.com.br/ciencia
                          http://pessoas.hsw.uol.com.br
                          http://www.suapesquisa.com/pesquisa/ditadura

Divulgação: www.jorgenilson.com


Ditadura – uma reflexão sobre essa arma intituicional

Texto adaptado

Ditadura é uma forma de governo em que o governante (presidente, rei, primeiro ministro) exerce seu poder sem respeitar a democracia, ou seja, governa de acordo com suas vontades ou com as do grupo político ao qual pertence. Atropela a todos para fazer a sua vontade.
A maioria dos ditadores tem várias características em comum. Geralmente, governam autocracias, governos com um único líder que nomeia a si mesmo e que não possui nenhuma outra organização governante que controle seu poder. Normalmente, os ditadores possuem regimes totalitários, mantendo seu governo através do controle dos meios de comunicação em massa. Os ditadores totalitários também usam a polícia secreta e espionam os cidadãos de seu país, além de restringirem, ou eliminarem totalmente, a liberdade pessoal.
Muitos desses ditadores promovem cultos da personalidade, uma forma de devoção em que se faz propaganda do líder como uma pessoa perfeita (e, em alguns casos, divina).
Na ditadura não a respeito à divisão dos poderes (executivo, legislativo e judiciário). O ditador costuma exercer os três poderes. Não Comissões ou conselho que faça-o parar. Ele atropela tudo e todos.
Para evitar oposição, as ditaduras costumam proibir ou controlar os partidos políticos, as comissões ou conselhos. Outras táticas ditatoriais envolvem a prisão de opositores políticos, destituição dos presidentes de conselhos, censura aos meios de comunicação são contra o uso da internet –salvo se for a seu favor - controle dos sindicatos, proibição de manifestações públicas de oposição (sempre com ameaças) e supressão dos direitos civis.
Os governos ditatoriais costumam apoiar seu poder no uso das forças armadas. Ou na blindagem do cargo que ocupam.
"É evidente que os ditadores são egoístas e pode ser que sua falta de interesse pelos demais tenha um componente genético", explicou à Agência Efe Ebstein, diretor do Centro de Genética Humana da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ou seja, TODO O DITADOR É DOENTE.
A chave está no gene AVRP1, que permite a atuação sobre o cérebro da vasopresina, um hormônio que se vincula à sociabilidade e à afetividade dos mamíferos.
Quanto maior a quantidade desse gene, maior a tendência ao altruísmo (e vice-versa), segundo a equação já descoberta pelos cientistas em 2005. Ebstein deu um passo a mais ao vincular generosidade, características genéticas e talvez, inclusive, ditaduras, a partir das conclusões de um estudo publicado na edição deste mês da revista científica Genes, Brain and Behaviour.
NUMA LINGUAJEM MAIS CLARA, EIS ALGUMAS DAS CARACTERISTICAS:
1. Modifica as leis para se perpetuar no poder
2. Cala a voz da “oposição” tirando toda a sua atuação entre o povo
3. Pratica ingerência nas instituições, achando-se dono de tudo
4. Tem todos os discordantes como seus inimigos. Não aceita ser contrariado.
5. Destitui de algum cargo ou instituição, àquele que surge como um novo líder – todo o ditador teme alguém melhor que ele.
6. São arrogantes, avarentos e manipuladores. Quer controlar a vida de todo mundo.
7. Em geral são megalomaníacos e extremamente narcisistas. Vejam o exemplo de Saddam Hussein: tinha estátuas, murais, cartazes e pinturas com sua imagem.
8. Sua palavra é a lei. As ideias de outrem são suprimidas para que este não seja visto como um líder em potencial. Decide sozinho o que é certo e errado
9. Tortura seus opositores. Seja psicológica, financeira ou eclesiasticamente. Não se importa com quem vai morrer, ou se haverá escândalo. Contanto que ele continue no poder.
10. Usam laranjas e adoram quem se colocar no seu lugar para receber pedradas e protege-los.

Você conhece na história alguém assim? E nos atuais governos mundiais?
Tire suas conclusões

Fonte variadas: http://noticias.terra.com.br/ciencia
                          http://pessoas.hsw.uol.com.br
                          http://www.suapesquisa.com/pesquisa/ditadura

24 de nov de 2012

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LIÇÕES BÍBLICAS 4º TRIMESTRE 2012


LIÇÕES BÍBLICAS 4º TRIMESTRE 2012

Tema: "OS DOZE PROFETAS MENORES"
" Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo "



Lição 8 - NAUM - O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA

INTRODUÇÃO

- Nínive já tinha sido advertida com a pregação de Jonas  (Lição 6), pregação pela qual o povo abandonou seus maus caminhos para servir ao Senhor Jeová. Entretanto, 150 anos depois, Nínive, semelhante ao Cão que volta ao seu próprio vômito, retornou à idolatria, violância e arrogância (Naum 3:1-4). Agora, nos parece, que Deus ainda quer dar aos Ninivitas outra oportunidade de arrependimento demonstranto que os mesmos estariam chegando no limite divino, e, para anunciar o julgamento sobre esse povo , Deus enviou o profeta Naum. É o que vamos estudar no livro que o seu nome.

I – ESBOÇO DO LIVRO DO PROFETA NAUM

1 - Título.

O veredicto de Deus 1.1-15

2     - O zelo de Deus 1.2-6
A bondade de Deus 1.7
O julgamento de Nínive 1.8-14
A alegria de Judá 1.15
A vingança de Deus 2.1-13
A destruição de Nínive 2.1-12
A declaração do Senhor 2.13

3     -  A vitória de Deus 3.1-19

Os pecados de Nínive 3.1-4
O cerco de Nínive 3.5-18
A celebração sobre Nínive 3.19

II – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

1 – Autoria

- A autoria do livro é atribuída ao próprio profeta. Naum, cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”, é desconhecido, a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito, visto que a localização de Elcose é incerta. Carfanaum, uma cidade da Galiléia, tão proeminente no ministério de Jesus, significa “Aldeia de Naum”, e alguns têm especulado mas, sem prova concreta, que seu nome deriva do profeta. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés, Amom e Josias. Seus contemporâneos foram Sofonias, Habacuque e Jeremias.

2 - Data

- Em Na 3.8-10, o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes, que foi destruída em 663 aC. A queda de Nínive, ao redor da qual todo o livro gira, aconteceu em 612 aC. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento, visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive, talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final.

3        - Contexto Histórico

- O reino dos assírios, havia sido uma nação próspera durante séculos, quando o profeta Naum entrou em cena. Seu território, se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes, localiza-se ao norte da Babilônia, entre e além dos rios Tigre e Eufrates. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade, celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados.
A queda do império Assírio, cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive, em 612 aC, é o assunto da profecia de Naum. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Conseqüêntemente, o profeta é judicial em seu estilo, incorporando antigos “oráculos de julgamento”. A linguagem é poética, vigorosa e figurada, sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta.

4 - Conteúdo

- O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. Três seções principais, correspondentes aos três capítulos, abrangem a profecia. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo, mas de julgamento para o ímpio. Embora Deus nunca seja rápido em julgar, sua paciência não pode ser admitida sempre. Toda a Terra está sob o seu controle; e, quando ele aparece em poder, até mesmo a natureza treme diante dele (1.1-8). Na sua condição de miséria e aflição (1.12), Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1.9). A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1.15)
A segunda seção principal, descreve a ida da destruição para Nínive (2.1-3). Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão, porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2.1-7). As portas do rio se abrirão, inundando a cidade e varrendo todos os poderosos, e o palácio se derreterá (2.6). O povo de Nínive será levado cativo (2.7); outros fugirão com terror (2.8). Os tesouros preciosos serão saqueados (2.9); toda a força e autoconfiança se consumirão (2.10). O covil do leão poderoso será desolado, porque “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos exércitos” (2.11-13). O terceiro capítulo forma a seção final do livro. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel, mas ele é justificado em sua condenação. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3.1), uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. Ele era uma cidade conhecida pela mentira, falsidade rapina e devassidão (3.1,4). Tal vício era uma ofensa a Deus; portanto, seu veredicto de julgamento era inevitável (3.2-3, 5-7). Semelhante a Nô-Amom, uma cidade egípcia que sofreu queda, apesar de numerosos aliados e fortes defesas. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3.14-15). Tropas se espalharão, os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3.16-18). O julgamento de Deus sobreveio, e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3.19).



OBS:Nínive era bem protegida. A cidade media 48 km de extensão por 16 de largura, sendo protegida por cinco muralhas e três fossos. A chamada "Nínive interior", que era a capital propriamente dita, media quase 5 km de largura por 2,5 de largura, protegida por muralhas de 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares, hoje. Podemos ter uma idéia da grandeza da cidade com esta observação de Baxter:Os muros tinham 30,5 m de altura, eram tão largos que três carros podiam andar lado a lado sobre eles. Essas paredes eram fortificadas com 1.500 torres, cada um com 61 metros de altura. Com base num levantamento trigonométrico, a área total foi calculada em 900 km quadrados - comparável à da moderna Londres!

5 - O Espírito Santo em Ação

- Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. Todavia, a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida.

- O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.1). O ES funciona aqui como o Revelador, Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado deentregar.
- O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Os inimigos, dentre eles os filhos da Babilônia, os medos e os citas, juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento, mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito, instigando, impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus. Pela obra do Espírito, o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa.



CONCLUSÃO

- Acabamos de ver, mais uma vez, que Deus é tardio em irar-se, porém, demonstra aqui para os Ninivitas a sua paciência. Só é bom lembrarmos que Deus não deixa se escarnecer. É certo que todas as vezes que um indivíduo ou uma família, Nação, País e etc., se distanciar dele para o pecado, Ele avança com o julgamento.

- Para isto, basta vermos o exemplo do Estados Unidos que há quase 220 anos atrás foram formados como uma nação guiada por princípios encontrados na bíblia. Já nos últimos 50 anos houve uma mudança e agora se dirigem diariamente na direção oposta seguida de grandes castótrofes e outras coisas a mais. Portanto, que o Senhor nos ajude a guardamos os princípios bíblicos para que a nossa esperança apareça cada vez mais. ALELUIA!



Bibliografia

- Bíblia Plenitude (ARC)

- Dicionário Oline

- Apontamentos Teológicos do Autor



Pr. Josafá Batista Soares - Presidente do Campo da Assembléia de Deus na cidade de Ibotirama-Ba. Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior, Bacharel em Teologia Convalidado pelo MEC, Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa), Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembléia de Deus em Ibotirama, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

LIÇÕES BÍBLICAS 4º TRIMESTRE 2012


LIÇÕES BÍBLICAS 4º TRIMESTRE 2012

Tema: "OS DOZE PROFETAS MENORES"
" Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo "



Lição 8 - NAUM - O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA

INTRODUÇÃO

- Nínive já tinha sido advertida com a pregação de Jonas  (Lição 6), pregação pela qual o povo abandonou seus maus caminhos para servir ao Senhor Jeová. Entretanto, 150 anos depois, Nínive, semelhante ao Cão que volta ao seu próprio vômito, retornou à idolatria, violância e arrogância (Naum 3:1-4). Agora, nos parece, que Deus ainda quer dar aos Ninivitas outra oportunidade de arrependimento demonstranto que os mesmos estariam chegando no limite divino, e, para anunciar o julgamento sobre esse povo , Deus enviou o profeta Naum. É o que vamos estudar no livro que o seu nome.

I – ESBOÇO DO LIVRO DO PROFETA NAUM

1 - Título.

O veredicto de Deus 1.1-15

2     - O zelo de Deus 1.2-6
A bondade de Deus 1.7
O julgamento de Nínive 1.8-14
A alegria de Judá 1.15
A vingança de Deus 2.1-13
A destruição de Nínive 2.1-12
A declaração do Senhor 2.13

3     -  A vitória de Deus 3.1-19

Os pecados de Nínive 3.1-4
O cerco de Nínive 3.5-18
A celebração sobre Nínive 3.19

II – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

1 – Autoria

- A autoria do livro é atribuída ao próprio profeta. Naum, cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”, é desconhecido, a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito, visto que a localização de Elcose é incerta. Carfanaum, uma cidade da Galiléia, tão proeminente no ministério de Jesus, significa “Aldeia de Naum”, e alguns têm especulado mas, sem prova concreta, que seu nome deriva do profeta. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés, Amom e Josias. Seus contemporâneos foram Sofonias, Habacuque e Jeremias.

2 - Data

- Em Na 3.8-10, o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes, que foi destruída em 663 aC. A queda de Nínive, ao redor da qual todo o livro gira, aconteceu em 612 aC. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento, visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive, talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final.

3        - Contexto Histórico

- O reino dos assírios, havia sido uma nação próspera durante séculos, quando o profeta Naum entrou em cena. Seu território, se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes, localiza-se ao norte da Babilônia, entre e além dos rios Tigre e Eufrates. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade, celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados.
A queda do império Assírio, cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive, em 612 aC, é o assunto da profecia de Naum. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Conseqüêntemente, o profeta é judicial em seu estilo, incorporando antigos “oráculos de julgamento”. A linguagem é poética, vigorosa e figurada, sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta.

4 - Conteúdo

- O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. Três seções principais, correspondentes aos três capítulos, abrangem a profecia. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo, mas de julgamento para o ímpio. Embora Deus nunca seja rápido em julgar, sua paciência não pode ser admitida sempre. Toda a Terra está sob o seu controle; e, quando ele aparece em poder, até mesmo a natureza treme diante dele (1.1-8). Na sua condição de miséria e aflição (1.12), Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1.9). A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1.15)
A segunda seção principal, descreve a ida da destruição para Nínive (2.1-3). Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão, porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2.1-7). As portas do rio se abrirão, inundando a cidade e varrendo todos os poderosos, e o palácio se derreterá (2.6). O povo de Nínive será levado cativo (2.7); outros fugirão com terror (2.8). Os tesouros preciosos serão saqueados (2.9); toda a força e autoconfiança se consumirão (2.10). O covil do leão poderoso será desolado, porque “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos exércitos” (2.11-13). O terceiro capítulo forma a seção final do livro. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel, mas ele é justificado em sua condenação. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3.1), uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. Ele era uma cidade conhecida pela mentira, falsidade rapina e devassidão (3.1,4). Tal vício era uma ofensa a Deus; portanto, seu veredicto de julgamento era inevitável (3.2-3, 5-7). Semelhante a Nô-Amom, uma cidade egípcia que sofreu queda, apesar de numerosos aliados e fortes defesas. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3.14-15). Tropas se espalharão, os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3.16-18). O julgamento de Deus sobreveio, e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3.19).



OBS:Nínive era bem protegida. A cidade media 48 km de extensão por 16 de largura, sendo protegida por cinco muralhas e três fossos. A chamada "Nínive interior", que era a capital propriamente dita, media quase 5 km de largura por 2,5 de largura, protegida por muralhas de 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares, hoje. Podemos ter uma idéia da grandeza da cidade com esta observação de Baxter:Os muros tinham 30,5 m de altura, eram tão largos que três carros podiam andar lado a lado sobre eles. Essas paredes eram fortificadas com 1.500 torres, cada um com 61 metros de altura. Com base num levantamento trigonométrico, a área total foi calculada em 900 km quadrados - comparável à da moderna Londres!

5 - O Espírito Santo em Ação

- Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. Todavia, a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida.

- O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.1). O ES funciona aqui como o Revelador, Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado deentregar.
- O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Os inimigos, dentre eles os filhos da Babilônia, os medos e os citas, juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento, mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito, instigando, impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus. Pela obra do Espírito, o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa.



CONCLUSÃO

- Acabamos de ver, mais uma vez, que Deus é tardio em irar-se, porém, demonstra aqui para os Ninivitas a sua paciência. Só é bom lembrarmos que Deus não deixa se escarnecer. É certo que todas as vezes que um indivíduo ou uma família, Nação, País e etc., se distanciar dele para o pecado, Ele avança com o julgamento.

- Para isto, basta vermos o exemplo do Estados Unidos que há quase 220 anos atrás foram formados como uma nação guiada por princípios encontrados na bíblia. Já nos últimos 50 anos houve uma mudança e agora se dirigem diariamente na direção oposta seguida de grandes castótrofes e outras coisas a mais. Portanto, que o Senhor nos ajude a guardamos os princípios bíblicos para que a nossa esperança apareça cada vez mais. ALELUIA!



Bibliografia

- Bíblia Plenitude (ARC)

- Dicionário Oline

- Apontamentos Teológicos do Autor



Pr. Josafá Batista Soares - Presidente do Campo da Assembléia de Deus na cidade de Ibotirama-Ba. Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior, Bacharel em Teologia Convalidado pelo MEC, Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa), Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembléia de Deus em Ibotirama, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

LIÇÕES BÍBLICAS 4º TRIMESTRE 2012


LIÇÕES BÍBLICAS 4º TRIMESTRE 2012

Tema: "OS DOZE PROFETAS MENORES"
" Advertências e Consolações para a Santificação da Igreja de Cristo "



Lição 8 - NAUM - O LIMITE DA TOLERÂNCIA DIVINA

INTRODUÇÃO

- Nínive já tinha sido advertida com a pregação de Jonas  (Lição 6), pregação pela qual o povo abandonou seus maus caminhos para servir ao Senhor Jeová. Entretanto, 150 anos depois, Nínive, semelhante ao Cão que volta ao seu próprio vômito, retornou à idolatria, violância e arrogância (Naum 3:1-4). Agora, nos parece, que Deus ainda quer dar aos Ninivitas outra oportunidade de arrependimento demonstranto que os mesmos estariam chegando no limite divino, e, para anunciar o julgamento sobre esse povo , Deus enviou o profeta Naum. É o que vamos estudar no livro que o seu nome.

I – ESBOÇO DO LIVRO DO PROFETA NAUM

1 - Título.

O veredicto de Deus 1.1-15

2     - O zelo de Deus 1.2-6
A bondade de Deus 1.7
O julgamento de Nínive 1.8-14
A alegria de Judá 1.15
A vingança de Deus 2.1-13
A destruição de Nínive 2.1-12
A declaração do Senhor 2.13

3     -  A vitória de Deus 3.1-19

Os pecados de Nínive 3.1-4
O cerco de Nínive 3.5-18
A celebração sobre Nínive 3.19

II – A ORGANIZAÇÃO DO LIVRO

1 – Autoria

- A autoria do livro é atribuída ao próprio profeta. Naum, cujo nome significa “confortador” ou “cheio de conforto”, é desconhecido, a não ser pelo breve título que inicia sua profecia. Sua identificação como um “elcosita” não ajuda muito, visto que a localização de Elcose é incerta. Carfanaum, uma cidade da Galiléia, tão proeminente no ministério de Jesus, significa “Aldeia de Naum”, e alguns têm especulado mas, sem prova concreta, que seu nome deriva do profeta. Ele profetizou a Judá durante os reinados de Manassés, Amom e Josias. Seus contemporâneos foram Sofonias, Habacuque e Jeremias.

2 - Data

- Em Na 3.8-10, o profeta narra o destino da cidade egípcia de Tebes, que foi destruída em 663 aC. A queda de Nínive, ao redor da qual todo o livro gira, aconteceu em 612 aC. A profecia de Naum deve ser datada entre esses dois acontecimento, visto que ele olha para trás para um e à frente para outro. É mais provável que sua mensagem tenha sido entregue pouco antes da destruição de Nínive, talvez quando os inimigos da Assíria estavam colocando suas forças em ordem de batalha para o ataque final.

3        - Contexto Histórico

- O reino dos assírios, havia sido uma nação próspera durante séculos, quando o profeta Naum entrou em cena. Seu território, se mudou com o passar dos anos por causa das conquistas e derrotas dos seus governantes, localiza-se ao norte da Babilônia, entre e além dos rios Tigre e Eufrates. Documentos antigos atestam a crueldade dos assírios contra outras nações. Os reis assírios vangloriam-se de sua brutalidade, celebrando o abuso e a tortura que eles impuseram sobre os povos conquistados.
A queda do império Assírio, cujo clímax foi a destruição da cidade de Nínive, em 612 aC, é o assunto da profecia de Naum. O juízo que cai sobre o grande opressor do mundo é o único motivo para o pronunciamento de Naum. Conseqüêntemente, o profeta é judicial em seu estilo, incorporando antigos “oráculos de julgamento”. A linguagem é poética, vigorosa e figurada, sublinhando a intensidade do tema com o qual Naum luta.

4 - Conteúdo

- O livro de Naum focaliza-se num único interesse: a queda da cidade de Nínive. Três seções principais, correspondentes aos três capítulos, abrangem a profecia. A primeira descreve o grande poder de Deus e como aquele poder opera na forma de proteção pra o justo, mas de julgamento para o ímpio. Embora Deus nunca seja rápido em julgar, sua paciência não pode ser admitida sempre. Toda a Terra está sob o seu controle; e, quando ele aparece em poder, até mesmo a natureza treme diante dele (1.1-8). Na sua condição de miséria e aflição (1.12), Judá podia facilmente duvidar da bondade de Deus e até mesmo questionar os inimigos de seu povo (1.13-15) e remover a ameaça de uma nova angústia (1.9). A predição do juízo sobre Nínive forma uma mensagem de consolação para Judá (1.15)
A segunda seção principal, descreve a ida da destruição para Nínive (2.1-3). Tentativas de defender a cidade contra seus atacantes serão em vão, porque o Senhor já decretou a queda de Nínive e a ascensão de Judá (2.1-7). As portas do rio se abrirão, inundando a cidade e varrendo todos os poderosos, e o palácio se derreterá (2.6). O povo de Nínive será levado cativo (2.7); outros fugirão com terror (2.8). Os tesouros preciosos serão saqueados (2.9); toda a força e autoconfiança se consumirão (2.10). O covil do leão poderoso será desolado, porque “Eis que eu estou contra ti, diz o Senhor dos exércitos” (2.11-13). O terceiro capítulo forma a seção final do livro. O julgamento de Deus parece excessivamente cruel, mas ele é justificado em sua condenação. Nínive era uma “cidade ensangüentada” (3.1), uma cidade culpada por espalhar o sangue inocente de outras pessoas. Ele era uma cidade conhecida pela mentira, falsidade rapina e devassidão (3.1,4). Tal vício era uma ofensa a Deus; portanto, seu veredicto de julgamento era inevitável (3.2-3, 5-7). Semelhante a Nô-Amom, uma cidade egípcia que sofreu queda, apesar de numerosos aliados e fortes defesas. Nínive não pode escapar do julgamento divino (3.14-15). Tropas se espalharão, os líderes sucumbirão e o povo se derramará pelos montes (3.16-18). O julgamento de Deus sobreveio, e os povos que a Assíria fez outrora vítimas tão impiedosamente baatem palmas e celebram em resposta às boas-novas (3.19).



OBS:Nínive era bem protegida. A cidade media 48 km de extensão por 16 de largura, sendo protegida por cinco muralhas e três fossos. A chamada "Nínive interior", que era a capital propriamente dita, media quase 5 km de largura por 2,5 de largura, protegida por muralhas de 30 metros de altura, o equivalente a um prédio de nove andares, hoje. Podemos ter uma idéia da grandeza da cidade com esta observação de Baxter:Os muros tinham 30,5 m de altura, eram tão largos que três carros podiam andar lado a lado sobre eles. Essas paredes eram fortificadas com 1.500 torres, cada um com 61 metros de altura. Com base num levantamento trigonométrico, a área total foi calculada em 900 km quadrados - comparável à da moderna Londres!

5 - O Espírito Santo em Ação

- Nenhuma referência especifica acerca do ES ocorre no Livro de Naum. Todavia, a obra do Espírito na produção da profecia e na direção dos acontecimentos descritos no livro deve ser admitida.

- O cabeçalho do livro descreve-o como “visão de Naum “ (1.1). O ES funciona aqui como o Revelador, Aquele que abre pra Naum o drama que revela diante e comunica a mensagem do Senhor que ele está encarregado deentregar.
- O ES também deve funcionar como o Grande Instigador na queda de Nínive. Os inimigos, dentre eles os filhos da Babilônia, os medos e os citas, juntam suas forças contra os assírios e saqueiam a cidade. Deus usa agentes humanos para executar seu julgamento, mas atrás disso tudo está a obra do seu Espírito, instigando, impelindo e punido de acordo com a vontade de Deus. Pela obra do Espírito, o Senhor convocou suas tropas e as levou para a batalha vitoriosa.



CONCLUSÃO

- Acabamos de ver, mais uma vez, que Deus é tardio em irar-se, porém, demonstra aqui para os Ninivitas a sua paciência. Só é bom lembrarmos que Deus não deixa se escarnecer. É certo que todas as vezes que um indivíduo ou uma família, Nação, País e etc., se distanciar dele para o pecado, Ele avança com o julgamento.

- Para isto, basta vermos o exemplo do Estados Unidos que há quase 220 anos atrás foram formados como uma nação guiada por princípios encontrados na bíblia. Já nos últimos 50 anos houve uma mudança e agora se dirigem diariamente na direção oposta seguida de grandes castótrofes e outras coisas a mais. Portanto, que o Senhor nos ajude a guardamos os princípios bíblicos para que a nossa esperança apareça cada vez mais. ALELUIA!



Bibliografia

- Bíblia Plenitude (ARC)

- Dicionário Oline

- Apontamentos Teológicos do Autor



Pr. Josafá Batista Soares - Presidente do Campo da Assembléia de Deus na cidade de Ibotirama-Ba. Pós-Graduado em Docência do Ensino Superior, Bacharel em Teologia Convalidado pelo MEC, Membro do CEECRE (Conselho Estadual de Educação e Cultura Religiosa), Diretor da ESTEADI (Escola Teológica da Assembléia de Deus em Ibotirama, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba.

14 de nov de 2012

Lição 7: Miqueias — A importância da obediência Data: 18 de Novembro de 2012


Lições Bíblicas CPAD    Jovens e Adultos


 Lição 7: Miqueias — A importância da obediência
Data: 18 de Novembro de 2012

4º Trimestre de 2012


Título: Os Doze Profetas Menores — Advertências e consolações para a santificação da Igreja de Cristo
Comentarista: Esequias Soares




TEXTO ÁUREO


[...] Tem, porventura, o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender melhor é do que o gordura de carneiros” (1 Sm 15.22).

VERDADE PRÁTICA


A mensagem de Miqueias leva-nos a pensar seriamente acerca do tipo de cristianismo que estamos vivendo.

HINOS SUGERIDOS


285, 398, 422.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Dt 10.12,13
A rejeição do sacrifício formal


Terça - Is 1.15-17
Ritos sem piedade nada valem


Quarta - Mt 12.7
A piedade é maior que sacrifícios


Quinta - Mt 21.28-31
Prática e teoria da obediência


Sexta - Mt 23.23
O dízimo não substitui a piedade


Sábado - Lc 18.10-14
A lição do fariseu e do publicano

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Miqueias 1.1-5; 6.6-8.

Miqueias 1
1 - Palavra do SENHOR que veio a Miqueias, morastita, nos dias de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, a qual ele viu sobre Samaria e Jerusalém.
2 - Ouvi, todos os povos, presta atenção, ó terra, em tua plenitude, e seja o Senhor JEOVÁ testemunha contra vós, o Senhor, desde o templo da sua santidade.
3 - Porque eis que o SENHOR sai do seu lugar, e descerá, e andará sobre as alturas da terra.
4 - E os montes debaixo dele se derreterão, e os vales se fenderão, como a cera diante do fogo, como as águas que se precipitam em um abismo.
5 - Tudo isso por causa da prevaricação de Jacó e dos pecados da casa de Israel; qual é a transgressão de Jacó? Não é Samaria? E quais os altos de Judá? Não é Jerusalém?

Miqueias 6
6 - Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus Altíssimo? Virei perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano?
7 - Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma?
8 - Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?

INTERAÇÃO


Professor, para aguçar a curiosidade de seus alunos, questione-os sobre o significado da palavra “rito”. Explique que rito é “o conjunto de cerimônias e prática litúrgicas que cumpre a função de simbolizar o fenômeno da fé”. Enfatize que no tempo do profeta Miqueias o povo realizava muito bem todo o ritual levítico. Porém, o Senhor não se agradava de suas reuniões solenes e sacrifícios, pois os rituais se tornaram algo mecânico, sem vida, uma simples obrigação religiosa. Cumpriam a liturgia, mas não amavam verdadeiramente a Deus nem ao próximo. Que nunca venhamos a nos esquecer que Deus não está preocupado com nossas cerimônias religiosas, mas o que Ele espera é que seu povo o “adore em espírito e em verdade”, que o ame acima de todas as coisas e ao próximo, pois toda a lei se resume nessa verdade (Mc 12.29-31).

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Explicar a estrutura da mensagem de Miqueias.
  • Definir a obediência bíblica.
  • Conscientizar se de que o ritual religioso não proporciona relacionamento íntimo com Deus e nem salvação.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Para introduzir a lição, reproduza de acordo com suas possibilidades, o quadro abaixo. É importante que os alunos tenham uma visão geral da estrutura do livro. Explique que a estrutura utilizada pelo profeta Miqueias é bem simples de entender, pois a sua divisão está baseada numa dupla sequência de ameaças e promessas. Ao lermos Miqueias deparamo-nos com o juízo de Deus; a mensagem de esperança; juízos e misericórdia do Eterno.

ESBOÇO DO LIVRO DE MIQUEIAS

Capítulos 1 — 3
Uma série de juízo contra Israel e Judá:
         Introdução (1.1).
         Destruição de Samaria (1.2-7).
         Destruição de Judá (1.8-16).
         Pecados específicos do povo (2.1-11): cobiça e orgulho (2.1-5); falsos profetas (2.6-11).
         Vislumbre de um livramento (2.12,13).
         Pecados dos líderes da nação (3.1-12).

Capítulos 4 — 5
Mensagem de esperança:
         Promessa do reino vindouro (4.1-5).
         A derrota dos inimigos de Israel (4.6-13).
         O Rei virá de Belém (5.1-8).
         O novo reino (5.9-15).

Capítulos 6 — 7
Juízo de Deus contra Israel e sua misericórdia final:
         Deus contra o seu povo (6.1-8).
         Culpa de Israel e o castigo divino (6.9-16).
         O lamento do profeta (7.1-6).
         A esperança do profeta (7.7).
         Israel será restabelecido (7.8-13).
         Bênçãos finais de Deus para seu povo (7.14-20).

COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Obediência: O ato ou efeito de obedecer.

O problema do povo a quem Miqueias dirigiu a sua mensagem não era falta de liturgia, mas de uma correta motivação para se adorar ao Senhor. Embora cometesse toda a sorte de injustiças sociais, a geração contemporânea do profeta Miqueias oferecia sacrifícios a Deus, praticando todos os rituais levíticos, mas não sabia o verdadeiro significado do amor a Deus e ao próximo.

I. O LIVRO DE MIQUEIAS

1. Contexto histórico. Miqueias era de Moresete-Cate (1.1,14; Jr 26.18), cidade localizada a 32 quilômetros a sudeste de Jerusalém. Miqueias, assim como os demais profetas de Judá, não cita reis do Reino do Norte na introdução de seus oráculos. Seu ministério, porém, aconteceu no período dos reinados “de Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1). Essas datas estão entre 750 e 686 a.C, mas a soma desses anos deve ser reduzida significativamente por causa das corregências.
O profeta Jeremias afirma que a mensagem de Miqueias foi entregue no reinado de Ezequias (26.18). Considerando os últimos anos de Acaz e os primeiros de Ezequias, Miqueias deve ter profetizado entre 735 a.C. e 710 a.C.
2. Estrutura e mensagem. Trata-se de uma coleção de breves oráculos agrupados em sete capítulos divididos em três partes principais (1,2; 3-5; 6,7). Cada uma das partes marca o imperativo: “Ouvi” (1.2; 3.1; 6.1), que é fraseologia similar a de Isaías (4.1-5; Is 2.2-4).
O assunto do livro é a ira divina em relação aos pecados de Samaria e de Jerusalém. Miqueias dirigiu seu discurso contra a idolatria, censurou com veemência a opressão aos pobres e denunciou o colapso da justiça nacional (1.5; 2.1,2; 3.9-11). Além disso, anunciou, de antemão, o local do nascimento do Messias, em Belém (5.2 cp. Mt 2.1,4-6). O profeta chegou a ser citado pelo Senhor Jesus (7.6 cp. Mt 10.35,36).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

O livro de Miqueias tem como assunto principal a ira divina sobre os pecados de Samaria e Judá.


II. A OBEDIÊNCIA A DEUS

1. O conceito bíblico de obediência. O verbo hebraico shemá: “ouvir, escutar, prestar atenção, obedecer”, não significa apenas receber uma comunicação ou informação. O seu real sentido é mais forte e imperioso: obedecer é acatar ordens de autoridade religiosa, civil ou familiar. O referido verbo é empregado no Antigo Testamento para “obedecer” em 1 Samuel 15.22 e Jeremias 42.6. É usado, também, em seis das nove vezes em que shemá aparece em Miqueias (1.2; 3.1,9; 6.1,2,9).
A mesma ideia é vista nos ensinos de Jesus (Mt 11.15; 13.43). Por conseguinte, a obediência deve ser precedida pela compreensão e pelo amoroso acatamento da mensagem divina (Mt 7.24,26). Nesse sentido, ela pode ser definida como a prova suprema da fé e do nosso amor a Deus.
2. A desobediência das nações. O Senhor não é uma divindade tribal, que habita em quatro paredes. Ele é o Deus de toda a terra e o Soberano de todo o Universo. Justamente por isso, Ele apresenta-se como juiz e testemunha não apenas contra seu povo, Israel e Judá (1.2,5), mas também contra todas as nações da terra (1.2).
3. A ira de Deus sobre o pecado (1.3-5). O profeta descreve de forma pitoresca a reação divina contra o seu povo. Numa linguagem antropomórfica, o Senhor desce de seu santo templo, o céu, para julgar Samaria, capital de Israel e, da mesma forma, Jerusalém, capital de Judá, cujo pecado influencia todo o país. O quadro da sua majestosa e terrível presença lembra a ação dos terremotos e dos vulcões (Jz 5.4; Sl 18.7-10; Is 64.1-3; Hc 3.6,7).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

A obediência deve ser precedida de compreensão e amoroso acatamento da mensagem divina.


III. O RITUAL RELIGIOSO

1. O rito levítico. Basicamente, o rito é um conjunto de cerimônias e práticas litúrgicas que cumpre a função de simbolizar o fenômeno da fé. O termo vem do latim ritus, que significa “cerimônia religiosa, uso, costume, hábito, forma, processo, modo”. O Antigo Testamento usa a palavra para os sacrifícios (Lv 9.16; Ed 6.9) e para as festividades religiosas (Ne 8.18), tais como a Páscoa (Nm 9.14; 2 Cr 35.13) e a Festa dos Tabernáculos (Ed 3.4). A própria circuncisão é também um ritual (At 15.1). Contudo, em se tratando do Cristianismo, a liturgia é simples, contendo apenas dois rituais: o batismo e a ceia do Senhor (Mt 3.15; 26.26-30). Esses cerimonialismos, contudo, não substituem o relacionamento sincero com Deus, nem proporcionam salvação (1 Sm 15.22; Sl 40.6-8; 51.16,17; 1 Co 1.14-17; 11.28,29).
2. O diálogo de Deus com o povo (6.6). O Senhor, através do profeta, convida o seu povo para uma controvérsia. O que Deus fez de mal para Israel rejeitá-lo? (6.1-3). Em seguida, o Eterno traz à memória da nação os seus benefícios desde o princípio, quando remiu a Israel do Egito e protegeu seu povo no deserto contra os inimigos (6.4,5). Em uma pergunta retórica, o próprio Deus antecipa a resposta da nação. A lei estabelecia sacrifícios de animais como provisão pelo pecado (Lv 9.3) e o azeite para certas ofertas de libação (Lv 1.3,4; 2.1,15; 7.12). O problema de Judá não era a falta de rituais e sacrifícios, mas de uma verdadeira conversão a Deus.
3. Sacrifício humano (6.7). Oferecer o primogênito pela transgressão e o fruto do ventre pelo pecado era sinal de completo desatino do povo. A lei de Moisés condena tal prática sob pena de morte (Lv 18.21; 20.2-5) e em todo o Israel era repulsa nacional (2 Rs 3.27). Esse tipo de sacrifício só foi praticado por aqueles que, em todo Israel e Judá, apostataram-se da fé (2 Rs 16.3; 21.6; Jr 19.5; 32.35). Todos estavam dispostos a oferecer até mesmo o que Deus nunca exigiu deles, menos o essencial: sincero arrependimento e mudança de vida.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

O ritual religioso não substitui o relacionamento intenso com Deus e, muito menos, proporciona salvação.


IV. O GRANDE MANDAMENTO

1. A vontade de Deus. O estilo de vida que agrada a Deus foi comunicado ao povo desde Moisés. Portanto, toda a nação tinha o dever de conhecê-lo (Dt 10.12,13). Daí o porquê da indagação do profeta (6.8). Mas ninguém estava interessado nisso. O povo preferia tirar proveito da prática das injustiças sociais, esperando que o mero ritual do sacrifício fosse suficiente para autojusticar-se diante de Deus. Estavam enganados, pois Deus não se deleita em sacrifícios nem em rituais exteriores (Sl 51.17,18).
2. O sumário de toda a lei (6.8b). Os três preceitos — praticar a justiça, amar a beneficência e andar humildemente com Deus — são considerados pela tradição judaica, desde o século 1 a.C, o resumo dos 613 preceitos depreendidos da lei de Moisés. Essa é vista por muitos como a maior declaração do Antigo Testamento. Os dois primeiros preceitos falam do compromisso horizontal com o nosso próximo; e o terceiro, de compromisso vertical com Deus. Isso vale para todos os seres humanos e é paralelo ao ensino de Jesus: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos (Mt 22.37-40).


SINOPSE DO TÓPICO (IV)

O grande mandamento é este: amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.


CONCLUSÃO

A lição para todos nós é esta: O que importa para Deus não é o que fazemos na Igreja, mas a nossa vivência com a família, o que fazemos no trabalho e como relacionamo-nos com a sociedade. Sem o verdadeiro arrependimento e um profundo compromisso com Deus, todas as práticas religiosas não passam de rituais vazios e completamente desprovidos de valor espiritual.

VOCABULÁRIO


Pitoresca: Divertido, recreativo.
Antropomórfica: Conceito que visualiza Deus como possuindo forma humana.
Controvérsia: Disputa, polêmica.
Retórica: Pergunta que não exige resposta.
Libação: Líquido ou mistura de líquidos derramados sobre a oferta como parte do sacrifício.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2009.
SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010.

EXERCÍCIOS


1. Qual o assunto do livro de Miqueias?
R. O assunto do livro é a ira divina em relação aos pecados de Samaria e de Jerusalém.

2. Qual a definição de obediência?
R. É acatar ordens de autoridade religiosa, civil ou familiar.

3. Qual o significado da palavra “rito” e quais são os dois rituais do cristianismo?
R. Cerimônia religiosa, uso, costume, hábito, forma, processo, modo. E os dois rituais do cristianismo são o batismo e a ceia do Senhor.

4. Desde quando o estilo de vida que agrada a Deus foi comunicado ao povo?
R. Desde Moisés.

5. Qual é a maior declaração do Antigo Testamento?
R. Os três preceitos — praticar a justiça, amar a beneficência e andar humildemente com Deus.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Teológico

“Os profetas Isaías, Miqueias, Amós e Oseias foram contemporâneos, o ministério de cada um deles começou entre 760 e 735 a.C. Eles viveram no período do esplendor profético dos hebreus. Isaías era profeta da corte e conselheiro da casa real, ao passo que Miqueias era profeta do campo. Ambos eram do Reino do Sul, capital Jerusalém. Oseias e Amós exerceram seu ministério no reino do Norte, em Samaria.
O título de cada livro profético nem sempre quer dizer ser ele o seu redator ou mesmo o orador que pronunciou tais oráculos. A profecia escatológica sobre Sião, em Isaías 2.3, reaparece em Miqueias. Ambos foram contemporâneos e profetizaram em Judá, sendo que Isaías era profeta da corte, na capital, e seu companheiro do campo, mas é difícil saber a fonte literária original” (SOARES, E. O Ministério Profético na Bíblia: A voz de Deus na Terra. 1 ed., RJ: CPAD, 2010, p.116).

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Teológico

“[...] Miqueias previu uma segunda vinda de Davi (cf. Jr 30.9; Ez 34.23,24; 37.24,25). Ao que parece, este é o significado da famosa profecia registrada em Miqueias 5.2: ‘E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade’. A associação do futuro rei com Belém e a referência às suas origens estarem nos tempos antigos dão a entender que a reaparição do próprio Davi está em vista. Claro que esta é uma predição messiânica. Outros profetas (por exemplo, Isaías em Is 9.6,7; 11.1,10) e a revelação bíblica subsequente deixam claro que estas referências a Davi se cumpriram no Messias que, como o Filho de Davi, reinará no espírito e poder do seu ilustre antepassado.
Em Miqueias 5.2, a atenção é dada à insignificância relativa de Belém entre os clãs de Judá. Ironicamente, o rei escolhido do Senhor surgiria desta pequena cidade. Este padrão de Deus elevar o pequeno e insignificante ocorre em outros textos do Antigo Testamento (Gn 25.23; 48.14; Jz 6.15; 1 Sm 9.21).
Este rei, que surge de tais origens humildes, protegerá o povo como um pastor (o mesmo foi dito acerca de Davi; 2 Sm 5.2; Sl 78.71,72). Reinando pelo poder do Senhor, a sua fama alcançará proporções universais (Mq 5.4). Ele e o vice-regente evitarão que o mais poderoso dos inimigos de Israel (simbolizado aqui pela Assíria, o inimigo tradicional de Israel) invada a terra (Mq 5.5,6).
Junto com a restauração do rei davídico, Miqueias também profetizou uma reversão na sorte de Jerusalém. Miqueias advertiu que esta cidade, escolhida por Davi como capital e local do templo do Senhor, seria sujeita ao sítio (Mq 5.1) e reduzida a entulhos (Mq 3.12). Ele personificou a cidade em sua humilhação como uma mulher em trabalho de parto, estorcendo-se em agonia para dar à luz (Mq 4.9,10). Da perspectiva do exílio, Jerusalém personificada reconhece a justiça do castigo de Deus e prevê o dia da justificação e restauração (Mq 7.8-12). Utilizando a imagem de Miqueias 4.9,10, o profeta comparou a volta do povo exilado em Sião a dar à luz (Mq 5.3). No futuro, o Senhor livraria Jerusalém dos que a atacavam (Mq 4.11-13)” (ZUCK, R. B. (Ed.) Teologia do Antigo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD. 2009, p.444).

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO


Miqueias: A importância da obediência

Miqueias profetizou nos mesmos dias em que profetizaram Amós e Isaías. Isso nos deve fazer refletir que diversos profetas ministraram ao mesmo tempo em determinadas épocas. Portanto, em um mesmo período, Deus se utilizou de servos que ministraram ao mesmo tempo, para as duas nações, de forma que o testemunho de Deus sempre estivesse presente entre os hebreus.
Miqueias apresenta sua profecia a Judá e Israel, mostrando que Deus é o responsável por julgar a falta de temor do povo para com seu Deus. Ele denuncia os falsos profetas, os líderes desonestos e os sacerdotes ímpios que enganavam o povo e o conduziam ao pecado, ao invés de direcioná-los a uma vida mais próxima de Deus. Por mais que se pratique de forma correta os rituais que a Lei ordena, esses rituais não podem ser suficientes se o coração do povo mantinha seus pecados. Deus estava irado com Samaria e Jerusalém, pois o povo não o adorava de coração. Isso não significa que Deus abomina rituais. Ele mesmo prescreveu em Levítico a liturgia e as festas religiosas. O que deixou Deus irado foi o povo imaginar que seguindo corretamente os rituais, estariam isentos de uma vida de fé e das obrigações sociais da Lei quanto ao auxílio dos pobres. “Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros? De dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão? O fruto do meu ventre, pelo pecado da minha alma? Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6.7,8). O profeta deixa claro o desejo de Deus para os israelitas, numa referência que serve também para a Igreja do Senhor: a prática da justiça, o amor à bondade e o andar de forma não soberba diante de nossos pares e do próprio Deus.
Miqueias nos mostra também a grandiosidade de um Deus que possui em suas mãos a capacidade de julgar seu povo, mas que também tem a grandiosa capacidade de perdoar: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e que te esqueces da rebelião do restante da tua herança? O SENHOR não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade” (Mq 7.18). Miqueias também anuncia que Belém há de ser o lugar em que o Messias haveria de nascer: “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre milhares de Judá, de ti me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os cias da eternidade” (Mq 5.2).

Fonte: CPAD/Est. da Bíblia

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