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29 de jun de 2011

"Fundamentalistas ou religiosos autênticos?"

"Fundamentalistas ou religiosos autênticos?"

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Publicado em 27/06/2011 pelo(a) Wiki Repórter Jefferson Nóbrega, Brasília - DF

Jefferson Nóbrega - Blog Candango Conservador

Com as recentes e ainda bem vivas polêmicas em torno do PLC 122/2006 e do "Kit Gay", uma expressão ganhou o destaque de todos os esquerdistas, e passou a dominar todos os discursos dos opositores da livre expressão dos religiosos. Todos os que se opõem a militância homossexual passaram a ser classificados por estes como "fundamentalistas religiosos".

Isso pode ser visto por exemplo nas palavras do Dep. Jean Wyllys ao comentar a suspensão do Kit anti-"Homofobia":

Os representantes do fundamentalismo religioso no Congresso decidiram apresentar, à presidenta(sic), a conta do “apoio” dado na última eleição.
[1]

E também em outro artigo, onde denúncia uma suposta perseguição:

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) diz que pode acionar as cortes internacionais, baseando-se em tratados de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, como resposta à “perseguição” sofrida pelos homossexuais por parte de fundamentalistas religiosos no país.[2] (Ainda bem que ele colocou o termo "perseguição" entre aspas).

O uso da expresão "fundamentalismo religioso" é essencial na estratégia esquerdista, pois sem à acusação em questão, sua luta contra as bancadas católica e evangélica ficaria em uma situação complicada. Eles estariam diante do seguinte problema: Como se opor aos religiosos inimigos da militância homossexual, sem parecer que estão em conflito com toda comunidade cristã do país?

E, é nesse exato momento em que surge o suposto "fundamentalismo religioso", pois classificando aqueles que lutam contra à "mordaça gay" como "fundamentalistas", exclui-se assim à acusação de que esses movem uma luta contra todos os Cristãos. Isso fica bem claro nas palavras de Jean Wyllys:

Se a perseguição sistemática aos homossexuais recrudescer por parte dos fundamentalistas religiosos – não me refiro à comunidade cristã como um todo, mas aos fundamentalistas, aqueles que usam a Bíblia para violentar a diginidade da pessoa humana.[2]

Partindo do que já foi abordado responderei as seguintes questões:

1.
Os opositores da militância homossexual são fudamentalistas religiosos ou religiosos de verdade?
2.
Os cristãos que se opõem à pratica homossexual "violentam a dignidade da pessoa humana"?
3.
Os ditos cristãos que apóiam a militância homossexual são cristãos verdadeiramente?

Sobre a Laicidade do Estado e a religião, recomendo a leitura de dois artigos:
1. Fundamentalistas Religiosos ou Religiosos de verdade?

Esse é o ponto crucial que precisa ser esclarecido. Seriam, por exemplo, os mais de 20.000 manifestantes que marcharam no dia primeiro de junho na esplanada dos ministérios contra o PLC 122/2006, todos fundamentalistas?

De início vos respondo: Não são fundamentalistas, são religiosos de fato!

Mas, é preciso deixar o assunto bem claro, e para que isso possa ser feito é indispensável que antes seja abordado um dos maiores males do mundo moderno: O relativismo religioso.

Relativismo Religioso

O relativismo é uma corrente de pesamento que nega que existam verdades absolutas e imutáveis. É totalmente anti-cristão, pois as verdades deixadas por Cristo são perenes e absolutas. Cristo disse "Eu sou a verdade", (Jo 14,6), sendo ele a própria verdade, é inadimíssivel para um cristão admitir que essa possa ser relativa, pois Cristo sendo Deus, é o mesmo de antes, de hoje e eternamente. A doutrina Católica é fundamentada em Verdades de Fé, sendo à aceitação dos dogmas uma condição sine qua non para se dizer Católico. Ou seja, de nada adianta declarar-se católico nas pesquisas do IBGE, ou mesmo ir a missa aos domingos, se não houver total aceitação ao magistério Católico, pois do contrário temos os chamados pseudo-católicos que dizem professar a fé católica, mas selecionam o que querem crer. Resumindo não são católicos.

Esse relativismo religioso teve seu advento à partir da Reformar Protestante, mas mesmo para os protestantes existem alguns "dogmas" necessários para a profissão de sua fé, são eles: Sola fide(somente a fé); Sola scriptura (somente a Escritura); Solus Christus (somente Cristo); Sola gratia(somente a graça); Soli Deo gloria (glória somente a Deus).[3]

Para ser Cristão é preciso viver em total acordo com os ensinamentos de Cristo e seus apóstolos. São Paulo em sua carta aos Gálatas diz: "Mas se alguém, mesmo nós ou um anjo do céu, vos anunciasse um evangelho diferente daquele que nós vos anunciamos, seja anátema!" (Gl 1,8). Portanto, aquele que se diz Cristão, mas prega o contrário da doutrina Cristã, deve ser anátema(excomungado), ou no outro sentido da palavra: Maldito! Palavras fortes, mas necessárias para que fique claro quem são os Cristãos e quem são os falsos cristãos.

É claro que o relativismo religoso é mais amplo, pois este engloba também o falso ecumenismo e o sincretismo,cuja condenação se encontra em dois documentos de São Pio X, a Encíclica Pacendicontra o modernismo e a Carta Apostólica Notre Charge Apostolique contra o Sillon, mas para o assunto que tratamos, a exposição desses aspectos da doutrina relativista não é necessária.

Tendo agora em mente o que é o relativismo religioso, retorno à pergunta inicial:

Fundamentalistas Religiosos ou Religiosos de verdade?


Aqueles que se opõem ao homossexualismo baseiam-se na doutrina Cristã, e a seguem em sua totalidade sem seleções. Estes não permitem que sua fé sejam alvo do relativismo religioso e moral.

São Paulo, em sua primeira carta aos coríntios diz claramente: "Acaso não sabeis que os iníquos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis, nem os crapulosos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas... hão de possuir o reino de Deus." (I Coríntios, IV, 9-10)

Na carta de São Paulo aos romanos, ele diz a respeito dos gentios: "Pelo que os entregou Deus aos desejos dos seus corações, à imundícia...Por isso os entregou Deus às paixões de ignomínia. Porque as suas mulheres mudaram o natural uso em outro uso, que é contra a natureza. E assim mesmo também os homens, deixado o natural uso das mulheres, arderam nos seus desejos mutuamente, cometendo homens com homens a torpeza, e recebendo em si mesmos a paga que era devida ao seu pecado." (Romanos, I, 25-27).

Portanto, tendo em vista os versículos acima e o relativismo religioso, não é preciso muito para demonstrar que aqueles que os ativistas e a mídia esquerdista têm classificado como "fundamentalistas" são Cristãos de verdade. Ou seja, estratégicamente os críticos dos religiosos, deturpam o assunto colocando assim os relativistas como Cristãos verdadeiros e os Cristãos como fudamentalistas".

Respondendo à pergunta deste tópico:

Fundamentalistas Religiosos ou Religiosos de verdade?

Resposta: Religiosos de verdade

2. Os cristãos que se opõem à pratica homossexual "violentam a dignidade da pessoa humana"?

Aqui torna-se ainda abordar duas questões que são também são alvos do relativismo: A caridade e o amor Cristão.

A caridade e o amor no âmbito Cristão são duas coisas ligadas e inseparáveis. O Papa Bento XVI aborda muito bem o assunto em sua encíclica Caritas in Veritate:

Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz darazão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal. Na verdade, a caridade reflete a dimensão simultaneamente pessoal e pública da fé no Deus bíblico, que é conjuntamente «Agápe» e «Lógos»: Caridade e Verdade, Amor e Palavra” (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 3 - Os negritos são meus).

A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira. O amor — « caritas » — é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta. Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projeto que Deus tem para ele a fim de o realizar plenamente: com efeito, é em tal projeto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (cf. Jo 8, 22). Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade. Esta, de fato, « rejubila com a verdade » (1 Cor 13, 6) (Bento XVI, Caritas in veritate, n0 1- Os negritos são meus).

Não há caridade e amor sem verdade. É impossível separar ambos, como diz muito bem o Santo Padre, sem a Verdade a caridade é filantropia e o amor é sentimentalismo.

E é isso que os opositores dos religiosos defendem. Quando criticamos o homossexualismo é comum ouvir eles dizerem coisas do tipo: "Cristo ensinou-nos acima de tudo a amar", (setença verdadeira se não fosse excluído o caráter da verdade por quem a proclama) ou ainda absurdos como "Cristo tratou todos de maneira igual", (como se o tratamento que ele des aos seus apóstolos fosse o mesmo dado aos fariseus).

Não existe santidade sem caridade. E não pode existir a caridade sem a verdade. Ora, assim como só se pode dar a saúde combatendo a doença, também só se pode defender e ensinar a verdade, condenando o erro oposto a ela.[4]

Portanto, o combate ao homossexualismo deve ser feito não por ódio ao homossexual, mas por amor a ele, pois amando-o de forma cristã deseja-se que ele possa encontrar a verdade, que é Cristo Ressucitado e por consequência à libertação da sodomia.

Não usamos a bíblica para "violentar a dignidade da pessoa humana", pelo contrário, em pról da dignidade dos filhos de Deus, que combatemos lei que possam fomentar esse pecado. Nenhum de nós nunca concordamos com a violência aos homossexuais, e sempre a condenamos. O que defendemos é apenas o direito de sermos religiosos. Os que não crêem como eu creio, têm todo o direito de dizer que tudo que escrevi é baboseira, da mesmo forma que tenho o direito de dizer que o que ele defende é uma abominação para os VERDADEIROS cristãos. Em suma, é apenas o direito de liberdade de expressão!

A máxima de Santo Agostinho resume tudo isso: Odiai o erro, amai os que erram”.

3. Os ditos cristãos que apóiam a militância homossexual são cristãos verdadeiramente?

Fiz um berve pesquisa nos sites dos apoiadores do PL 122/2006 para identificar quem estes consideram como sendo Cristãos. Um dos principais exemplos que encontrei, foi as auto-intituladas "Católicas" pelo Direito de Decidir. Um exemplo providencial é o artigo "Estado Laico: O que é isso companheira?", que foi reproduzido em vários meios homossexuais e esquerdistas, desde o Portal do Grupo Gay da Bahia ao fórum do Portal esquerdista Luís Nassif.

Um trecho da carta supracitada é perfeito para responder à pergunta desse tópico:

Como Católicas pelo Direito de Decidir, repudiamos o uso das religiões neste contexto de manipulação política e afirmamos nosso compromisso com a laicidade do Estado, com a dignidade humana e nosso apoio ao uso do kit educativo pelo fim da homofobia nas escolas brasileiras.

Eis acima essas mulheres que se auto-intitulam "católicas", e são pessoas desse tipo que os militantes homossexuais e a esquerda consideram como "religiosos de fato".

As ditas "católicas" na verdade são um grupo anti-católico, como bem explicou o Arcebispo de Guadalajara, Cardeal Juan Sandoval Iñiguez: "umas mulheres ativistas que se denominam a si mesmos Católicas pelo direito a decidir, estão usando todos os meios ao seu alcance para difundir, dizem elas, a doutrina da Igreja que permite o aborto”. “Estas mulheres não são católicas”[5], e se fossem católicas já estariam excomungadas.

O Código de Direito Canônico é claro com relação ao aborto, no cânon 1398, pode-se ler: “Quem provoca o aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae”. Ou seja, o fiel que provoca o aborto, ou a ele se submete consciente e voluntariamente, está automaticamente excomungado, fora da Igreja e excluído dos seus sacramentos.

O Papa João Paulo II na Evangelium vitae deixa claro que a pena de excomunhão recai não só aos que praticam e colaboram com o aborto, mas também sobre os que apóiam e lutam pela sua legalização:

“A responsabilidade cai ainda sobre os legisladores que promoveram ou aprovaram leis abortivas, sobre os administradores das estruturas clínicas onde se praticam os abortos, na medida em que sua execução deles dependa. Uma responsabilidade geral, mas não menos grave, cabe a todos aqueles que favorecerem a difusão de uma mentalidade de permissivismo sexual e de menosprezo pela maternidade[...]. Não se pode subestimar, enfim, a vasta rede de cumplicidades, nela incluindo instituições internacionais, fundações e associações que se batem sistematicamente pela legalização e difusão do aborto no mundo” (encíclica Evangelium vitae, de 1995. n° 59)

Portanto, fica claro que as "Católicas" pelo Direito de Decidir, não é uma organização Católica e muito menos Cristã. Lembrem-se de quando abordei o relativismo e percebam agora o que quis dizer com "estratégicamente os críticos dos religiosos, deturbam o assunto colocando assim os relativistas como Cristãos verdadeiros e os Cristãos como fudamentalistas".

Conclusão

Percebemos assim que quando os militantes homossexuais e os esquerdistas movem uma batalha contra os que eles chamam de "fundamentalistas religiosos", na verdade movem disfarçadamente uma "guerra" contra os Cristãos autênticos. Um artigo que li e reproduzir esses dias, conclui muito bem tudo isso. Diz o texto:

Só uma mentalidade esquizofrênica consegue arrumar justificativas bizarras para tentar impedir que religiosos deem suas contribuições para o debate a respeito de temas tais como aborto, casamento gay, pena de morte, eutanásia, descriminalização das drogas etc.
(..)
Qual é o pano de fundo dessa esquizofrenia? É a maldita concepção ideológica, de origem positivista, que supõe que os fatos são distintos de valores. Valores foram jogados para o limbo da vida privada, enquanto os fatos se justificam à luz de meia dúzia de especialistas e seus infalíveis holofotes. [6]

Referências:


[1]http://jeanwyllys.com.br/wp/jean-wyllys-fala-sobre-a-suspensao-do-kit-anti-homofobia-e-questiona-onde-esta-a-defesa-dos-direitos-humanos-prometida-pela-presidenta-25-05-2011
[2]http://jeanwyllys.com.br/wp/deputado-ameaca-denunciar-o-brasil-por-perseguicao-a-homossexuais-10-06-2011
[3] http://www.monergismo.com/textos/cinco_solas/cinco_solas_reforma_erosao.htm
[4]http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=religiao&artigo=caridade-verdade&lang=bra
[5]http://www.domluizbergonzini.com.br/2011/03/desmascarando-o-grupo-abortista.html
[6]http://www.franciscorazzo.com.br/index.php/cultura/estado-laico-esquizofrenia-positivista

27 de jun de 2011

Luiz Mott, estátua de bebê pelado e museu erótico

Luiz Mott, estátua de bebê pelado e museu erótico

Julio Severo
O que você pensaria de um homem que elogia um museu erótico alisando a estátua de um bebê pelado? Confira este homem neste vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ex2EQxaOsQs



No Brasil, um dos maiores acusadores contra os cristãos é o homossexual Luiz Mott, que se gaba de ter dormido com mais de 500 homossexuais. Considerando as palavras dele sobre pedofilia, não se sabe se essa contagem inclui meninos e adolescentes.
Mott não gosta que chamem de “devassidão” o comportamento homossexual. Ele também detesta que lhe chamem de “devasso”. Mas chamar então do que um homem que elogia um museu erótico enquanto alisa a estátua de um bebê pelado?
Mott é o fundador do Grupo Gay da Bahia e o líder máximo do movimento homossexual brasileiro, sendo o exemplo supremo para todos os homossexuais do Brasil. Por isso, o ex-presidente Lula havia lhe dado a mais elevada condecoração do governo brasileiro. Mott é a figura mais “honrada” do movimento homossexual do Brasil.
Alisar a estátua de um bebê pelado enquanto se fala de erotismo traz algum tipo de “honra”?
Divulgação: www.jorgenilsom.com

26 de jun de 2011

Marcha para Jesus atrai 5 milhões de pessoas e incomoda críticos

Marcha para Jesus atrai 5 milhões de pessoas e incomoda críticos

Julio Severo
A 19ª edição da Marcha para Jesus, uma das maiores manifestações religiosas do mundo, se transformou num ato contra o PLC 122, contra a legalização da maconha e contra as afrontas cometidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O evento, que ocorreu em 23 de junho de 2011 na cidade de São Paulo, reuniu mais de 5 milhões de pessoas e enfureceu a esquerda radical.

“Ranço um tanto raivoso” dos evangélicos?

Cuspindo fogo e enxofre, Gilberto Dimenstein, da Folha de S. Paulo, se queixa de que a Marcha para Jesus “tem um ranço um tanto raivoso”, enquanto que a parada gay “usa alegria para falar e se manifestar” — como se atos sexuais obscenos e uso de drogas, tão comuns nesses eventos gays, representassem a verdadeira alegria, e como se ninguém mais tivesse direito de se manifestar contra os abusos do STF, sob risco de levar o rótulo de ter “um ranço um tanto raivoso”.
Esse “ranço um tanto raivoso” foi muito bem mostrado pela mídia esquerdista, que não poupou nenhuma crítica à Marcha para Jesus. O noticiário Último Segundo destacou que participaram da Marcha para Jesus Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, e o Pr. Silas Malafaia, que foi tachado de “radical” por ter dito: “O STF rasgou a Constituição que, no artigo 226, parágrafo 3º, diz claramente que união estável é entre um homem do sexo masculino e uma mulher do sexo feminino. União homossexual uma vírgula… Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não”. (Assista aqui ao vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=DOnW0kOJeW8)



Para decepção da Folha de S. Paulo e Último Segundo, 5 milhões de pessoas estavam ali para confirmar as palavras de Malafaia, que, numa coragem que raramente se vê no Brasil, afirmou: “Eles querem aprovar uma lei para dizer que a Bíblia é um livro homofóbico e botar uma mordaça em nossa boca. Se aprovarem o PL 122 no mesmo dia, na mesma hora, tudo quando é pastor vai pregar contra a prática homossexual. Quero ver onde vai ter cadeia para botar tanto pastor”.
É de admirar tanta manifestação de “ranço um tanto raivoso” contra os evangélicos por parte de uma mídia que apoia de coração o PLC 122 e todos os abusos do STF?

Escândalos financeiros da Renascer versus escândalos financeiros do PT

Finalizando sua matéria, Último Segundo tentou desqualificar a Marcha para Jesus citando questões financeiras de seu fundador: “O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, organizador da marcha, reafirmou o caráter estritamente religioso do evento e disse que manifestações como as de Malafaia e Crivella são opiniões pessoais. Apesar disso, admitiu ser contra o ‘casamento gay’ e a liberação da maconha. Questionado por um repórter sobre o qual fator pesa mais na desagregação da família, o homossexualismo ou o crime de evasão de divisas, pelo qual foi condenado a pena de 140 dias de prisão nos EUA, o apóstolo mudou de assunto”.
O problema de Hernandes é o mesmo do Bispo Macedo, que lidera uma denominação que é alvo de frequentes manchetes internacionais de corrupção e lavagem de dinheiro.

Por que Macedo e Hernandes e suas denominações lidam com o dinheiro de um modo que os expõe a escândalos? Com certeza, eles percebem o óbvio: o que o governo tira de impostos é muito mais do que o justo. E tentam proteger seu dinheiro com esquemas para desviá-lo da ganância estatal.

Macedo e Hernandes bem que poderiam dar atenção ao exemplo de Tiradentes, que se revoltou contra o governo português pela cobrança abusiva de 20 por cento de impostos sobre os cidadãos do Brasil. Superando em muito a ganância do governo português, o atual governo brasileiro cobra quase 40 por cento de impostos, e só isso já deveria ser inspiração suficiente para motivar todos os pastores do Brasil a proclamarem jejuns, orações e ações contra esse roubo descarado. Mas em vez de orientar suas denominações e pastores a denunciarem esse imenso roubo estatal contra o Brasil, Macedo e Hernandes preferem apoiar o governo que rouba e recorrer a meios ilegais (pelos padrões do insaciável tubarão brasileiro do imposto de renda) para proteger suas próprias riquezas.

Contudo, não é por esse motivo que a Folha de S. Paulo, Último Segundo e outros jornais esquerdistas estão manifestando seu “ranço um tanto raivoso”. Se eles se importassem com lavagem de dinheiro e evasão de divisas, eles dariam a Lula e ao PT o mesmo tratamento de desprezo que dão aos evangélicos. Em matéria de roubo e lavagem de dinheiro, ninguém no Brasil supera o PT e outros partidos socialistas.

De longe, o maior problema é apoio ao PT

O maior problema de Estevam Hernandes foi ter dado para Marta Suplicy na Marcha para Jesus de 2008 espaço para ela falar. Suplicy, que é a relatora atual do PLC 122, tem o total apoio da Folha de S. Paulo, Último Segundoe outros jornais esquerdistas e já teve oportunidade até de falar do púlpito da Igreja Renascer em época de eleição.
De maneira paradoxal, Silas Malafaia e a multidão de evangélicos da atual Marcha para Jesus estavam então denunciando ameaças semeadas até mesmo em Marchas para Jesus anteriores, onde Marta Suplicy foi uma das estrelas do show.
Mas não é por causa de Suplicy no evento que a Folha de S. Paulo, Último Segundo e outros jornais esquerdistas criticam a Marcha para Jesus. Aliás, até protestantes estão fazendo isso. O tabloide sensacionalista Genizah, com seu habitual radicalismo de esquerda, atacou a Marcha para Jesus a partir de uma perspectiva como se ser calvinista fosse a maior das virtudes e ser neopentecostal fosse a pior. Seguindo essa linha, o Pr. Renato Vargens, outro calvinista, igualmente atacou a Marcha para Jesus.

Ranços doutrinários versus ranços ideológicos

Independente dos erros dos neopentecostais, o Pr. Silas Malafaia e a Marcha para Jesus deste ano cumpriram um papel vital denunciando o PLC 122 e o STF — tendo sido, de longe, a maior manifestação cristã no Brasil contra essas ameaças. Cumpriram um papel que nem o Genizah nem Vargens ousaram cumprir. Por isso, a mídia esquerdista está furiosa. Por isso, os invejosos estão ladrando.
Se o grande problema é o fato de que o casal Hernandes apoiou Suplicy, esse não é um pecado de monopólio exclusivo da neopentecostal Renascer. Aliás, quase todas as igrejas têm culpa no cartório nessa questão, inclusive as calvinistas. Em 2002, Guilherminho Cunha, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, deu seu apoio a Lula para presidente.
Seja como for, tanto o Genizah quanto Vargens deram apoio no passado ao Rio de Paz, um movimento esquerdista, fundado por um pastor presbiteriano, cujo objetivo é o desarmamento da população civil, que foi um dos principais pilares da União Soviética e da Alemanha nazista. Nunca se subjuga um povo sem antes desarmá-lo. Como um cristão pode se prestar a esse tipo de serviço ideológico é um mistério, assim como é um mistério o motivo por que, sob o canto da sereia caiofabiana vários anos atrás, líderes de praticamente todas as grandes denominações evangélicas do Brasil entregaram suas almas no altar eleitoral de Lula e do PT.
Precisamos agora aprender com os erros passados, embora no meu caso eu tivesse aprendido com os erros dos outros, pois nunca votei no PT.
Precisamos parar de levantar acusações contra questões menores, enquanto ameaças imensas estão prontas para nos tragar, com a ajuda de uma mídia que nos odeia. Não podemos deixar “ranços doutrinários raivosos” criarem divisões neste momento em que governo, mídia e ativismo gay estão unidos num “ranço ideológico raivoso” contra nós.
Gilberto Dimenstein, da Folha de S. Paulo, que atribuiu um “ranço raivoso” aos evangélicos, também disse: “Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários”. Se eu levar a sério essa declaração, terei então de supor que as imensas verbas para os grupos gays não estão vindo do governo, mas da Branca de Neve e os Sete Anões!
Dimenstein também disse: “Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança”. Sim, reconheço que ele está certo. Crivella é grande aliado de Lula, Dilma e do PT. O casal Hernandes se mostrou fiel a Lula e Marta Suplicy. E o próprio Malafaia cometeu seus pecados, apoiando duas vezes Lula para a presidência e na primeira vez o nefasto Sérgio Cabral para governador do Rio. E Dimenstein e a Folha de S. Paulo são fiéis àqueles que fielmente patrocinam seu jornalismo “objetivo, justo e imparcial”. Por pura coincidência, o maior patrocinador desse tipo de jornalismo é o próprio governo petista.
Se Dimenstein e a Folha de S. Paulo não tivessem essas ligações, poderiam de fato atirar a primeira pedra. Mas, como estão envolvidos até o pescoço, só podem lançar acusações preconceituosas e ladrar.
Em vez de ver o “ranço raivoso” que o STF, o movimento ideológico homossexual e o governo federal estão demonstrando sistematicamente contra a família e os bons costumes, Dimenstein prefere enxergar esse ranço entre os evangélicos.

Escritores católicos dão apoio à Marcha para Jesus

Entretanto, não é preciso ser evangélico para apoiar o bem que a Marcha para Jesus está fazendo. Até Reinaldo Azevedo e Nivaldo Cordeiro, que são católicos, estão dando todo apoio. Aliás, Nivaldo, que é colunista colega meu no site noticioso Mídia Sem Máscara, deu uma opinião positiva da Marcha para Jesus neste vídeo:http://www.youtube.com/watch?v=Lk33GVIutic
Portanto, em vez de criticarmos a Marcha para Jesus, denunciemos o apoio de protestantes, pentecostais e neopentecostais ao PT e ao socialismo. Esse, de longe, é um problema muito maior do que picuinhas doutrinárias.
O que estamos esperando? Se queremos fazer uma diferença saudável, denunciemos todo apoio evangélico ao PT e ao socialismo. Atacar a Marcha para Jesus, num momento crítico como esse, é suicídio e ser cúmplice das hostes satânicas enfurecidas com as manifestações do testemunho cristão na sociedade.
Fonte: Julio Severo
Divulgação: www.jorgenilson.com

Imprensa secular finalmente começa a falar alguma verdade sobre estatísticas de gays assassinados

Imprensa secular finalmente começa a falar alguma verdade sobre estatísticas de gays assassinados


Em torno da causa gay

Jornalista Ruy Fabiano
Toda a campanha em favor da causa gay, e que orienta a aprovação do projeto de lei 122, em tramitação no Senado, parte de uma mesma premissa: haveria, no Brasil, um surto de homofobia — isto é, hostilidade e ameaça física aos gays.
A premissa não se sustenta estatisticamente. Os números, comparativamente aos casos gerais de homicídios anuais no país – cerca de 50 mil! —, são irrelevantes.
Segundo o Grupo Gay da Bahia, de 1980 a 2009, foram documentados 3.196 homicídios de homossexuais no Brasil, média de 110 por ano.
Mais: não se sabe se essas pessoas foram mortas por essa razão específica ou se o crime se deu entre elas próprias, por razões passionais, ou pelas razões gerais que vitimam os outros 49 mil e tantos infelizes, vítimas do surto de insegurança que abala há décadas o país.
Se a lógica for a dos números, então o que há é o contrário: um surto de heterofobia, já que a quase totalidade dos assassinatos se dá contra pessoas de conduta hetero.
O que se constata é que há duas coisas distintas em pauta, que se confundem propositalmente e geram toda a confusão que envolve o tema.
Uma coisa é o movimento gay, que busca criar espaço político, com suas ONGs e verbas públicas, ocupando áreas de influência, com o objetivo de obter estatuto próprio, como se opção de conduta sexual representasse uma categoria social.
Outra é o homossexualismo propriamente dito, que não acrescenta nem retira direitos de cidadania de ninguém.
Se alguém é agredido ou ameaçado, já há legislação específica para tratar do assunto, independentemente dos motivos alegados pelo agressor. Não seria, pois, necessário criar legislação própria.
Comparar essa questão com o racismo, como tem sido feito, é absolutamente impróprio. Não se escolhe a raça que se tem e ver-se privado de algum direito por essa razão, ou previamente classificado numa categoria humana inferior, é uma barbárie.
Não é o que se dá com o homossexualismo. As condutas sexuais podem, sim, ser objeto de avaliação de ordem moral e existencial, tarefa inerente, por exemplo (mas não apenas), às religiões.
Elas — e segue-as quem quer — avaliam, desde que existem, não apenas condutas sexuais (aí incluída inclusive a dos heterossexuais), mas diversas outras, que envolvem questões como usura, intemperança, promiscuidade, infidelidade, honestidade etc.
E não é um direito apenas delas continuar sua pregação em torno do comportamento moral humano, mas de todos os que, mesmo agnósticos, se ocupam do tema, que é também filosófico, político e existencial.
Assim como o indivíduo, dentro de seu livre arbítrio, tem a liberdade de opções de conduta íntima, há também o direito de que essa prática seja avaliada à luz de outros valores, sem que importe em crime ou discriminação. A filosofia faz isso há milênios.
Crime seria incitar a violência contra aqueles que são objeto dessa crítica. E isso inexiste como fenômeno social no Brasil. Ninguém discute o direito legal de o homossexual exercer sua opção. E a lei lhe garante esse direito, que é exercido amplamente.
O que não é possível é querer dar-lhe dimensão que não tem: de portador de direitos diferenciados, delírio que chega ao extremo de se cogitar da criação de cotas nas empresas, universidades e partidos políticos a quem fez tal opção de vida.
Mesmo a nomenclatura que se pretende estabelecer é falsa. A união de dois homossexuais não cria uma família, entendida esta como uma unidade social estabelecida para gerar descendência e permitir a continuidade da vida humana no planeta.
Casamento é instituição concebida para organizar socialmente, mediante estatuto próprio, com compromissos recíprocos, a geração e criação de filhos.
Como aplicá-lo a outro tipo de união que não possibilita o que está na essência do matrimônio? Que se busque então outro nome, não apenas para evitar confusões conceituais, mas até para que se permita estabelecer uma legislação que garanta direitos e estabeleça deveres específicos às partes.
Há dias, num artigo na Folha de S. Paulo, um líder de uma das muitas ONGs gays do país chegou a afirmar que a heterossexualidade não resultaria da natureza, mas de mero (e, pelo que entendi, nefasto) condicionamento cultural, que começaria já com a criança no ventre materno.
Esqueceu-se de observar que, para que haja uma criança no ventre materno, foi necessária uma relação heterossexual, sem a qual nem ele mesmo, que escrevia o artigo, existiria.
Portanto, a defesa de um direito que não está sendo contestado — a opção pelo homossexualismo — chegou ao paroxismo de questionar a normalidade (e o próprio mérito moral) da relação heterossexual, origem única e insubstituível da vida. Não há dúvida de que está em cena um capítulo psicótico da história.


Divulgação: www.jorgenilson.com

25 de jun de 2011

Por que é tão difícil deixar o homossexualismo? Parte I

Por que é tão difícil deixar o homossexualismo? Parte I

O comportamento homossexual tem sido divulgado como um direito a ser respeitado e seguido, e nunca ninguém deve promover a cura desse comportamento. A Psicologia rendeu-se ao homossexualismo retirando da sua lista de doenças, essa prática. Os políticos, na sua maioria defendem essa perversão como um direito humano digno. A imprensa, abarrotada de gays e simpatizantes, manipulam os números, a opinião pública e induzem os jovens nesse caminho como se fosse algo de orgulho e bonito.

Até “igrejas” tradicionais como a PRESBITERIANA (VEJA LINKS: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/ E http://www.lifesitenews.com/news/us-presbyterians-to-begin-ordaining-open-homosexuals, E a neo-pentencostal UNIVERSAL DO REINO DE DEUS, http://ricardodemoraes.blogspot.com/2007/10/edir-macdo-aborto-homossexualismo-e.html, apóiam à prática homossexual. Muitos dos gays que não conseguiram libertação deste vício, resolveram fundar “igrejas” de gays para se sentirem “mais perto de Deus” e poderem praticar a sua “fé” de acordo com o seu comportamento.

O homossexualismo é algo tão desastroso, humilhante, impuro e tão contrario a natureza que os que se envolvem ficam tão perdidos, que muitos deles encontrando o caminho para o abandono, não conseguem. A deformação é tão grande no caráter das pessoas que a mente perverteu-se completamente. O homossexualismo não é só sexo entre pessoas do mesmo sexo, é também prática de atos sexuais que fogem à razão. Por exemplo, a chuva dourada (urinar sobre o parceiro para dar prazer), o Swing (trocas de casais, tanto hetero como homo), a (colocar a mão dentro do ânus) http://jorgenilson.blogspot.com/2010/10/pastor-africano-pergunta-barack-obama.html. Os crimes de pedofilia são praticados na sua maioria por gays, http://www.blogdolucasinfo.com/2011/02/magno-malta-plc-122-e-como-legalizar.html.

Não existe nada de bom ligado ao homossexualismo. Deus criou o homem a sua imagem e semelhança, o homossexualismo veio para destruir essa imagem de Deus no homem. Antes da imprensa fazer apologia e propaganda à pratica do homossexualismo, as noticias e reportagens eram sempre ligadas as coisas ruins relacionadas a esse comportamento. Hoje com a imprensa ligada a agenda gay, as coisas mudaram. Antes da imprensa fazer apologia e propaganda à pratica do homossexualismo, as noticias e reportagens eram sempre ligadas as coisas ruins relacionadas a esse comportamento: aids, depressão, vergonha, doenças psicossomáticas, doenças sexualmente transmissíveis, pedofilia, zoofilia, drogas, falta de pudor, e vários outro assuntos nesse sentido. Hoje, com a imprensa ligada a agenda gay, as coisas mudaram. Hoje é orgulho gay, direitos humanos, homofobia, preconceito e coisas que sempre colocam o homossexualismo como algo bom.

VEJA - O TEXTO PRECONCEITUOSO DE GILBERTO DIMENSTEIN CONTRA OS EVANGÉLICOS

O TEXTO PRECONCEITUOSO DE GILBERTO DIMENSTEIN CONTRA OS EVANGÉLICOS

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — , resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.

São Paulo é mais gay ou evangélica?
Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.
Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.
Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.
Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.
Milhões de evangélicos se reuniram ontem nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato. A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.
Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?

Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.
Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.

Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.
Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.
Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.
Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.

Texto publicado originalmente às 16h48 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo