Seguidores

6 de ago de 2008

Aids continua afetando mais homens que fazem sexo com homens

Paraíba, 06/08/2008
Aids continua afetando mais homens que fazem sexo com homens

A prevalência da aids no mundo continua sendo maior entre os homens que têm relações sexuais com outros homens, informou hoje o diretor do Centro Nacional para o Controle do HIV/aids do México (Censida), Jorge Saavedra.
O especialista indicou, durante a 17ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2008), que as principais condutas de risco entre os homens são o sexo anal sem proteção, manter uma freqüência alta de parceiros masculinos (até três por semana), ou, inclusive, ter muitos relacionamentos de longa duração (mais de dez).
As drogas injetáveis, as substâncias como as metanfetaminas - por aumentar a chance de ter relações sexuais sem proteção -, e, até mesmo, a raça em países como os Estados Unidos, onde a população negra tem as maiores taxas de HIV, são fatores de risco para homens que fazem sexo com homens, disse Saavedra.
Especialistas e organismos como as Nações Unidas abandonaram gradualmente a referência a "homossexualismo" e utilizam, por outro lado, a expressão "homens que fazem sexo com homens" (HSH).
Com este conceito, buscam "capturar o comportamento e não a identidade" e englobar um leque mais amplo que inclua heterossexuais, homossexuais, bissexuais e homens que se relacionam com pessoas do mesmo sexo em situações específicas como prisões, Exército, colégios, etc, disse Saavedra.
O especialista destacou, por exemplo, que em países como os EUA os HSM representam 67% dos novos diagnósticos da doença.
No resto do mundo, segundo o relatório global da aids em 2008 realizado pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/aids (Unaids), as novas infecções entre a população HSM cresceram "bruscamente em algumas partes da Ásia".Sobre isso, Saavedra comentou que estes contágios se mantiveram estáveis ou cresceram na maior parte dos países europeus, com exceção da Holanda, cujo total de novos diagnósticos de HIV caiu de 1.500 em 2002 para pouco mais de 500 em 2006.
Caso fossem comparadas as taxas de incidência em países da União Européia (UE), do sudeste asiático, da América Latina e de países como China, Índia e alguns africanos, pode se notar que "os homens que fazem sexo com homens são os que se encontram em maior risco e os que são mais estigmatizados", declarou o titular do Censida.
Fonte: G1.blobo.com e Da EFE

Nenhum comentário: