Seguidores

27 de fev de 2013

"Analisando Crenças Espíritas"


"Analisando Crenças Espíritas"


Pr. Elmut Rossi






Objetivo:

Não é somente para o preparo do crente, mas que receba instruções para melhor fazer o trabalho de paladinas da verdade, de testemunhas de Cristo entre os que vivem nas trevas do espiritismo.

È muito antiga, já existia antes de Cristo entre os Babilônicos persas, hindus, gregos e povos cananeus.


Os diferentes ramos do espiritismo:
Definição do espiritismo: È toda religião que se baseia na crença da comunhão dos espíritos com os vivos.

Divide-se em dois principais ramos:

A). O espiritismo de mesa, ou Kardecismo, também chamado científico.

B). O espiritismo de terreiro, que recebe vários nomes, conforme sua origem e lugar em que se desenvolve como umbanda, quimbanda, candomblé e xangô, mas geralmente conhecido como "Macumba".



I). Crença do espiritismo Kardecista

Possibilidade de comunhão de espíritos mortos com vivos.

A). Pelo aspecto sentimental ou misterioso.

B). Pessoas atormentadas com problemas sem poderem resolve-los.

Observação: Os Espíritos argumentam que a proibição de Deus é evidenciada em que havia, nos tempos antigos, a comunhão de mortos com vivos, que a proibição só era feita porque naquele tempo os homens não estavam desenvolvidos para poderem suportar semelhante prática.

Examinemos, então na bíblia para observar o que Deus tem mostrado a seu povo, quanto a essa prática. Encontraremos algumas passagens que irá nos mostrar. Vejamos : Deut. 18:9-14 / Isai. 8:19e20 / Lev. 20:6.


II). Crenças dos espíritas na reencarnação

Crêem que quando a pessoa morre, seu espírito deverá voltar a seu corpo para que vai aperfeiçoando-se e purificando-se. As várias encarnações serve de maneiras para se pagar seus pecados.

Essa crença já era pregada pelos filósofos grego Pitágoras, e foi encorporada por Allan Kardec ao espiritismo.

A idéia da reencarnação não é bíblica: (Ecl. 12:7 e Hebr. 9:27)


  • Passagens em que os espíritas baseiam sua crença:
    • Mat. 11:10-14 -> resposta: João 1:21
    • João 3:1-12 -> resposta: João 3:6 e Jó 1-12e13 (então sendo assim, só teria que nascer da carne)



       

III). Salvação (aperfeiçoamento pela evolução espiritual), através do sofrimento e pelas boas obras

Nunca encontramos esta crença na bíblia, para eles tudo dependem do mérito pessoal acumulado em outras encarnações.

Salvação é somente pela graça: (João 3:16 / João 6:47 / Isa. 64:6 / Atos 16:31)



IV). Existência de diferentes mundo, para habitação dos vários estágios de evolução espiritual

Conforme o aperfeiçoamento, os espíritos vão para diversos mundos. Estes mundos oferecem diversas estâncias para se aperfeiçoarem. Alguns mundos são inferiores, e existem vida, enquanto em outras estâncias a vida é inteiramente espiritual.

Eles se baseiam-se em João 14:2, mas como declara a palavra de Deus, só existem dois lugares para onde vão os mortos (João 3:18 e Lucas 23:43)



V). Fora da caridade não há salvação ( vide ponto 3 )



VI). Deus existe, mas está longe demais, e só se manifesta por meio de espíritos guias.

A). Os espíritas como os deístas crêem que Deus criou o mundo e não cuida dele, deixando-o entregue as forças próprias.

B). Na falta de orientação de Deus, os espíritos abrem caminho a necessidade do homem ser orientado pelos espíritos.

As seguintes passagens mostra que Deus é acessível ao homem: Hebr. 1:1 / João 1:14 / Isai. 55:6e7 – 59:1e2) 

Observação: 
Somente o pecado afasta o homem de Deus, sendo assim, eles revelam seu estado pecaminoso.



VII). Jesus Cristo é considerado o espírito que alcançou evolução ou desenvolvimento

A). Os espíritas só aceitam Jesus como homem evoluído, sendo assim o espiritismo mostra ser um anticristo, fazendo a obra do diabo, negando que Jesus é Deus e salvador.

Que Jesus é dividido não há dúvidas. A Bíblia mostra abundantes referências a essa verdade. Examinemos então:
  • Jesus é o verbo encarnado – João 1:1
  • Jesus é o Cristo Filho de Deus – João 16:15-17
  • Jesus desceu do céu – João 6:38
  • Jesus e o Pai são um – João 10:30
  • Seu próprio nome mostra sua divindade – Mateus 1:23



     

VIII). O espiritismo julga-se a terceira pessoa ou terceira revelação, ser o próprio Espírito Santo prometido por Jesus

A). O Espírito Santo, sempre é apresentado na bíblia como uma pessoa de trindade e possuindo atributos de uma pessoa.

B). Nunca é apresentado como um movimento criado por homens.

C). Esse absurdo chega ao limite da blasfêmia contra o Espírito Santo, para qual não há perdão.

Veremos então algumas apresentações do Espírito para comprovarmos essa realidade bíblica:
Atributos do Espírito como pessoa:
    • Ele pensa – Romanos 8:27
    • Ele sente – Isaías 63:10
    • Ele tem vontades – Atos 16:6
       
O Espírito age como pessoa:
    • Ele ensina – João 14:26
    • Ele convence – João 16:8
    • Ele fala – Atos 8:29
    • Ele intercede pelos crentes – Romanos 8:26
       
O Espírito também é:
    • O espírito de Deus – Ezequiel 36:27
    • O espírito de Cristo – Atos 16:6e7




IX). Crença de que se deve fazer orações pelos mortos e espíritos sofredores

Para os Kardecistas são úteis, porque vendo eles que alguém lembra deles, sentem-se menos abandonados e aumentam a coragem. Crêem eles que as preces pode abreviar seus sofrimentos.

A Bíblia não ensina isto, em passagens tais como a do Rico e Lázaro (Luc. 16:19-31), principalmente os versículos 22 e 23.

Observação: 
O Rico incrédulo havia, do meio do sofrimento, pedido que Lázaro fosse minorar seu sofrimento, molhando a língua, e recebeu essa resposta: "È possível minorar o sofrimento da alma que pareceu condenada, é impossível modificar-lhe a condenação." (vers. 26)



X). Crença que as pessoas podem salvar-se a si próprias pelo seu esforço em praticar as boas obras (vide ponto 3)



 

XI). Os espíritas negam a existência do céu, do inferno, e da condenação eterna também de satanás.

A Bíblia afirma a existência de todos eles.

A). A existência do céu – Luc. 23:43 / João 3:12e13

B). A existência do inferno e penas eternas – Mat. 25:25-30 / Mat. 10:28

C). A existência do diabo – Mat. 25:41 / Efe. 4:27 / Tia. 4:7

D). A existência de demônios. (Obs.: demônios são anjos decaídos que seguem a liderança de satanás. São esses anjos que produzem as manifestações nas mesas espíritas e terreiros de macumba, levando os participantes a acreditarem que estão recebendo espíritos de pessoas falecidas. Vejamos essa classe, mencionada na bíblia: Lev. 17:7 / Mat. 25:41 / Sal. 106:37 / Luc. 4:33)


Volto assim ao nosso objetivo principal, ao qual é nossa responsabilidade como crentes de anunciar o evangelho às almas que estão sendo assediadas pelo espiritismo, às que são simpatizantes e as que já estão na sua malha, a fim de que alguma delas se libertem para a verdade, para a luz, e para a vida.



 *************************************************************************** 

Bibliografia:

LIMA, Delcir de Souza. Analisando Crenças Espirituais e Umbandistas. JUERP
 
 

Fonte: http://www.geocities/wbtbrazil

Divulgação: www.jorgenilson.com

25 de fev de 2013

“Força gay” dentro do Vaticano estaria por trás da renúncia do Papa Bento XVI, diz jornal

“Força gay” dentro do Vaticano estaria por trás da renúncia do Papa Bento XVI, diz jornal

Mais polêmica em torno da renúncia do Papa Bento XVI. O jornal italiano La Repubblica divulgou uma matéria nessa quinta (21) onde diz que o Papa resolveu abdicar de seu cargo por conta desvios de dinheiros e da força do lobby gay dentro do Vaticano.
De acordo com a publicação, Bento XVI teria recebido um relatório “demolidor” com mais de 300 páginas elaborado por três experientes cardeais da alta cúpula da Igreja Católica.
“Existe uma rede transversal unida pela orientação sexual. Pela primeira vez, a palavra ‘homossexualidade’ foi pronunciada e lida em voz alta a partir de um texto no apartamento de Ratzinger. E pela primeira vez foi falado, embora em Latim, sobre a palavra ‘chantagem’ (Influentiam)”, diz o texto do jornal.
Após ler o relatório, que trazia inúmeros casos de corrupção da Igreja, Bento XVI resolveu demitir-se e teria dito que “este relatório deve ser entregue ao próximo Papa, que deverá ser bastante forte, jovem e santo para poder enfrentar o trabalho que o espera”.
Na mesma reportagem o La Repubblica relembra um escândalo de 2010, quando foi descoberto que um membro do coro da Capela Musical da Basílica de São Pedro, o nigeriano Chinedu Eheim, oferecia serviços sexuais com menores, incluindo seminaristas. Os encontros aconteciam numa vila fora de Roma, numa sauna, num centro estético e no próprio Vaticano.

A história tinha como protagonista Angelo Balducci, o presidente do Conselho Nacional Italiano de Obras Públicas, que teve seu telefone interceptado por suspeita de corrupção. Eheim teria dito em uma gravação para Balducci: “Só te falo que tem dois metros de altura, pesa 97 quilos, tem 33 anos e é completamente ativo”.
Enquanto isso, italianos homossexuais vibram com a saída de Bento XVI. “Ele era menos humano do que o último”, afirmou Flavia Servadei, dona do bar Coming Out, localizado na rua Via San Giovanni in Laterano, a mais gay da capital italiana, à agência Reuters.
“Este foi o papa mais reacionário de todos os tempos, que fez da homofobia um de seus gritos de batalha. Então, sua demissão foi uma boa notícia. Na Itália, os políticos são muito mais servis ao Vaticano, eles são muito obedientes, há um elemento de covardia”, disse Franco Grillini, fundador da Arcigay, uma das maiores associações gays do país.
Divulgação: www.jorgenilson.com

LIÇÃO 9 - ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO









Lição 9 – ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO



Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013 - CPAD - Jovens e Adultos
Título: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja.
ComentaristaJosé Gonçalves.
Consultor Doutrinário e Teológico da CPAD: Pr. Antonio Gilberto
Elaboração e pesquisa para a Escola Dominical da Igreja de Cristo no Brasil, Campina Grande-PB;
Postagem no Blog AUXÍLIO AO MESTRE: Francisco A Barbosa.


Lição 9 – ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO


2 de março de 2013

TEXTO ÁUREO

"E [Jesus] transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceus como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com Ele" (Mt 17.2,3). – A transfiguração aqui descrita foi algo visível, afirmando a glória de Jesus,, o Messias. O aparecimento de Moisés e Elias apontam para a Lei e os Profetas aprovando a missão redentora de Jesus.

VERDADE PRÁTICA

O aparecimento de Moisés e Elias no Monte da Transfiguração é um testemunhode que a Lei e os Profetas cumprem-se em Cristo, o Messias prometido.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 17.1-8

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·         Descrever o episódio da transfiguração de Jesus;
·         Explicar a tipologia representada em Moisés e Elias; e
·         Conscientizar-se de que Jesus era o Messias esperado.

Palavra Chave
Transfiguração
1. Ato ou efeito de transfigurar ou de se transfigurar.
2. Transformação, metamorfose instantânea.[a]

COMENTÁRIO

introdução

Concluindo o estudo sobre o ministério do profeta Elias, estudaremos a sua aparição quando da transfiguração de Cristo Jesus. O evento descrito nestes versículos, habitualmente chamado de “a transfiguração”, é um dos mais notáveis na história do ministério terreno de nosso Senhor. É uma passagem que sempre devemos ler com especial gratidão. Remove uma parte do véu que permanece sobre as coisas referentes ao mundo por vir e esclarece algumas das verdades mais profundas do cristianismo. No Monte da Transfiguração, vemos que o objetivo do ministério de Elias concretiza-se em Cristo Jesus, o único que pode restaurar espiritualmente o ser humano de forma definitiva. Note que além do nome de Moisés, fica evidente também o nome de Elias, ainda que, diferentemente das lições estudadas até aqui, Elias deixa de ser a figura central. O centro agora é o Profeta de Nazaré e não mais o profeta de Tisbe. Cristo, o Messias prometido, é a figura principal para quem apontaram os ministérios de Moisés e de Elias. Vale lembra que,Moisés passou pela morte do corpo, Elias foi transladado.Venham comigo! Tenhamos todos uma excelente, proveitosa e abençoada aula!

I. ELIAS, O MESSIAS E A TRANSFIGURAÇÃO
1. Transfiguração. Registrada em três Evangelhos (Mt 17.1-8; Mc 9.2-8; Lc 9.28-36) e atestada por Pedro e João (cf 2Pe 1.16-18; Jo 1.14), a Transfiguração foi uma revelação da divindade de Jesus. A resplandecente luz que brilhou de Jesus, quando seu rosto foi transfigurado (Lc 9.29), era a glória intrínseca a ele como o Filho divino. A palavra “transfiguração” no grego é “metamorphóomai”, que significa “transformar”, “transfigurar”. Nós só podemos compreender a transfiguração de Jesus a partir da Sua encarnação. “O Verbo se fez carne e tabernaculou entre os homens, cheio de graça e de verdade”. Quando o Filho de Deus veio a este mundo, Ele tomou sobre Si a carne humana e essa carne serviu como um véu sobre Ele. Por esta razão, enquanto estava na Terra, quando os homens olhavam para Ele, viam apenas um Homem. Não viam a glória do Filho de Deus porque Ele estava coberto pelo véu. Aquele véu que cobria a Sua glória, era a Sua carne. Lemos em Hebreus 10.20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto é, pela sua carne. O mundo não podia ver Sua glória como a glória do Unigênito do Pai. O que o mundo via era Ele como homem natural, mas Sua glória moral como o Filho do Homem não podia também ser ocultada. Durante toda a Sua vida, Jesus estava sob aquele véu (Mc 7.24). Apenas uma única vez em Sua vida aquele véu foi aberto e a Sua glória brilhou por meio da Sua carne humana, e essa vez foi no monte da transfiguração. Foi apenas por um período curto de tempo e, então, aquele véu caiu sobre Ele novamente até que foi rasgado na cruz do Calvário. Lembramos-nos que, quando Ele foi crucificado, o véu no templo foi rasgado em dois, de alto abaixo e, então Sua glória foi manifestada plenamente. A aparição de Moisés e Elias significa que a Lei e os Profetas apoiam Jesus em sua missão de redenção.
2. Glória divina. o “resplendor da glória”: “Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas” (Hb 1.3). No monte da transfiguração quando os discípulos acordaram totalmente e viram que Moisés e Elias iam se retirando, Pedro ficou desesperado. Estava muito bom estar ali e não desejavam que Moisés e Elias partissem. Então, ele falou precipitadamente sem saber o que dizia: Ao se retirarem estes de Jesus, disse-lhe Pedro: Mestre, bom é estarmos aqui; então, façamos três tendas: uma será tua, outra, de Moisés, e outra, de Elias, não sabendo, porém, o que dizia (Lc 9.33). Pedro gostaria de estar ali para sempre, isto era o céu. No entanto, subitamente, uma nuvem os cobriu, e eles ficaram assombrados. Esta nuvem não era uma nuvem comum; era uma nuvem brilhante. Era o “Shekinah” da glória de Deus. Shekhinah ou Shekiná (hb שכינה; "habitação", "assentamento") é a grafia em português de uma palavra gramaticalmente feminina em hebraico e é utilizada para designar a habitação ou presença de Deus, especialmente no Templo em Jerusalém. A glória de Deus os cobriu e uma voz disse: Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi (Mt 17.5). [http://ibpalavradacruz.blogspot.com.br/2012/09/a-gloria-da-transfiguracao-de-jesus_2.html] Donald Carson, em seu comentário ao Evangelho de Mateus, destaca que: “A “nuvem” é associada, no Antigo Testamento e no judaísmo interbíblico, com a escatologia (SI 97.2; Is 4.5; Ez 30.3; Dn 7.13; Sf 1.15; cf. 2 Baruc 53.1-12; 4 Ed 1.3; 2 Mac 2.8; b Sanhedrin 98ª; cf Lc 21.27; 1 Ts 4.17) e com o Êxodo (Êx 13.21,22; 16.10; 19.16; 24.15-18; 40.34-38). Dos sinóticos, só Mateus diz que a nuvem era “resplandecente”, detalhe que lembra a glória shekiná [http://euvoupraebd.blogspot.com/2013/02/licao-9-elias-no-monte-da-transfiguracao.html#ixzz2M3AYzDAz]. A Bíblia revela um Deus unido, composto de três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. João 1.1-2 diz: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Jesus estava com o Pai desde o princípio, compartilhando de sua natureza divina. Então, Jesus deixou o céu e veio à terra. "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" (Jo 1.14). Fisicamente, Jesus tinha todas as características de um homem; espiritualmente, ele compartilhava da natureza de Deus. Na transfiguração, sua glória interna tornou-se visível externamente. Temos que chegar a ver em Jesus a glória de Deus. Uma razão por que Jesus se tornou um homem foi para manifestar a natureza de Deus. Jesus é "o resplendor da glória" de Deus e "a expressão exata do seu Ser" (Hb 1.3). Ele reflete perfeitamente a natureza e o caráter de Deus. Quando olhamos para Jesus, podemos ver "a glória do Senhor" (2Co 3.18 – 4.6). A conversa de Jesus com Filipe ilustra estes pontos: "Se vós me tivésseis conhecido, conheceríeis também a meu Pai. Desde agora o conheceis e o tendes visto. Replicou-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Disse-lhe Jesus: Filipe, há tanto tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras" (Jo 14.7-10). Jesus é a revelação, a manifestação do Pai (Jo 1.18). Você já pensou no que Deus faria, diria ou pensaria se fosse um homem? Olhe para Jesus. Tudo o que Jesus disse e fez foi exatamente o que o Pai diria e faria se viesse à terra como um homem. Que pensamento espantoso: Deus se revelou a nós em forma humana. O reconhecimento da glória do Pai, em Jesus, torna o estudo da vida de Cristo uma experiência profundamente comovente. [http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-eemp-1tr13-eliasnomontedatransfiguracao.htm].

SINOPSE DO TÓPICO (I)
A transfiguração provou para os discípulos e para nós aquilo que Jesus sempre fora: o verbodivino encarnado.

II. ELIAS, O MESSIAS E A RESTAURAÇÃO
1. Tipologia. O apóstolo Paulo escreve em 1 Coríntios 10.6: “...e estas foram-nos feitas em figura...”. A palavra grega tupos, aqui traduzida por “figura”, tem o sentido de “padrão”, “ilustração”, “exemplo” ou “tipo”. Em 1 Coríntios 10.11, Paulo observa: “Ora, tudo isto lhes sobreveio como figuras, e estão escritas para aviso nosso...”. O quê? Neste caso, Paulo se refere a eventos relacionados ao êxodo no Antigo Testamento. Assim, um tipo é um padrão bíblico, ou uma ilustração bíblica, normalmente extraído do Antigo Testamento, que assume a forma de padrões relacionados a pessoas, acontecimentos ou coisas. A transfiguração revela que Moisés tem seu tipo revelado em Jesus de Nazaré e que toda a lei apontava para Ele. Moisés era seguido por muitos profetas genuínos, mas a sua profecia de que um dia um profeta como ele iria aparecer teve o seu cumprimento em Jesus Cristo. Pedro, em seu sermão registrado em Atos 3.22-23, cita essa profecia como sendo cumprida em Cristo.
2. Escatologia. (do grego antigo εσχατος, "último", mais o sufixo -logia) é uma parte da teologia e filosofia que trata dos últimos eventos na história do mundo ou do destino final do gênero humano. O nome “escatologia” baseia-se nas passagens da Escritura que falam sobre “os últimos dias” (eschatai hemerai), Is 2.2; Mq 4.1, os “últimos tempos” (eschatos ton chronon), 1 Pe 1.20, e “a última hora” (eschate hora), 1 Jo 2.18. É verdade que estas expressões às vezes se referem a toda a dispensação do Novo Testamento, mas mesmo assim incorporam uma idéia escatológica. A profecia do Velho Testamento distingue somente dois períodos, quais sejam, “esta era” (olam hazzeh, gr. Aion houtos), e “a era vindoura” (olam habba’, gr. Aion mellon). Visto que os profetas descrevem a vinda do Messias e o fim do mundo como coincidentes, os “últimos dias” são os dias imediatamente anteriores à vinda do Messias e ao fim do mundo [Teologia Sistemática - Louis Berkhof]. Não devemos ter dúvidas de que esta maravilhosa visão aconteceu com o propósito de encorajar e fortalecer os discípulos de nosso Senhor. Eles tinham acabado de ouvir a respeito da crucificação e morte de seu Senhor, do negar a si mesmos e dos sofrimentos aos quais teriam de sujeitar-se, se desejassem ser salvos. Agora foram animados por meio de uma breve contemplação “da glória que os seguiria” (1Pe 1.11) e da recompensa que todos os fiéis servos de Cristo um dia receberiam. O Senhor lhes fizera ver o dia de sua própria fraqueza; agora estavam contemplando, por alguns minutos, uma amostra de sua glória futura. Outra vez, o principal motivo da visão no monte da transfiguração é o de demonstrar que a Lei de Moisés e todos os profetas do Antigo Testamento tiveram seu cumprimento na pessoa magnífica do Senhor Jesus Cristo.

SINOPSE DO TÓPICO (I)
No evento da transfiguração, Moisés prefigurava a Lei e Elias os profetas.

III. ELIAS, O MESSIAS E A REJEIÇÃO
1. O Messias esperado. Em Lucas 1:15-17, lemos que João Batista viria "no espírito e virtude de Elias", ou seja, para continuar o ministério profético que Elias desempenhou no Antigo Testamento (e não que João Batista seria o próprio Elias): "E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias [e não sendo "o próprio Elias], para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto." (Lc 1.17). Na conversa depois da Transfiguração, Jesus afirmou que "Elias já veio, e não o reconheceram". "Então, os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista" (Mt 17.12,13). De fato, Jesus já havia dito que João cumpriu a profecia da vinda de Elias (Mt 11.14; veja Ml 4.5). A profecia de Malaquias é importante, porque mostra que Deus enviaria um mensageiro para preparar o caminho de Jesus. Mas, algumas pessoas dizem que João Batista era Elias reencarnado. Vamos ver a resposta da Bíblia a essa noção. Devemos distinguir entre o sentido simbólico da profecia e a afirmação literal que o próprio João fez em outro lugar. João agiu do mesmo modo de Elias. Usava roupas de pêlos (Mc 1.6; 2Rs 1.8) e morava nos lugares desertos e afastados (Mt 3.1; 1Rs 17.2-6). Elias introduziu uma nova época de profecia, em que Deus julgou o povo rebelde e desobediente. João, também, introduziu uma época de nova revelação, em que o Filho de Deus veio para julgar o mundo. Mas, tudo isso não quer dizer que João era, literalmente, Elias. Quando os sacerdotes e levitas perguntaram para João: "És tu Elias? Ele disse: Não sou" (Jo 1.21). Ele afirmou que veio para cumprir algumas profecias do Velho Testamento, mas deixou bem claro que não era Elias [http://www.estudosdabiblia.net/bd512.htm].
2. O Messias rejeitado. O Messias que os judeus aguardavam era todo diferente daquele que agora se lhes apresentava.  Eles não estavam interessados em um libertador de ordem puramente espiritual. Queriam um libertador que se apresentasse com as características de um Ciro, de um Josué, de um Sansão, de um Nabucodonosor, ou ainda de um Pompeu. Um homem destro na guerra e corajoso, capaz de vencer todos os impérios da terra, sem que alguém mais pudesse levantar a cabeça debaixo do seu domínio. Quanto a Jesus, os judeus nenhuma beleza viram nele para que o desejassem. Primeiro, o Messias que se lhes apresentava nascera numa manjedoura onde animais mal-cheirosos eram alimentados, quando aquele por quem esperavam deveria nascer infalivelmente num palácio real rodeado de pompas e de honras, e nunca duma forma assim desprezível - numa estrebaria. Quando se apresentou publicamente aos judeus, a sua mensagem dirigida a todos, incluindo uma classe sacerdotal que se fazia passar por muito santa, era esta: “vinde a mim...” expressão que os judeus religiosos tomaram como uma afronta atrevida. E ainda, em vez de se dirigir aos doutores da lei e aos escribas e fariseus, fez-se rodear dum grupo de doze discípulos escolhidos entre a "ralé", o povo humilde, incluindo pescadores, e até mesmo de um publicano (um odiado cobrador de impostos). Não gostavam do que ouviam da boca de Jesus, que lhes dizia: “Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”; “Vinde a mim todos os que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”; “Eu e o Pai somos um”. Ora, se o testemunho que Jesus, humanamente, podia dar de si mesmo não agradava aos judeus, quanto mais dizer:  Eu e o Pai somos um.  Isso não podia ser tolerado e nem aceito. Isto equivalia a fazer-se igual a Deus! Que blasfêmia! Por isso, mais uma vez pegaram em pedras para o apedrejarem. [http://www.estudosgospel.com.br/diversos/reflexoes/por-que-os-judeus-nao-receberam-jesus.html]. Cremos que os judeus vão aceitar a Jesus no final da grande tribulação exatamente porque Elias mesmo estará ali como uma das duas testemunhas. Logo após isso eles clamarão por Jesus e Ele virá para salvá-los, portanto o trabalho de Elias só findará com sua morte e ressurreição no final da Grande Tribulação. Os judeus ainda esperam Elias e para eles o Messias só virá após a aparição de Elias. Nós esperamos o arrebatamento – eles esperam Elias. É somente após a confissão de Pedro, em Cesaréia, dizendo que Jesus é o filho de Deus vivo que acontece a transfiguração. Pedro, Tiago e João precisavam ver Elias para crerem na ressurreição de Jesus, para crerem na glória de Deus, para terem esperança em seu próprio futuro glorioso.
SINOPSE DO TÓPICO (III)
João era o Elias que havia de vir e Jesus era o Messias.

IV. ELIAS, O MESSIAS E A EXALTAÇÃO
1. Humilhação. Como Elias não morreu os judeus ainda o esperam antes da vinda do Messias, pois a palavra de DEUS diz que Elias viria preparando o caminho de JESUS CRISTO. Na verdade João Batista veio na mesma unção de Elias, ele mesmo disse que viera para preparar o caminho do Messias, mas os judeus não o reconheceram e nem reconheceram aquele que veio logo depois dele. Devemos nos fortalecer com o pensamento de que para todos os verdadeiros crentes encontram-se entesouradas coisas boas, que compensarão as aflições do tempo presente. Agora é o tempo de tomar a cruz e compartilhar da humilhação de nosso Senhor. A coroa, o reino e glória ainda estão por vir. No presente, Cristo e seu povo, assim como Davi, encontram-se na caverna de Adulão, desprezados e considerados insignificantes pelo mundo. Parece não haver beleza e formosura nEle e em sua obra. Mas vem a hora, e será em breve, quando Cristo exercerá seu grande poder, reinará e colocará os inimigos debaixo de seus pés. Então, a glória que, durante alguns minutos, foi vista apenas por três discípulos no monte da Transfiguração será contemplada por todo o mundo e não será mais ocultada por toda a eternidade.
2. Exaltação. Esta passagem nos mostra a imensa distância que existe entre Cristo e todos os outros ensinadores que Deus outorgou à humanidade. Lucas nos conta que Pedro, “não sabendo… o que dizia”, propôs fazerem “três tendas”: uma seria para Jesus, outra, para Moisés, e outra, para Elias; como se os três merecessem a mesma honra. Mas esta proposta foi imediatamente censurada de maneira notável: “Veio uma voz, dizendo: Este é o meu Filho, o meu eleito; a ele ouvi”. Aquela era a voz de Deus, o Pai, reprovando e instruindo. Aquela voz proclamou aos ouvidos de Pedro que, embora Moisés e Elias fossem grandes, ali estava Alguém que era maior do que eles. Moisés e Elias eram apenas súditos, Jesus era o Filho do Rei. Eles eram apenas pequenas estrelas; Jesus era o Sol. Eram apenas testemunhas; Jesus era a própria verdade. Estas solenes palavras do Pai devem sempre ecoar em nossos ouvidos e tornarem-se o conceito fundamental de nosso cristianismo. Honremos os ministros do evangelho por amor ao Senhor deles. Sigamos os seus ensinos até ao ponto em que eles seguem a Cristo. Entretanto, nosso principal objetivo deve ser ouvir a voz de Cristo e O seguir por onde quer que Ele vá. Outros podem ouvir a voz da igreja e se contentarem em dizer: “Escuto este ou aquele pastor”. Jamais nos sintamos satisfeitos, a menos que o Espírito Santo testifique em nosso coração que ouvimos a voz do próprio Cristo e somos discípulos dEle.
SINOPSE DO TÓPICO (IV)
Jesus deixou claro que a cruz faz parte do plano divino para restaurar todas as coisas.

CONCLUSÃO

Com esta lição vimos que Moisés representava aqui a Lei – A lei nos revela o pecado e a condenação, portanto nos convence de que precisamos de um salvador; Elias representa aqui os profetas que falaram a respeito do Messias que viria para salvar os homens de seus pecados. Jesus aqui representa a graça de Deus que salva os homens pelo sacrifício na cruz, sem nenhum tipo de mérito por parte dos homens que já estão condenados se permanecerem no pecado e não reconhecerem em Jesus sua salvação. Como Pedro, Tiago e João não entendiam nada do que estava acontecendo, começaram a falar de coisas terrenas, não percebendo ali a glória e o poder de Deus e a finalidade daquele evento sobrenatural - demonstrar que Jesus era de fato o Messias esperado e que tanto a Lei, tipificada aqui em Moisés, como os Profetas, em Elias. N’Ele, que me garante: "Pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus" (Ef 2.8),
Recife, PE
Fevereiro de 2013,
Francisco de Assis Barbosa
Cor mio tibi offero, Domine, prompte et sincere
Meu coração te ofereço, Senhor, pronto e sincero (Calvino)

EXERCÍCIOS
1. Explique os fenomenos da transfiguração descritos nos evangelhos.
R: A transfiguração aponta claramente para a divindade de Jesus, mostrando que Ele era o Messias esperado.
2. De que forma pode ser explicado as aparições de Moisés e Elias no vento da transfiguração?
R: Podemos entender que a presença de Moisés tem uma função tipológica, isto é, a sua missão apontava para Jesus Cristo, assim comoa função de Elias estava relacionada à escatologia.
3. Como o fenômeno da transfiguração demonstra que Jesus era de fato o Messias esperado?
R: Serviu para mostrar que João, o batista, era o Elias profetizado, e que, portanto, o seu aparecimento era uma prova incontestável de que Jesus era o Messias esperado.
4. Como D. A. Carson observa a profecia referente a Elias?
R: A exaltação do Messias revelado na transfiguração, conforme lembrou posteriormente o apóstolo Pedro (2Pe 1.16-19), era uma prova inconteste da veracidade da mensagem da cruz.
5. Comente, com suas palavras, sobre a exaltação do Messias.
R: Resposta pessoal.

NOTAS BIBLIOGRÁFICAS

OBRAS CONSULTADAS:
-. Lições Bíblicas do 1º Trimestre de 2013, Jovens e Adultos: Elias e Eliseu — Um ministério de poder para toda a Igreja; Comentarista: José Gonçalves; CPAD; -. Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri, Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999;
-. Bíblia de Estudo Plenitude, Barueri, SP; SBB 2001;
-. Bíblia de Estudo Palavra Chave Hebraico e Grego, - 2ª Ed.; 2ª reimpr. Rio de Janeiro: CPAD, 2011; 
[a] -. http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=transfigura%C3%A7%C3%A3o; 



ELIAS E ELIZEUUm Ministério de Poder para toda a Igreja

ELIAS NO MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO
Lição 9 - 3 de Março de 2013
Texto Áureo: Mateus 17.2,3 "E Jesus transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vistes se tornaram brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele".
Leitura Bíblica em Classe: Mateus 17.1-8

1 SEIS dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte,
2 E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés, e um para Elias.
5 E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.
6 E os discípulos, ouvindo isto, caíram sobre os seus rostos, e tiveram grande medo.
7 E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes, e disse: Levantai-vos, e não tenhais medo.
8 E, erguendo eles os olhos, ninguém viram senão unicamente a Jesus.

Obs: O esboço do texto acima será publicado na semana correspondente a lição.

O Esboço é elaborado pelo texto bíblico da lição.

Pastor Adilson Guilhermel

=====================================================

Uma grande elevação, localizada a 17 quilômetros do Mar da Galileia, o monte Tabor, com 575 metros de altitude, foi palco da Transfiguração de Jesus Cristo. Em seu cimo, a profetisa Débora orientou o israelita Baraque e seus homens contra o numeroso exército do poderoso comandante cananita Sísera.

A Transfiguração no Monte da Transfiguração. Jesus Cristo, Elias e Moisés 
Qual o significado deste trecho bíblico? O que aconteceu com o corpo de Moisés? Elias e Moisés ressuscitaram antes de Cristo? Como apareceram no Monte da Transfiguração?
"Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro e aos irmãos Tiago e João e os levou, em particular, a um alto monte. E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. Então, disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi. Ouvindo-a os discípulos, caíram de bruços, tomados de grande medo. Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos e não temais! Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos." Mateus 17:1-8
A Morte de Moisés
"Assim, morreu ali Moisés, servo do SENHOR, na terra de Moabe, segundo a palavra do SENHOR. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura." Deuteronômio 34:5,6
Por que o próprio Deus se encarregou do sepultamento de Moisés a fim de que ninguém soubesse o lugar de sua sepultura? Se observarmos o texto bíblico acima veremos que foi exatamente isto o que sucedeu. Muitos dos judeus que conviveram com Moisés eram terrivelmente idólatras, a ponto de terem feito uma imagem de um bezerro de ouro para adorá-la. Além do que, aquele povo havia saído do Egito, onde a tradição de se embalsamar mortos era uma característica marcante entre os egípcios. Se Deus não tivesse ocultado o corpo de Moisés, certamente os judeus iriam cultuá-lo, levantar altares na sua sepultura e atribuir-lhe valores e importância contrários à vontade do Deus que deseja ser adorado, Ele tão somente, em Espírito e em Verdade. Deus é Espírito.
E o corpo de Moisés permaneceu, por Deus, em um estado impressionante:

"Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos, nem se lhe abateu o vigor." Deuteronômio 34:7

Vejamos o que fizeram com os corpos dos faraós no Egito, e nos nossos dias com os corpos de Papas mortos.

A Cronologia dos Eventos Bíblicos e a Transfiguração no Monte
"Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu." João 3:13
Ao estarem no alto monte com o Senhor Jesus, Pedro, Tiago e João viram a transfiguração do Senhor Jesus e viram Elias e Moisés conversando com ele.
Não há nenhum servo amado de Deus no inferno. Lá só estão, presos eternamente, os inimigos de Cristo. Veja pois o que diz o Senhor Jesus sobre os filhos de Deus:
"Então, lhes acrescentou Jesus: Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos não casam, nem se dão em casamento. Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. E que os mortos hão de ressuscitar, Moisés o indicou no trecho referente à sarça, quando chama ao Senhor o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, e sim de vivos; porque para ele todos vivem." Lucas 20:34-38
"Pois não podem mais morrer"! Como podemos ver, todos os filhos de Deus estarão eternamente vivos e conscientes.
A dificuldade de alguns em entender o trecho bíblico que fala sobre Moisés e Elias aparecendo no monte parece estar relacionada a uma suposta "condição" para que isto ocorresse, ou seja, que Moisés deveria ter sido trasladado, sem passar pela morte, como Elias e Enoque. Mas não é isto o que a Bíblia diz.
"Moisés, meu servo, é morto; dispõe-te, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel."  Josué 1:2
Parece-me também que, segundo o entendimento de alguns, outra condição para que Moisés pudesse ser visto seria que tivesse já ressuscitado a fim de poder ser visto no monte da transfiguração. Mas a Bíblia não fala sobre nenhuma suposta "ressurreição antecipada" de Moisés antes da ressurreição de Cristo.
Vejamos agora o que está escrito no Livro de Apocalipse:
"Quando ele abriu o quinto selo, vi, debaixo do altar, as almas daqueles que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que sustentavam. Clamaram em grande voz, dizendo: Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas, nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Então, a cada um deles foi dada uma vestidura branca, e lhes disseram que repousassem ainda por pouco tempo, até que também se completasse o número dos seus conservos e seus irmãos que iam ser mortos como igualmente eles foram." Apocalipse 6:9-11
Nenhuma dessas pessoas ressuscitou até agora. Ressuscitarão no último dia, como está escrito:
"De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia." João 6:40
Onde estão agora, Moisés e os irmãos que dormem?
Os corpos dos santos estão sepultados, assim como o corpo de Moisés também foi sepultado, embora, no caso de Moisés, tenham ocorrido eventos especiais, segundo critérios de Deus:
"Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura." Deuteronômio 34:6
As almas dos cristãos sobre quem fala o texto do Apocalipse acima citado estão vivas, completamente conscientes, separadas deste mundo, e aguardando a ressurreição do Dia do Juízo, na Segunda Vinda de Cristo. A evidência do estado de consciência das almas dos filhos de Deus está expressa aqui: "e lhes disseram que repousassem ainda por pouco". Eles o ouviram e entenderam. Este trecho bíblico não é simbólico, mas literal.
Após o exposto, entendamos que toda a dificuldade de compreensão do texto bíblico sobre a transfiguração desaparece se atentarmos para isto:
"E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele."
"Falando com ele" nos pode revelar algumas coisas:
1-O Senhor Jesus Cristo é a autoridade soberana e suprema dos céus e da terra. Nada fica fora de sua autoridade. Ele tem a autoridade de fazer a comunicação entre o céu e a terra, tem autoridade sobre a alma dos vivos e dos mortos e tem autoridade sobre o tempo e o espaço. Logo, estando Ele presente, tudo é possível.
2-Interessantemente, a Bíblia não cita que Moisés ou Elias tenham falado com Pedro, Tiago e João, mas fala que Moisés e Elias estavam "Falando com Ele", apenas. Outro ponto interessante é este:
"Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus."
Isto significa que a visão que tiveram Pedro, Tiago e João além de não ser um acontecimento deste mundo, estava totalmente sujeita à presença do Senhor Jesus. Jesus os levou a uma experiência sobrenatural divina elevada a ponto de ouvirem a voz do Pai:
"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi."
O que ocorreu foi a elevação dos apóstolos às dimensões espirituais celestiais, o que foi feito pela autoridade de Cristo. Essa dimensão espiritual elevadíssima é onde estão Moisés e Elias agora, em estado de consciência. A visão que tiveram não implica em nenhuma ressurreição antecipada de Elias ou de Moisés antes de Cristo ressuscitar. Ao terminar o período da visão concedida aos apóstolos pelo Senhor Jesus, eis que a realidade desta existência, em sua cronologia estabelecida por Deus, foi observada e vista:
"Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus."
Quando Pedro, Tiago e João viram a Moisés e Elias, eles os viram glorificados, porém a ressurreição deles ainda não poderia ter ocorrido na cronologia dos eventos proféticos registrados nas Escrituras.
Moisés e Elias não poderiam ressuscitar antes de Cristo:
"e da parte de Jesus Cristo, a Fiel Testemunha, o Primogênito dos mortos e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama, e, pelo seu sangue, nos libertou dos nossos pecados," Apocalipse 1:5
O Senhor Jesus Cristo é o Primogênito dos mortos, ou seja, o primeiro a ressuscitar. Ninguém ressuscitou antes d&39;Ele.  Como ninguém tampouco ascendeu ao céu antes dele:
"Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu." João 3:13
Segundo Apocalipse 6, os espíritos dos cristãos estão debaixo do altar celestial. É isto, literalmente, o que a Bíblia afirma. Porém, ninguém pode entrar no céu com corpos carnais:
"Isto afirmo, irmãos, que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção." 1 Coríntios 15:50
Logo, nem Elias e nem Moisés poderiam já ter ressuscitado e nem Elias ou Enoque poderiam estar no céu em um corpo de carne. Assim como Lázaro foi ressuscitado por Jesus, porém não ressuscitou em um corpo glorificado, Enoque também não recebeu seu corpo glorificado quando trasladado. Isto seria impossível, visto que o Senhor Jesus é o Primogênito dos mortos:
"Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem." 1 Coríntios 15:20
UMA OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
Há um trecho bíblico que permite que se afirme que alguns santos já tenham ressuscitado, após a ressurreição do Senhor Jesus:
"E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. Eis que o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam-se as rochas; abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos, que dormiam, ressuscitaram; e, saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos." Mateus 27:50-53
Porém, dizer quem foram estes santos que ressuscitaram após o Senhor Jesus Cristo, não parece ser possível, haja vista que a Bíblia não nos revela quem são eles. Tampouco nos revelam as Escrituras se Moisés está entre esses. O que afirmamos é que ninguém poderia ressuscitar antes do Senhor Jesus, e a visão no monte da transfiguração ocorreu antes da ressurreição do Senhor Jesus Cristo.
O que Tiago, João e Pedro viram, afinal?
Observe o que aconteceu, primeiramente, com o Senhor Jesus:
"E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz." Mateus 17:2
Porém, ao terminar o período daquela visão, o Senhor Jesus Cristo não foi mais visto daquele modo, com o rosto resplandecendo como o sol e com as vestes brilhando como a luz, pois ele próprio ainda não havia morrido e ressuscitado.
"Puseram-se alguns a cuspir nele, a cobrir-lhe o rosto, a dar-lhe murros e a dizer-lhe: Profetiza! E os guardas o tomaram a bofetadas." Marcos 14:65
Isto significa que o que viram Tiago, João e Pedro foi uma visão real, porém profética, assim como as visões que teve João quando viu o retorno de Cristo:
"Vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O seu cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. Os seus olhos são chama de fogo; na sua cabeça, há muitos diademas; tem um nome escrito que ninguém conhece, senão ele mesmo. Está vestido com um manto tinto de sangue, e o seu nome se chama o Verbo de Deus; e seguiam-no os exércitos que há no céu, montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro. Sai da sua boca uma espada afiada, para com ela ferir as nações; e ele mesmo as regerá com cetro de ferro e, pessoalmente, pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso. Tem no seu manto e na sua coxa um nome inscrito: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES." Apocalipse 19:11-16
O que Pedro, Tiago e João viram foi uma visão semelhante às que recebeu João ao escrever o Livro de Apocalipse. Porém, a visão no monte da transfiguração não mudou, em nada, a cronologia dos eventos proféticos anunciados por Deus.O apóstolo João viu o retorno de Cristo, porém este evento glorioso ainda não ocorreu.
Há, porém, um detalhe importante na observação dos eventos ocorridos no Monte da Transfiguração. A visão do Senhor Jesus glorificado, e a de Elias e Moisés falando com ele, aconteceu simultaneamente a outro fato tremendo: A voz do Pai foi ouvida no momento da visão.
"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi."
Este fato atesta a realidade da visão que tiveram e situa o momento da visão na cronologia bíblica determinada por Deus. Ou seja, os apóstolos tiveram aquela experiência sobrenatural divina antes da morte e da ressurreição do Senhor Jesus Cristo e antes da ressurreição de Moisés e de Elias.
Os Propósitos da Visão no Monte da Transfiguração
Um dos principais motivos da visão no monte da transfiguração é o de demonstrar que a Lei de Moisés e todos os profetas do Antigo Testamento tiveram seu cumprimento na pessoa magnífica do Senhor Jesus Cristo.
Importante também notar que a visão teve o propósito de fortalecer a fé dos apóstolos, pois estes estavam prestes a ver o Senhor ser crucificado e morto. Eles deveriam entender que antes da sua ressurreição, era necessário o sofrimento e a morte do Cordeiro de Deus, a fim de que os pecados deles e os nossos fossem expiados pela morte do Justo. Evidência disto são as palavras que o Senhor Jesus lhes dirigiu imediatamente após a visão.
"E, descendo eles do monte, ordenou-lhes Jesus: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do Homem ressuscite dentre os mortos." Mateus 17:9
Estes acontecimentos presenciados pelos apóstolos têm servido até o dia de hoje para o fortalecimento da Igreja e para a alimentação de nossas almas na esperança da glória por vir. Veja o que escreveu, posteriormente, o apóstolo Pedro:
"Porque não vos demos a conhecer o poder e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo seguindo fábulas engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade, pois ele recebeu, da parte de Deus Pai, honra e glória, quando pela Glória Excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. Ora, esta voz, vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vosso coração," 2 Pedro 1:16-19

Fonte: http://www.gostodeler.com.br

Divulgação: www.jorgenilson.com


23 de fev de 2013

A ESTRATÉGIA MUNDIAL DE SATANÁS


 A Estratégia Mundial de Satanás

 Deus entregou à humanidade o domínio sobre a terra e estabeleceu a teocracia como a forma de governo original deste mundo (Gn 1.26-29). Numa teocracia, o governo divino é administrado por um representante. Deus designou o primeiro homem, Adão, para ser Seu representante. Adão recebeu a responsabilidade de administrar o governo de Deus sobre a parte terrena do Reino universal de Deus.
Pouco tempo depois de ter dado esse poder ao homem, Satanás induziu Adão e Eva a se aliarem a ele em sua revolta contra Deus (Gn 3.1-13). Como resultado, a humanidade afastou-se de Deus e a teocracia desapareceu da face da terra. Além disso, com a queda de Adão, Satanás usurpou de Deus o governo do sistema mundial. A partir de então, ele e suas forças malignas passaram a governar o mundo. Conforme veremos a seguir, muitos fatores revelam essa terrível transição.


A Negação da Revelação Divina

                                                  

O reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível, incentivando o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade.

O diabo tinha autoridade para oferecer o domínio sobre o sistema do mundo a quem ele quisesse, inclusive a Jesus Cristo, pois essa autoridade lhe tinha sido entregue por Adão (veja Lc 4.5-6). Foi por isso que Jesus chamou Satanás de “príncipe [literalmente, governador] do mundo” (Jo 14.30). João disse que o mundo inteiro jaz no maligno (1 Jo 5.19) e Tiago declara que todo aquele que é amigo do atual sistema mundano é inimigo de Deus (Tg 4.4).

Até este ponto de nossa história, o reinado de Satanás sobre o mundo tem ocorrido de forma invisível. Trata-se de um domínio espiritual que incentiva o surgimento de cosmovisões e filosofias contrárias à verdadeira realidade. As Escrituras nos ensinam que, no futuro, Satanás irá tentar converter esse domínio espiritual e invisível em um reino político, visível e permanente – dominando o mundo inteiro. Para alcançar seu objetivo, Satanás precisa induzir a humanidade a buscar a unificação sob um governo mundial. Ele também tem de condicionar o mundo a aceitar um governante político supremo que terá poderes únicos e fará grandes declarações a respeito de si mesmo.
Utilizando-se da tendência secular e humanista da Renascença e de algumas ênfases propagadas pelo Iluminismo, o diabo conseguiu minar a fé bíblica de porções importantes do protestantismo e também determinadas crenças do catolicismo romano e da Igreja Ortodoxa. O resultado foi que, no final do século XIX e no início do século XX, o mundo começou a ouvir que a humanidade nunca havia recebido a revelação divina da verdade.

No entanto, o único modo pelo qual a existência de Deus, Sua natureza, idéias, modos de agir, ações e relacionamento com o Universo, com a Terra e com a humanidade podem ser conhecidos é através da revelação divina da verdade. Por isso, a negação dessa revelação fez com que durante o século XX muitas pessoas concluíssem que o Deus pessoal, soberano e criador descrito na Bíblia não existe; ou, se existe, que Ele é irrelevante para o mundo e para a humanidade.
Essa negação da revelação divina da verdade resultou em mudanças dramáticas, que tiveram graves conseqüências na sociedade e no mundo. Em primeiro lugar, ela levou muitas pessoas ao desespero. Deus criou os seres humanos com a necessidade de terem um relacionamento pessoal com Ele, para conhecerem o sentido e propósito supremos desta vida. A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas. Esse vazio levou ao desespero e à extinção da perspectiva de alcançar o sentido e propósito supremos desta vida. Satanás, então, ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher esse vazio e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele. 
 
A declaração de que Deus não existe ou é irrelevante provocou um vazio espiritual dentro das pessoas.

 A Negação dos Absolutos Morais 

A negação da revelação divina da verdade resultou também na negação dos absolutos morais. O argumento mais usado é: se os padrões morais não foram revelados por um Deus soberano que determinou que os indivíduos são responsáveis por suas ações, então os absolutos morais tradicionalmente aceitos foram criados pela humanidade. Assim sendo, uma vez que a humanidade é a fonte desses absolutos, ela tem o direito de rejeitar, mudar ou ignorá-los.
O resultado dessa racionalização falaciosa é que a sociedade acabou testemunhando uma tremenda decadência moral. Ela passou a rejeitar a idéia de que apenas as relações heterossexuais e conjugais são moralmente corretas, passando a desprezar e ameaçar cada vez mais os que defendem essa idéia. Movimentos estão surgindo em todo o mundo para redefinir legalmente o conceito de matrimônio e para forçar a sociedade a aceitar essa nova idéia, a abolir ou reestruturar a família e proteger a propagação da pornografia.
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países. Algumas pessoas ainda insistem em dizer que não existe questão moral nenhuma envolvida no suicídio assistido, na clonagem humana e na destruição de embriões humanos em nome da pesquisa de células-tronco. O assassinato e a mentira passaram a ser aceitos como norma. Essa falência moral ameaça as próprias bases da nossa sociedade.

A Negação da Verdade Objetiva e de Seus Padrões

A negação da revelação divina da verdade resultou na conclusão de que não existe uma verdade objetiva que seja válida para toda a humanidade. Cada indivíduo seria capaz de determinar por si mesmo o que é a verdade. Assim sendo, aquilo que é verdade para uma pessoa não é, necessariamente, verdadeiro para outra. A verdade passou a ser algo subjetivo e relativo.
A racionalização nos levou à conclusão de que não há padrão objetivo pelo qual uma pessoa seja capaz de avaliar se algo está certo ou errado. Agora ninguém mais pode dizer legitimamente a outra pessoa que algo que ela está fazendo é errado. Seguindo essa racionalização, nunca se deve dizer a outra pessoa que seu modo de vida é errado, mesmo que, vivendo dessa maneira, ela possa morrer prematuramente. Também não será permitido que alguém diga a um adolescente que o sexo não deve ser praticado antes do casamento. Afinal de contas, ninguém tem o direito de impor seus conceitos de certo ou errado sobre os outros.
Essa negação da verdade objetiva e do padrão objetivo de certo e errado é propagada através de uma “redefinição de valores” promovida por escolas, por universidades, pela mídia, pela internet, por várias publicações, por alguns tipos de música e pela indústria do entretenimento como um todo. Algumas universidades, inclusive, já adotaram uma política que abafa qualquer expressão do que é certo ou errado por parte de seus alunos e professores. Esse tipo de atitude resulta em censura e intolerância.
A negação da verdade objetiva e dos padrões objetivos de certo e errado motivaram alguns a defenderem que os pais devem ser proibidos de bater nos filhos quando estes fizerem algo que os pais acreditam ser errado.


A Redefinição da Tolerância


  Satanás ofereceu a bruxaria, o espiritismo, o satanismo, outras formas de ocultismo, a astrologia, o misticismo oriental, os conceitos da Nova Era, as drogas, algumas formas de música e outros substitutos demoníacos para preencher o vazio espiritual e fazer com que as pessoas sejam influenciadas por ele.

Isso tudo também resultou em um movimento que visa forçar a sociedade a aceitar um novo conceito de tolerância. A visão histórica da tolerância ensinava que as pessoas de opiniões e práticas diferentes deveriam viver juntas pacificamente. Cada indivíduo tinha o direito de acreditar que a opinião ou prática contrária à sua estava errada e podia expressar essa crença abertamente, mas não podia ameaçar, aterrorizar ou agredir fisicamente aqueles que discordavam dele.
Porém, a tolerância passou por uma redefinição. O novo conceito diz que acreditar ou expressar abertamente que uma opinião ou prática de uma pessoa ou de um grupo é errada equivale a um “crime de ódio” e, portanto, deve ser punido pela lei. Grupos poderosos estão pressionando o Congresso americano, por exemplo, para fazer com que esse novo conceito torne-se lei. Isso ocorrerá se for aprovado o que passou a ser conhecido como “lei anti-ódio”. Uma vez que nos EUA já existem leis contra ameaças ou prejuízos físicos causados a pessoas ou grupos de opiniões e práticas distintas, é óbvio que o objetivo desse projeto é tornar ilegal a liberdade de crença e de expressão. Se esse projeto for aprovado, os EUA passarão a ser mais um Estado totalitário, comparado àqueles que adotaram a Inquisição e o comunismo. [Tendências semelhantes se verificam na maior parte dos países ocidentais – N.R.]
Já que o mundo foi levado a acreditar que não há verdade objetiva válida para toda a humanidade e nenhum padrão objetivo que sirva para verificar se algo está certo ou errado, cada vez mais defende-se a idéia de que todos os deuses, religiões e caminhos devem ser aceitos com igualdade. Por isso, todas as tentativas de converter pessoas de uma religião para outra devem ser impedidas e as afirmações de que existe apenas um Deus verdadeiro, uma religião verdadeira e um único caminho para o céu são consideradas formas visíveis de preconceito. O pluralismo religioso está se tornando lugar-comum hoje em dia.
Se não há nenhum padrão objetivo para determinar o certo e o errado, então qual base uma sociedade ou um indivíduo pode usar para concluir que matar é errado? Isso incluiu os assassinatos praticados por médicos que fazem abortos ou os massacres provocados por psicopatas em escolas e em lugares públicos? Pois, talvez alguns desses atos violentos sejam resultantes do fato de seus autores terem concluído que, se não existe um padrão objetivo para determinar o que é certo e o que é errado, para eles é correto assassinar.
Se essa espécie de lei anti-ódio for aprovada, ela terá conseqüências drásticas. As pessoas que virem esse tipo de lei sendo posta em prática acreditarão que esse é o caminho correto. Mas, durante as campanhas eleitorais e nas sessões legislativas, os políticos poderão fazer acusações uns aos outros ou dizer que as ações dos seus oponentes são erradas?


O Desejo de Unidade

A negação da revelação divina da verdade gerou uma crescente convicção de que o objetivo da humanidade deve ser a unidade. O Manifesto Humanista II diz:
Não temos evidências suficientes para acreditar na existência do sobrenatural. Trata-se de algo insignificante ou irrelevante para a questão da sobrevivência e satisfação da raça humana. Por sermos não-teístas, partimos dos seres humanos, não de Deus, da natureza, não de alguma deidade.[1]
O argumento prossegue:
Não somos capazes de descobrir propósito ou providência divina para a espécie humana... Os humanos são responsáveis pelo que somos hoje e pelo que viermos a ser. Nenhuma deidade irá nos salvar; devemos salvar a nós mesmos.[2]
À luz do pensamento de que a salvação da destruição total depende da própria humanidade, o Manifesto continua:
Repudiamos a divisão da humanidade por razões nacionalistas. Alcançamos um ponto na história da humanidade onde a melhor opção é transcender os limites da soberania nacional e andar em direção à edificação de uma comunidade mundial na qual todos os setores da família humana poderão participar. Por isso, aguardamos pelo desenvolvimento de um sistema de lei e ordem mundial baseado em um governo federal transnacional.[3]
O assassinato de seres humanos parcialmente formados (aborto) já foi legalizado em muitos países.

Finalmente, o documento declara:
O compromisso com toda a humanidade é o maior compromisso de que somos capazes. Ele transcende as fidelidades parciais à Igreja, ao Estado, aos partidos políticos, a classes ou raças, na conquista de uma visão mais ampla da potencialidade humana. Que desafio maior há para a humanidade do que cada pessoa tornar-se, no ideal como também na prática, um cidadão de uma comunidade mundial?[4]
A existência de instituições internacionais, como a Corte Internacional de Justiça e as Nações Unidas, os meios de transporte rápidos, a comunicação instantânea e a internacionalização crescente da economia fazem com que a formação de uma comunidade mundial unificada pareça ser possível. O tremendo aumento da violência, incluindo a ameaça de terrorismo que paira sobre todo o mundo, pode levar a civilização a uma governo mundial unificado em nome da sobrevivência.

A Deificação da Humanidade

A negação da revelação divina da verdade criou uma tendência em deificar-se a humanidade. Thomas J. J. Altizer, um dos teólogos protestantes do movimento “Deus está morto” da década de 60, alegava que, uma vez que a humanidade negou a existência de um Deus pessoal, ela deve alcançar sua auto-transcendência como raça, algo que ele chamava de “deificação do homem”.[5] O erudito católico Pierre Theilhard de Chardin ensinava que o deus que deve ser adorado é aquele que resultará da evolução da raça humana.[6]
Com tais mudanças iniciadas com a negação da revelação divina, Satanás está seduzindo o mundo para que caminhe em direção à unificação da humanidade. Ela ocorrerá quando todos estiverem sob um governo mundial único que condicionará o planeta a aceitar seu líder político máximo, o Anticristo, o qual terá poderes únicos e alegará ser o próprio Deus. (Renald E. Showers - Israel My Glory - http://www.chamada.com.br)
Notas:
  1. Humanist Manifesto II, American Humanist Association [www.americanhumanist.org/about/manifesto2.html].
  2. Idem.
  3. Ibidem.
  4. Ibidem.
  5. John Charles Cooper, The Roots of The Radical Theology, Westminster, Philadelphia, 1967, p. 148.
  6. Idem.

Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, agosto de 2002.



Divulgação: www.jorgenilson.com