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17 de dez de 2007

Ministra Ellen Grecie cancela a obrigação do SUS em custear a mudança de sexo.

Jorge Nilson

Felizmente, alguém cancelou a ação absurda do Ministério Público em obrigar o SUS a custear a transgenitalização (Mudança de sexo). A 3ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região acatou os argumentos do Ministério Público e obrigou o SUS a cumprir a determinação. A Ministra Ellen Grecie do Supremo Tribunal Federal deixou claro que essa prática causaria impacto no orçamento do SUS. Veja na íntegra o artigo da Folha Online :
O STF (Supremo Tribunal Federal) cancelou nesta quarta-feira uma medida do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) que obrigava o SUS (Sistema Único de Saúde) a realizar cirurgias de mudança de sexo.
A decisão do TRF-4 derrubada hoje determinava que o governo federal tomasse em 30 dias todas as medidas que possibilitem aos transexuais a realização da cirurgia de mudança de sexo pelo SUS.
"Não desconheço o sofrimento e a dura realidade dos pacientes portadores de transexualismo, patologia devidamente reconhecida pela Organização Mundial de Saúde. São pessoas que merecem todo o respeito por parte da sociedade brasileira e do Poder Judiciário", declarou a presidente do STF, Ellen Gracie. A ministra, no entanto, decidiu derrubar a medida do TRF alegando o impacto que causaria no orçamento do SUS.
"Verifico, ainda, que, para a imediata execução da decisão [do TRF], será necessário o remanejamento de verbas originalmente destinadas a outras políticas públicas de saúde, o que certamente causará problemas de alocação dos recursos públicos indispensáveis ao financiamento", completa a ministra.
"Encontra-se configurada a grave lesão à ordem pública, em sua acepção administrativa, dado que a gestão da política nacional de saúde, feita de forma regionalizada, busca uma maior racionalização entre o custo e o benefício dos tratamentos médico-cirúrgicos que devem ser fornecidos gratuitamente à população brasileira, a fim de atingir o maior número possível de beneficiários", diz.
Pena que a alegação da ministra fala só de números e orçamento. Nenhum argumento a favor da família. É triste vermos como a família é esquecida justamente pelos que deveriam cuidar dela. É o martelo se rendendo ao prego.

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