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12 de jan de 2011

Legalismo, ditadura e corrupção em nome de Deus (Parte I)

Legalismo, ditadura e corrupção em nome de Deus (Parte I)

Jorge Nilson


“A história do mundo está cheia de ditadores, alguns deles possuem uma imagem formada na cabeça das pessoas, como o bigode de Hitler, a roupa militar de Fidel Castro ou a aparência sisuda de Stalin”. Assim inicia sua pequena lista de ditadores mundiais o site http://www.pipocadebits.com. Em todos eles o objetivo era um só. Ter ou se manter no poder. A ganância era tamanha que tudo era possível fazer, desde o assassinato de grupos ou até de milhões de pessoas. Para esses ditadores o fim justifica os meios.

O ditador não somente dita as regras dele como não aceita criticas à sua administração. Infelizmente não existe ditador somente na política e nos governos, existe também na religião e na igreja evangélica. O apóstolos João em sua 3ª carta falou sobre um obreiro chamado Diótrefes, que era um ditador na igreja. Veja como ele descreve o seu comportamento: Tenho escrito à igreja; mas Diótrefes, que procura ter entre eles o primado, não nos recebe. Por isso, se eu for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, não recebe os irmãos, e impede os que querem recebê-los, e os lança fora da igreja. Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus. Este obreiro era uma pedra de tropeço. Queria de qualquer jeito ser o superior da igreja. João disse que iria confrontá-lo na frente de todos.


Temos hoje uma ganância pelo poder na igreja evangélica. Alguns pastores mudam o estatuto da igreja para ser sempre o pastor dela. Na cabeça dele só ele é capaz de cuidar daquele rebanho, só ele foi colocado por Deus na frente da igreja e ninguém tem o mesmo direto que ele tem. Muitos destes homens já estão caídos, e tudo o que eles fizerem nesse sentido é pouca coisa diante do que já está feito. Há também presidentes de convençõe que alteram e reformam o estatuto ou para ser vitalício ou para poder candidatar-se ininterruptamente. Com o poder nas mãos ele manipula, ameaça, invade campo, mudas as regras através de resolução tendenciosas. Vejamos as brigas que está havendo na Assembléia de Deus em São José dos Campos – SP. Primeiro, o Pr. Antonio Sellari se desligou do Ministério de Belenzinho – SP. e da CONFRADESP onde o Pr. José Wellington é presidente. Depois jubilou e deu a presidência ao Samuel Câmara - Pastor da Assembléia de Deus Belém / PA, que é o maior opositor do Pr. José Wellington na CGADB. O mesmo Pr. Samuel Câmara luta para tirar o Pr. José Wellington da presidência da CGADB. O mesmo José Wellington é acusado por Samuel Câmara de ter reformado o estatuto da CGADB para poder se reeleger sempre.

O Pr. Antonio Luis Sellari insatisfeito com a forma de Pr.Samuel Câmara administrar a igreja e a liturgia dos cultos, o acusa de responder um processo na justiça alegando que isso fere o estatuto. Resolveu então devolver a direção da igreja em São José dos Campos ao Pr. José Wellington seu antigo desafeto. E agora todos viram o programa do Pr. Samuel Câmara na Rede TV! no dia 08 de janeiro de 2011 um vídeo mostrando a vergonha de uma briga pela direção da igreja. Os programas de televisão agora não são mais programas para evangelização, são programas para cada um fazer acusações contra o outro.

O ditador não aceita oposição. Anda com medo de tudo e de todos. Qualquer palavra contrária ao seu pensamento é logo rebatida e seu “opositor” logo é ameaçado. O perfil de um ditador religioso é pior que o político. Pois o político faz tudo em nome de si e da política, o ditador religioso usa o nome de Deus para conseguir o poder ou se manter nele.

Toda ditadura é corrupta. Todo legalismo humano é egocêntrico e prejudicial. Usar o nome de Deus para se manter no poder tem sido o uso corrente dos ditadores religiosos.

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