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11 de set. de 2009

Os artistas gospel, seus cachês e fãs clubes

Os artistas gospel, seus cachês e fãs clubes


Renato Vargens

O Genizah publicou a noticia de que um famoso cantor gospel está pedindo de cachê R$ 40 mil por show. Há pouco, soube de uma cantora que cobrara R$ 2 mil para cantar numa igreja, no entanto, a clausula contratual, afirmava claramente que se a igreja desejasse que ela cantasse canções do seu novo CD, o preço seria R$ 3 mil. Outro dia soube de um cantor que havia cobrado R$ 10 mil por ministração e que não subiu ao palco, simplesmente pelo fato de que a igreja contratante só tinha levantado 9 mil.
Pois é, o número de cantores evangélicos cobrando nababescos cachês é um verdadeiro absurdo, isto sem falar nas exigências contratuais de hotéis 5 estrelas, de camarim lotado de comidas excêntricas e muito mais.
Infelizmente essa coisa chamada gospel virou febre neste tupiniquim país! A conseqüência disso é que em nome da espiritualidade a fé bíblica-cristã tem sido comercializada de modo escandaloso. Em nome de Deus, a música e a adoração, passaram a ser vendidas como um produto qualquer em nossos templos. Cantores, cantoras em nome do ministério, estipulam valores altíssimos, para adorar aquele que é digno de todo louvor.

Isso me faz lembrar do episódio em que Jesus entra no templo com azorrague nas mãos derramando o dinheiro dos cambistas no chão. “E encontrou no templo os que vendiam bois, ovelhas e pombas e também os cambistas assentados; tendo feito um azorrague de cordas, expulsou a todos do templo, bem como as ovelhas e os bois, derramou pelo chão o dinheiro dos cambistas, virou as mesas, e disse aos que vendiam as pombas: tirai daqui estas coisas, não façais da casa de meu Pai casa de negócio." Jo 2:14-16

No texto em questão a Bíblia nos mostra um Jesus indignado, isto porque, os valores da casa de Deus estavam absolutamente deteriorados. Vendia-se tudo que se era possível para o sacrifício. Na verdade eles estavam muito mais preocupados com o lucro do que com o sacrifício em si. Repare que Jesus repreendeu os que vendiam as pombas (vs 16), isto se deve ao fato das pombas ser geralmente oferecidas como sacrifício pelos mais pobres. Jesus aqui combate também a espoliação dos menos favorecidos pela sociedade. Sim, combate o enriquecimento de alguns em detrimento da religiosidade de outros. O Interessante é que ele joga o dinheiro no chão. Isto nos leva a entender de que o lugar que dinheiro deve estar é bem longe da cabeça e do coração. Dinheiro tem que estar no chão! Debaixo dos nossos pés, submetido inteiramente a Deus.

Caro leitor, por favor, pare, pense e responda: Qual a diferença dos chamados artistas gospel para os artistas seculares? Ambos não cobram cachês? Qual a diferença das músicas cantadas? Ambas não são para entretenimento do ouvinte? Qual a diferença entre seus fãs clubes? Ambos não adoram seus ídolos? E quanto as suas canções? Não são ambas antropocêntricas? Ora, vamos combinar uma coisa? Esta historia de artista gospel é uma verdadeira vergonha. Afirmar que seus shows fazem parte de um ministério cristão é no mínimo afrontar o conceito bíblico de serviço.

Isto posto, repudio veementemente os que em nome Deus se locupletam da fé publica cobrando valores imorais por seus shows e apresentações.
Que Deus tenha misericórdia desta geração.

10 de set. de 2009

Índice de AIDS 50 vezes mais elevado em homens homossexuais, de acordo com os Centros de Controle de Doenças

Índice de AIDS 50 vezes mais elevado em homens homossexuais, de acordo com os Centros de Controle de Doenças

Patrick B. Craine

ATLANTA, Geórgia, EUA, 24 de agosto de (Notícias Pró-Família) — Uma autoridade dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CCDs) anunciou na segunda-feira a estimativa dos CCDs de que nos Estados Unidos a AIDS predomina 50 vezes mais entre homens que fazem sexo com homens (HSH) do que o restante da população. A Dra. Amy Lansky revelou essa estatística durante uma sessão plenária na Conferência de Prevenção do HIV 2009 em Atlanta.
Os CCDs já haviam revelado no ano passado que aproximadamente 53% dos estimados 56.300 novos casos do HIV em 2006 ocorreram em homens homossexuais, com a população negra afetada de forma principal.
Contudo, as novas estatísticas estimam a predominância do HIV/AIDS em relação à população homossexual, que permite comparações com outros grupos na população mais ampla. Por causa da dificuldade de apurar a população homossexual, os CCDs tiveram de fazer estimativas. Com base numa variedade de pesquisas nacionais, eles basearam suas estatísticas na estimativa média de que os homossexuais constituem 4 por cento do total da população masculina dos EUA, relata RH Reality Check.
De acordo com a Dra. Lansky, então, com base no número de 4 por cento, os CCDs estimam que em 2007 houve 692,2 novos casos de HIV por 100.000 homens homossexuais — ou 50 vezes mais casos do que o resto da população.
Embora meramente uma conjectura, o anúncio dos CCDs confirma estatísticas e estudos anteriores que indicam casos vastamente desproporcionais de doenças relacionadas a sexo em homossexuais. De acordo com um estudo de fevereiro de 2007, por exemplo, os homens homossexuais com o HIV têm 90 vezes mais probabilidade de contrair câncer anal do que o resto da população.
No começo deste ano, como outro exemplo, os Centros de Controle de Doenças divulgaram um relatório estatístico indicando que os homens homossexuais perfazem 65 por cento dos casos registrados de sífilis em primeiro e segundo estágio em 2007. Um relatório da Agência de Saúde Pública do Canadá em 2006 revelou que 51 por cento das pessoas infectadas com o HIV no país eram homens homossexuais.
Aliás, as estatísticas sobre HIV/AIDS levaram um grupo, o Centro Gay e Lésbico de Los Angeles, a declarar em 2006 que o HIV/AIDS é uma “doença gay”, numa campanha de anúncios em outdoors para reduzir os índices de infecção do HIV.
Embora os ativistas homossexuais tenham ativamente suprimido tais estatísticas no passado e focalizado em retratar o HIV/AIDS como uma doença afetando a população inteira de forma igual, a crescente dificuldade de negar os fatos vem forçando uma exposição de intenções ocultas. No entanto, em vez de admitir qualquer problema inerente com a própria prática homossexual, a evidente predominância da doença entre homossexuais praticantes os levou a mudar de táticas e usar essas estatísticas para pressionar o governo e outras organizações a aumentar o apoio às comunidades homossexuais.
Perguntando o motivo por que levou tanto tempo para os CCDs fazerem sua própria estimativa sobre a elevada predominância da AIDS entre homens homossexuais, o ativista homossexual Dr. Senterfitt atribuiu tudo à “homofobia”. “Parece óbvio para mim”, diz ele, “que isso foi um efeito pelo menos indireto da geral homofobia ainda afetando muitos setores do governo, políticas públicas e as normas da sociedade e meios de comunicação deste país”.
“Temos de lutar para obter financiamentos e investimentos sociais adequados para acabar com o HIV/AIDS onde quer que continue a persistir e proliferar”, argumenta ele, “que é quase sempre onde a concentrada injustiça social também prolifera”.
Líderes pró-família, por outro lado, sustentam que a predominância de doenças relacionadas a sexo entre homossexuais é evidência clara de que as práticas homossexuais são um distúrbio. Por exemplo, num comentário para LifeSiteNews.com publicado no ano passado, J. Matt Barber declarou: “Ao admitir recentemente que o ‘HIV é uma doença gay’, Matt Foreman, que estava saindo de sua posição de diretor executivo da Força Tarefa Nacional Gay e Lésbica, reconheceu o que a classe médica sabe há décadas: o estilo de vida homossexual é extremamente perigoso e muitas vezes leva a doenças e até a morte”.
Veja cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:

Male Homosexual Sex Fuelling Spread of HIV in Asia, Warns World Health Organization
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/feb/09021708.html

High Occurrence in Africa of HIV among Homosexual Men Study Finds
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072102.html

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

A máscara “progressista”

A máscara “progressista”

Católicos e evangélicos esquerdistas: o que eles pensam sobre aborto, união civil homossexual e adoção de crianças por homossexuais?

Julio Severo

O site esquerdista CongressoEmFoco confirma que cristãos “progressistas” (adjetivo de católicos e evangélicos adeptos da Teologia da Libertação e responsáveis pela eleição de Lula) têm dificuldade de manter coerentes posições pró-vida e pró-família. Sua base progressista os impede de ter uma plataforma solidamente pró-família e pró-vida. De uma maneira ou de outra, eles são sempre muito mais fiéis ao satanista Karl Marx do que fiéis a Jesus Cristo. Veja abaixo o que CongressoEmFoco apurou sobre as posições dos cristãos progressistas na Câmara dos Deputados:

Parlamentar

É a favor do aborto, em qualquer circunstância?

E da união civil de homossexuais, para fins de pensão e herança?

E da adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo?

Sen. Inácio Arruda(PCdoB-CE),CATÓLICO

SIM. Não devemos colocar a questão como a favor e contra. O Estado tem que dar a proteção máxima para as mulheres decidirem.

SEM OPINIÃO. Essa é uma questão das pessoas. Não podemos estabelecer uma regra proibitiva. Diz que vai esperar um projeto da Câmara sobre o tema para se posicionar.

SEM OPINIÃO. Essa é uma questão das pessoas. Não podemos estabelecer uma regra proibitiva. Diz que vai esperar um projeto da Câmara sobre o tema para se posicionar.

Sen. Flávio Arns (sem partido-PR),CATÓLICO

NÃO. Não é uma questão religiosa, mas de direito à vida, ao direitos humanos, solidariedade e amor ao próximo.

SIM. Sou a favor da realização de todos os direitos fundamentais.

SIM. Para a adoção, vai ter que fazer o estudo com as pessoas, como acontece com os heterossexuais.

Dep. Gilmar Machado (PT-MG),EVANGÉLICO

NÃO. Eu defendo que só em casos previstos em lei, risco para a mãe e estupro. Para os outros casos, a Constituinte fez um debate com a sociedade e a sociedade se mostrou contra.

SIM. Todo mundo tem que ter direito ao que a Constituição diz.

NÃO. Não existe para mim casal homossexual, mas a lei já permite a adoção por pessoas do mesmo sexo.

Dep. Luiz Bassuma (PT-BA),ESPÍRITA

NÃO. Não é só um assassinato de uma pessoa, tem aspectos espirituais.

SIM. Ao reconhecimento civil, eu não tenho restrições.

NÃO. As crianças vão ter um prejuízo em sua formação psicológica. A sociedade é uma coisa e o lar delas será outra.

Dep. Mauro Nazif (PSB-RO),CATÓLICO e filho de palestino

NÃO. Eu defendo só em caso de risco de vida para mãe e estupro. O direito à vida tem sempre que ser resguardado.

SIM. Ter direito a pensão, sim, desde que seja comprovado o estabelecimento da relação.

SIM. Qualquer pessoa pode adotar um filho, seja ela quem for, desde que estejam aptas.

Dep. Walter Pinheiro (PT-BA),EVANGÉLICO

EM TERMOS. Diz que esse tema não deve ser colocado em lei, mas resolvido por políticas públicas. Eu defendo a vida. Mas o princípio da vida me diz que eu tenho que atender todo mundo nos hospitais.

SIM. Diz que a lei atual e as decisões judiciais já garantem os direitos patrimoniais de heterossexuais e hom


Fonte: Site esquerdista Congresso em Foco — 4 de setembro de 2009.

Divulgação: www.juliosevero.com

6 de set. de 2009

Intolerância estatal: Seita gay pode exibir outdoors pró-homossexualismo, mas manifestações contrárias são proibidas pela “justiça”

Intolerância estatal: Seita gay pode exibir outdoors pró-homossexualismo, mas manifestações contrárias são proibidas pela “justiça”

Um grupo religioso que se diz cristão, com o intuito de alegrar o coração dos que sentem atração por gente do mesmo sexo e até atrair mais alguns, espalhou vários Outdoors pelo Rio de Janeiro com a mentirosa mensagem “Homossexualidade: a Bíblia não condena”.

No site desta suposta igreja lê-se um artigo sobre a colocação dos Outdoors, o qual termina com a seguinte frase: 2009 — Ano da Multiplicação!

Isso é uma afronta aos princípios cristãos.

Entidades, igrejas e associações cristãs tem o dever de se manifestarem nesta hora, expressando repúdio a tal aberração anti-bíblica.


O outro lado…

Em 2007, uma entidade cristã — a Visão Nacional para a Consciência Cristã, espalhou pela cidade de Campina Grande, na Paraíba, vários Outdoors com a mensagem “Homossexualismo — E fez Deus homem e mulher e viu que era bom”. Por ordem judicial, após ação movida por homossexuais, a VINACC foi obrigada a retirar os Outdoors.


Fonte: O Cristão Revoltado e Holofote

Divulgação: www.juliosevero.com

Leia mais sobre a VINACC:

Igreja evangélica luterana dos EUA aprova a ordenação de pastores e bispos homossexuais

Igreja evangélica luterana dos EUA aprova a ordenação de pastores e bispos homossexuais

Thaddeus M. Baklinski

MINNEAPOLIS, EUA, 24 de agosto de 2009 (Notícias Pró-Família) — Na sexta-feira, a Igreja Evangélica Luterana nos EUA (IELE) votou a favor de permitir que homossexuais praticantes, em relacionamentos com compromisso, mantenham posições de autoridade dentro da seita.

Por um voto de 559 a 451 na convenção nacional da semana passada, representantes da maior denominação luterana dos Estados Unidos decidiram “abrir o ministério da igreja para pastores gays e lésbicos e outros funcionários profissionais que vivem em relacionamentos com compromisso”.

“As ações aqui mudam a política da igreja, que anteriormente permitia a ordenação de gays e lésbicas no ministério só se eles permanecessem celibatos”, John Brook, o diretor de informações da IELE, disse para a AFP.

“Isso não é simplesmente regulamentos e procedimentos administrativos para implementar algo novo”, disse o Rev. Stanley Olson, diretor executivo de Vocação e Educação da IELE. “Temos essas políticas porque temos o compromisso de ter o tipo de líderes que servirão o Evangelho de Jesus Cristo, que respeitarão esta igreja e outras igrejas, e que terão o mundo em vista”.

Membros da CORE (Coalizão pela Reforma) luterana, representando mais de 400 congregações conservadoras que lutaram contra a resolução homossexualista, renunciaram ao voto da IELE.

“A IELE foi infiel com seus membros e com os luteranos do mundo inteiro”, CORE disse numa declaraçãodivulgada na sexta.

“A CORE luterana está continuando na fé cristã conforme foi passada a nós por gerações de cristãos”, o Rev. Paul Spring, diretor da CORE luterana, disse na declaração. “Estou entristecido que a Igreja Luterana, que foi fundada num compromisso firme para com a Bíblia, chegou ao ponto em que a IELE votou para rejeitar o ensino da Bíblia sobre casamento e conduta homossexual. É de partir o coração”.

O Rev. Spring disse que a CORE incentivará os membros e congregações da IELE para parar de contribuir financeiramente para a denominação.

“Os líderes da CORE luterana estão convidando as congregações e indivíduos luteranos fiéis a evitar direcionar dinheiro para a denominação por causa da decisão feita nesta semana pela assembléia da denominação inteira. A CORE luterana participará e apoiará ministérios fiéis da IELE, mas não pode apoiar ministérios da IELE que rejeitam a autoridade da Palavra de Deus”, disse a declaração da CORE.

O Rev. Richard Mahan, pastor da Igreja Luterana de St. Timothy em Charleston, W.Va., EUA, disse para a AFP que ele cria que a maioria de sua congregação quereria agora romper relações com a IELE.

“Isso causará uma perda ainda maior de membros e finanças. Não consigo acreditar que a igreja que eu amei e servi durante 40 anos permita o que Deus condena”, disse Mahan. “Em nenhum lugar a Bíblia diz que o homossexualismo e o casamento de mesmo sexo são aceitos por Deus. Em vez disso, a Bíblia diz que o homossexualismo é imoral e pervertido”.

A CORE luterana anunciou que realizará uma convenção em Indianápolis em 25-26 de setembro para planejar mais uma resposta à posição da IELE.

Para fazer contato com a CORE:

Paul Spring, Chairman
State College, PA
Phone: 814-235-9769

Para expressar sua posição à Igreja Evangélica Luterana nos EUA (IELE):
Presiding Bishop Mark S. Hanson
ELCA Churchwide Office (The Lutheran Center)
8765 W. Higgins Road
Chicago, IL 60631
Phone: 773/380-2700
Toll free: 800/638-3522
Fax: 773/380-1465

Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com/2009/09/igreja-evangelica-luterana-dos-eua.html

Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09082405.html

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2 de set. de 2009

Abaixo o povo brasileiro

Abaixo o povo brasileiro

Olavo de Carvalho

Confirma-se pela enésima vez aquilo que venho dizendo há anos: a maioria absoluta dos brasileiros, especialmente jovens, é um eleitorado maciçamente conservador desprovido de representação política, de ingresso nos debates intelectuais e de espaço na “grande mídia”. É um povo marginalizado, escorraçado da cena pública por aqueles que prometeram abrir-lhe as portas da democracia e da participação.

Enquanto as próximas eleições anunciam repetir a já tradicional disputa em família entre candidatos de esquerda, mais uma pesquisa, desta vez realizada pela Universidade Federal de Pernambuco, mostra que, entre jovens universitários, 81% discordam da liberação da maconha e 76% são contra o aborto. “É um comportamento de aceitação das leis... a gente vê a religião influenciando muito a vida dos jovens”, explica o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena, na notinha miúda, quase confidencial, com que O Globo, a contragosto, fornece a seus leitores essa notícia abominável (v. http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1268367-16022,00-OS+JOVENS+ESTAO+MAIS+CONSERVADORES+E+PREOCUPADOS+COM+O+FUTURO.html).

Na Folha de S. Paulo, no Estadão e no Globo, quem quer que pense como esses jovens – ou seja, o eleitorado nacional quase inteiro — é considerado um extremista de direita, indigno de ser ouvido. Nas eleições, nenhum partido ou candidato ousa falar em seu nome. A intelectualidade tagarela refere-se a eles como a uma ralé fundamentalista, degenerada, louca, sifilítica. Qualquer político, jornalista ou intelectual que fale como eles entra imediatamente no rol dos tipos excêntricos e grotescos, se não na dos culpados retroativos pelos “crimes da ditadura”, mesmo se cometidos quanto o coitado tinha três anos de idade.

Nunca o abismo entre a elite falante e a realidade da vida popular foi tão profundo, tão vasto, tão intransponível. Tudo o que o povo ama, os bem-pensantes odeiam; tudo o que ele venera, eles desprezam, tudo o que ele respeita, eles reduzem a objeto de chacota, quando não de denúncia indignada, como se estivessem falando de um risco de saúde pública, de uma ameaça iminente à ordem constitucional, de uma epidemia de crimes e horrores jamais vistos.

Trinta anos atrás eu já sabia que isso ia acontecer. Era o óbvio dos óbvios. Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas ao mesmo tempo despreza a sua religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que ela não quer fazer o bem a esse povo, mas apenas usar aqueles interesses como chamariz para lhe impor valores que não são os dele, firmemente decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. É precisamente isto o que está acontecendo. Jogam ao povo as migalhas do Bolsa-Família, mas, se em troca dessa miséria ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se ele não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, castrochavista, pró-terrorista, defensor das drogas e amante de bandidos, eles o marginalizam, excluem-no da vida pública, e ainda se acreditam merecedores da sua gratidão porque lhe concedem de quatro em quatro anos, democraticamente, generosamente, o direito de votar em partidos que representam o contrário de tudo aquilo em que ele crê.

Pense bem. Se alguém lhe promete algum dinheiro mas não esconde o desprezo que tem pelas suas convicções, pelos seus valores sagrados, por tudo aquilo que você ama e venera, você pode acreditar ele lhe tem alguma amizade sincera, por mínima que seja? Não está na cara que essa é uma amizade aviltante e corruptora, que aceitá-la é jogar a honra e a alma pela janela, é submeter-se a um rito sacrificial abjeto em troca de uma promessa obviamente enganosa? Só um bajulador compulsivo, uma alma de cão, aceitaria essa oferta. Mas as mentes iluminadas que nos governam querem não apenas que o povo a aceite, mas que a aceite abanando a cauda de felicidade.

Fonte: Diário do Comércio, 24 de agosto de 2009

Divulgação: www.juliosevero.com

Abaixo o povo brasileiro

Abaixo o povo brasileiro

Olavo de Carvalho

Confirma-se pela enésima vez aquilo que venho dizendo há anos: a maioria absoluta dos brasileiros, especialmente jovens, é um eleitorado maciçamente conservador desprovido de representação política, de ingresso nos debates intelectuais e de espaço na “grande mídia”. É um povo marginalizado, escorraçado da cena pública por aqueles que prometeram abrir-lhe as portas da democracia e da participação.

Enquanto as próximas eleições anunciam repetir a já tradicional disputa em família entre candidatos de esquerda, mais uma pesquisa, desta vez realizada pela Universidade Federal de Pernambuco, mostra que, entre jovens universitários, 81% discordam da liberação da maconha e 76% são contra o aborto. “É um comportamento de aceitação das leis... a gente vê a religião influenciando muito a vida dos jovens”, explica o coordenador da pesquisa, Pierre Lucena, na notinha miúda, quase confidencial, com que O Globo, a contragosto, fornece a seus leitores essa notícia abominável (v. http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1268367-16022,00-OS+JOVENS+ESTAO+MAIS+CONSERVADORES+E+PREOCUPADOS+COM+O+FUTURO.html).

Na Folha de S. Paulo, no Estadão e no Globo, quem quer que pense como esses jovens – ou seja, o eleitorado nacional quase inteiro — é considerado um extremista de direita, indigno de ser ouvido. Nas eleições, nenhum partido ou candidato ousa falar em seu nome. A intelectualidade tagarela refere-se a eles como a uma ralé fundamentalista, degenerada, louca, sifilítica. Qualquer político, jornalista ou intelectual que fale como eles entra imediatamente no rol dos tipos excêntricos e grotescos, se não na dos culpados retroativos pelos “crimes da ditadura”, mesmo se cometidos quanto o coitado tinha três anos de idade.

Nunca o abismo entre a elite falante e a realidade da vida popular foi tão profundo, tão vasto, tão intransponível. Tudo o que o povo ama, os bem-pensantes odeiam; tudo o que ele venera, eles desprezam, tudo o que ele respeita, eles reduzem a objeto de chacota, quando não de denúncia indignada, como se estivessem falando de um risco de saúde pública, de uma ameaça iminente à ordem constitucional, de uma epidemia de crimes e horrores jamais vistos.

Trinta anos atrás eu já sabia que isso ia acontecer. Era o óbvio dos óbvios. Quando uma vanguarda revolucionária professa defender os interesses econômicos do povo mas ao mesmo tempo despreza a sua religião, a sua moral e as suas tradições familiares, é claro que ela não quer fazer o bem a esse povo, mas apenas usar aqueles interesses como chamariz para lhe impor valores que não são os dele, firmemente decidida a atirá-lo à lata de lixo se ele não concordar em remoldar-se à imagem e semelhança de seus novos mentores e patrões. É precisamente isto o que está acontecendo. Jogam ao povo as migalhas do Bolsa-Família, mas, se em troca dessa miséria ele não passa a renegar tudo o que ama e a amar tudo o que odeia, se ele não consente em tornar-se abortista, gayzista, quotista racial, castrochavista, pró-terrorista, defensor das drogas e amante de bandidos, eles o marginalizam, excluem-no da vida pública, e ainda se acreditam merecedores da sua gratidão porque lhe concedem de quatro em quatro anos, democraticamente, generosamente, o direito de votar em partidos que representam o contrário de tudo aquilo em que ele crê.

Pense bem. Se alguém lhe promete algum dinheiro mas não esconde o desprezo que tem pelas suas convicções, pelos seus valores sagrados, por tudo aquilo que você ama e venera, você pode acreditar ele lhe tem alguma amizade sincera, por mínima que seja? Não está na cara que essa é uma amizade aviltante e corruptora, que aceitá-la é jogar a honra e a alma pela janela, é submeter-se a um rito sacrificial abjeto em troca de uma promessa obviamente enganosa? Só um bajulador compulsivo, uma alma de cão, aceitaria essa oferta. Mas as mentes iluminadas que nos governam querem não apenas que o povo a aceite, mas que a aceite abanando a cauda de felicidade.

Fonte: Diário do Comércio, 24 de agosto de 2009

Divulgação: www.juliosevero.com

Ameaça sobre o Brasil: nova manobra para aprovar o PLC 122

Ameaça sobre o Brasil: nova manobra para aprovar o PLC 122

Em esquema desesperado para comover o Brasil e aprovar rapidamente o PLC 122, Fátima Cleide inclui mulheres, evangélicos, idosos e crianças em nocivo projeto de lei anti-“homofobia”

Julio Severo

Em pronunciamento oficial no Congresso Nacional em 28 de agosto de 2009, a senadora Fátima Cleide confessa que, com o apoio dos católicos e evangélicos, o PLC 122 muito em breve estará pronto para ser aprovado.

Conforme apurei com contatos no Congresso Nacional, nenhum líder da bancada evangélica está negociando com Fátima Cleide. Então, como pode Cleide afirmar que o PLC 122 finalmente tem o apoio dos evangélicos? Quem os está representando?

Sabe-se que o “representante” dos católicos é, de acordo com afirmação da própria Cleide, o senador Flávio Arns, que também representa a CNBB. O “representante” dos evangélicos só pode ser o senador Marcelo Crivella, que é um dos maiores líderes da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD).

Por que Crivella? Fátima Cleide já vinha secretamente negociando com ele, conforme informação que você pode ler aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2009/05/plc-122-o-que-crivella-esta-negociando.html

Geralmente, os líderes da IURD andam em sintonia com as vontades do Bispo Edir Macedo, cujas posições pró-aborto extremistas são bem conhecidas. E agora o fundador da IURD, com base em sua estranha “ética” sobre o aborto, ensaiou os primeiros passos para uma estranha ética sobre o homossexualismo. Confira mais informações aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2009/08/o-grande-milagre-brasileiro.html

Entretanto, não há a menor dúvida de que, furando o bloqueio evangélico ao PLC 122, Crivella foi o agraciado por Cleide para representar os evangélicos.

Em seu discurso no Congresso Nacional, Cleide cita explicitamente Crivella e fala de sua própria experiência “cristã” mencionando suas raízes nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Essas comunidades, verdadeiros vespeiros da Teologia da Libertação, foram fundamentais para a eleição de Lula e muitos outros socialistas que hoje dedicam suas vidas e nosso dinheiro à promoção do aborto e do homossexualismo. Ela também se gaba de que a maioria dos eleitores do estado dela são evangélicos, insinuando um apoio da população evangélica à causa dela.

Não se sabe se Crivella tem também raízes nas comunidades eclesiais de base. O que se sabe é que em pronunciamento oficial no Senado Federal em 28 de março de 2007 ele elogiou o Partido Comunista do Brasil e declarou que “o Evangelho é a cartilha mais comunista que existe”. Assim, ideologicamente, Cleide e Crivella estão em sintonia.

Para aprovar o PLC 122, ela está agora apenas aguardando uma negociação final com os representantes da CNBB e da IURD, que se julgam também representantes de todos os católicos e evangélicos.

Discurso de Fátima Cleide revela trama para aprovar PLC 122

A seguir, discurso da senadora Fátima Cleide (do PT de Rondônia) em 28 de agosto de 2009 no Congresso Nacional:

*****************************

A SRª FÁTIMA CLEIDE (Bloco/PT – RO) – Obrigada, Senador Geraldo Mesquita. Acolho as suas palavras e as integro ao meu pronunciamento. Fica aqui também o esclarecimento que V. Exª requer, de minha parte, sobre o PLC 122, que trata, neste momento, da criminalização da homofobia. Altera a Lei 7.716 para incluir “orientação sexual e identidade de gênero”.

Eu quero dizer a V. Exª que tenho discutido com todos os movimentos sociais neste País. Dessa discussão, resultou o entendimento de que, da forma como esse projeto está, ele não vai... Eu acho um absurdo isso, porque, na realidade, ele trata de discriminar efetivamente... Que tipo de discriminação sofrem as pessoas cuja orientação sexual difere da heterossexual, os bissexuais, os homossexuais?

Entendemos que seria necessário elaborar outra proposta, outro substitutivo, para que possamos facilitar o entendimento entre aqueles que divergem dessa aprovação restrita aos homossexuais, à questão da homossexualidade, da livre orientação sexual. Esse substitutivo já está pronto.

Estamos aguardando apenas uma negociação na Comissão de Assuntos Sociais, onde foi impetrado um requerimento de audiência pública para instruir o projeto. V. Exª sabe que a instrução, de certa forma, faz com que a gente atrele toda a discussão posterior à audiência pública, mas eu tenho conversado com a Senadora Rosalba Ciarlini, conversei com o Senador Paim, com o Senador Crivella, e há uma predisposição do Senador Flávio Arns também, que aqui representa a CNBB, do Senador Marco Maciel, que foi um dos idealizadores do requerimento, para que a gente possa apresentar essa nossa proposta de substitutivo.

Nossa proposta resume o PLC nº 122 a três artigos, sendo que o terceiro dispõe sobre a vigência da lei. O nosso substitutivo também amplia a proteção contra a discriminação e o preconceito para outros setores, inclusive mulher, Senador Geraldo Mesquita, Senador Paulo Paim.

Há pouco tempo, tomei ciência de que nós mulheres não temos a proteção da lei com relação a preconceito e discriminação. Nós temos uma legislação que é a Lei Maria da Penha, que passou vinte anos sendo discutida neste Congresso Nacional, mas que trata apenas da violência que sofre a pessoa no âmbito doméstico. No trabalho, na sociedade, na escola, na igreja, a mulher não tem nenhuma proteção.

Então, estamos ampliando a proteção da lei, que inicialmente era apenas para raça, para etnia, que já existe, para religião, que já existe. Com este projeto, pretendemos ampliar a proteção para a questão do sexo — e aí entram mulheres, gênero —, para as pessoas com deficiência, para os idosos e para orientação sexual e identidade de gênero.

Portanto, ela deixa de ser uma lei que criminaliza apenas a homofobia, para ser uma lei que vai criminalizar a prática, toda e qualquer, de discriminação e preconceito contra qualquer pessoa neste País.

Passei por um momento de muito sofrimento no meu Estado, por conta da interpretação errônea com relação à nossa atuação principalmente na defesa desse projeto aqui no Senado Federal, mas, graças a Deus, durante a eleição de 2008, eu pude debater essa matéria.

Lá em Rondônia, em função de o Estado ser pequeno, assim como o é o Acre, Senador Geraldo Mesquita, temos o prazer de, numa campanha eleitoral, poder, principalmente nos pequenos Municípios, fazer a campanha de porta a porta. Graças a Deus, eu pude fazer esse debate com as pessoas, olho no olho.

Hoje, grande parte do povo de Rondônia, que é o Estado brasileiro que tem mais evangélicos, de onde vem a maior reação — 60% dos rondonienses são evangélicos —, as pessoas passaram a ter o entendimento de que nós estamos tratando de direitos humanos.

Sou católica. Tenho uma formação cristã. E a construção da política na minha vida nasceu muito na participação nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Assim como V. Exª, Senador Paim, aprendi com o nosso grande mestre, Jesus Cristo, que a gente está aqui para servir a todos. Tenho certeza de que, se Jesus Cristo estivesse hoje na terra, estaria como nós aqui estamos, eu, o senhor, o Senador Geraldo Mesquita e tantos outros. Graças a Deus, não somos poucos; nós só somos calados. Mas eu tenho certeza de que já somos muitos os defensores dos direitos humanos para todos. Eu tenho certeza de que, se Jesus Cristo estivesse aqui hoje, ele agiria, com relação à defesa dos direitos humanos, da mesma forma como ele reagiu quando quiseram atirar pedras em Maria Madalena. Naquele momento, ele se posicionou a sua frente, fazendo-lhe a defesa. Tenho certeza de que, se ele aqui estivesse hoje, agiria como nós.

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O senador Paulo Paim, que estava presente nesse discurso no Congresso Nacional, parabenizou Fátima Cleide por sua mais recente manobra para avançar o PLC 122, que criminaliza toda crítica à homossexualidade. Paim, que também é do PT, é autor do PL 6.418/2005, que igualmente criminaliza toda crítica à homossexualidade. Enquanto o PLC 122 está no Senado, o igualmente infame PL 6.418/2005 está na Câmara dos Deputados.

Vejamos agora os pontos mais importantes do discurso “comovente” de Cleide:

Fátima Cleide: Fica aqui também o esclarecimento que V. Exª requer, de minha parte, sobre o PLC 122, que trata, neste momento, da criminalização da homofobia. Altera a Lei 7.716 para incluir “orientação sexual e identidade de gênero”. Eu quero dizer a V. Exª que tenho discutido com todos os movimentos sociais neste País. Dessa discussão, resultou o entendimento de que, da forma como esse projeto está, ele não vai... Eu acho um absurdo isso, porque, na realidade, ele trata de discriminar efetivamente... Que tipo de discriminação sofrem as pessoas cuja orientação sexual difere da heterossexual, os bissexuais, os homossexuais?

Resposta de Julio Severo: Fátima Cleide fala como se existisse um terceiro sexo. Biologicamente, todas as pessoas nascem homens ou mulheres. Nenhuma mãe vai ouvir de um médico logo após o nascimento de seu bebê: “Seu bebê é gay”, ou “Seu bebê é bissexual”, ou “Seu bebê é lésbica”. O que é um verdadeiro absurdo é que alguém que ocupa a posição de senadora não seja sensível à natureza e não saiba identificar que todos os bebês que nascem são apenas homens e mulheres. Se esses bebês mais tarde na vida se envolverem com estupros, prostituição, drogas, alcoolismo ou práticas sexuais com o mesmo sexo não é porque já nasceram assim, mas porque se deixaram levar por comportamentos e influências erradas. Não se pode pois sacralizar, santificar e sancionar legalmente o que está fora do normal. Se permitirmos que o anormal seja legalmente reconhecido, os inocentes sofrerão. Confira aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2009/08/o-que-era-ruim-vai-ficar-pior-grupos.html

Fátima Cleide: Entendemos que seria necessário elaborar outra proposta, outro substitutivo, para que possamos facilitar o entendimento entre aqueles que divergem dessa aprovação restrita aos homossexuais, à questão da homossexualidade, da livre orientação sexual. Esse substitutivo já está pronto.

Explicação de Julio Severo: Com o propósito exclusivo de avançar a criminalização de toda crítica à homossexualidade, Cleide preparou uma nova linguagem no PLC 122, a fim de facilitar sua aprovação.

Fátima Cleide: Estamos aguardando apenas uma negociação na Comissão de Assuntos Sociais, onde foi impetrado um requerimento de audiência pública para instruir o projeto. V. Exª sabe que a instrução, de certa forma, faz com que a gente atrele toda a discussão posterior à audiência pública, mas eu tenho conversado com a Senadora Rosalba Ciarlini, conversei com o Senador Paim, com o Senador Crivella, e há uma predisposição do Senador Flávio Arns também, que aqui representa a CNBB, do Senador Marco Maciel, que foi um dos idealizadores do requerimento, para que a gente possa apresentar essa nossa proposta de substitutivo. Nossa proposta resume o PLC nº 122 a três artigos, sendo que o terceiro dispõe sobre a vigência da lei. O nosso substitutivo também amplia a proteção contra a discriminação e o preconceito para outros setores, inclusive mulher, Senador Geraldo Mesquita, Senador Paulo Paim.

Explicação de Julio Severo: Fátima Cleide está em conversação com os senadores Marcelo Crivella e Flávio Arns, e ela acha que a presença deles é suficiente para representar católicos e evangélicos.

Fátima Cleide: Há pouco tempo, tomei ciência de que nós mulheres não temos a proteção da lei com relação a preconceito e discriminação. Nós temos uma legislação que é a Lei Maria da Penha, que passou vinte anos sendo discutida neste Congresso Nacional, mas que trata apenas da violência que sofre a pessoa no âmbito doméstico. No trabalho, na sociedade, na escola, na igreja, a mulher não tem nenhuma proteção. Então, estamos ampliando a proteção da lei, que inicialmente era apenas para raça, para etnia, que já existe, para religião, que já existe. Com este projeto, pretendemos ampliar a proteção para a questão do sexo — e aí entram mulheres, gênero [gênero é termo usado para designar homossexualismo, etc. JS] —, para as pessoas com deficiência, para os idosos e para orientação sexual e identidade de gênero.

Resposta de Julio Severo: Acabo de conversar com minha esposa para perguntar-lhe o que ela acha da declaração de Cleide, e ela estranhou, pois a lei é para todos. Cleide fala absurdamente como se vivêssemos numa sociedade em que um homem pode ir a uma delegacia de polícia comunicar um assalto ou agressão, e às mulheres fosse negado tal direito! Em que planeta Cleide está? Se uma mulher ou homem sofre violência, há leis no Brasil que tratam do assunto de forma igual para homens e mulheres. Portanto, dizer que “no trabalho, na sociedade, na escola, na igreja, a mulher não tem nenhuma proteção” é como dizer que não existe nenhuma lei e ordem no Brasil — a não ser que entendamos as intenções de Cleide. A não ser que ela interprete “violência” num sentido diferente do normal, mas igual aos interesses da ONU. Se ela quer dizer que “no trabalho, na sociedade, na escola, na igreja, as ambições feministas não têm nenhuma proteção”, ela está parcialmente certa. Com o PLC 122 ampliado dela, o que acontecerá com uma igreja que recusar ordenar uma mulher como pastora ou bispa? A igreja em questão (seja presbiteriana, católica, batista ou pentecostal) será acusada de “violência” contras as mulheres? Ela será criminalmente acusada de “preconceito, ódio e discriminação contra as mulheres”? Pelo menos, essa é o raciocínio da esquerda mundial, cujos doze “apóstolos” recentemente exigiram que todas as igrejas ordenassem mulheres. Confira aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2009/08/ancioes-da-globalizacao-querem.html

Além disso, é preciso entender em que termos Fátima Cleide vê o absurdo de mulheres totalmente desamparadas pela lei. O partido dela, o PT, tem como uma de suas metas principais a legalização do aborto como direito humano das mulheres. Os socialistas enxergam absurdamente a negação desse “direito” como violência contras as mulheres! Talvez nesse sentido, num país onde o aborto não é aceito pela vasta maioria da população do Brasil, Fátima Cleide alegue que as “mulheres” — como se todas as mulheres estivessem de acordo com ela — não têm a proteção ou amparo legal para suas ambições de aborto.

Fátima Cleide e o PT seguem uma ideologia que usa todo e qualquer artifício para promover o aborto e o homossexualismo. Essa ideologia promove o aborto sob a fachada de “maternidade segura” onde, inacreditavelmente, os engenheiros sociais crêem que deve ser assegurado às mulheres o “direito” de levar ou não até o fim uma gravidez. Para eles, direitos reprodutivos ou sexuais ou saúde reprodutiva ou sexual significam direitos ao aborto e a qualquer relacionamento sexual, desde a adolescência.

Assim, é de se temer que, com a aprovação do novo PLC 122, quem não colaborar com as escolhas de aborto e lesbianismo de mulheres sem caráter será criminalmente acusado de preconceito contra as mulheres.

Sem dúvida alguma, Cleide usará mulheres, idosos e até crianças e bebês para alcançar seu objetivo de aprovar o PLC 122. Se até o diabo consegue se disfarçar em anjo de luz, por que estranhar quando seres humanos torcem a Palavra de Deus para enfeitar o pecado?

Por falar em crianças e bebês, o movimento homossexual já está se aliando ao movimento de “direitos” das crianças. Confira essa importante informação aqui: http://juliosevero.blogspot.com/2009/08/o-que-era-ruim-vai-ficar-pior-grupos.html

Fátima Cleide: Sou católica. Tenho uma formação cristã. E a construção da política na minha vida nasceu muito na participação nas comunidades eclesiais de base da Igreja Católica. Assim como V. Exª, Senador Paim, aprendi com o nosso grande mestre, Jesus Cristo, que a gente está aqui para servir a todos. Tenho certeza de que, se Jesus Cristo estivesse hoje na terra, estaria como nós aqui estamos, eu, o senhor, o Senador Geraldo Mesquita e tantos outros. Graças a Deus, não somos poucos; nós só somos calados. Mas eu tenho certeza de que já somos muitos os defensores dos direitos humanos para todos.

Resposta de Julio Severo: A Teologia da Libertação, que sempre fez uso do nome de Jesus Cristo para ensinar absurdos, tem em Fátima Cleide uma devota discípula. A Teologia da Libertação é a teologia da manipulação marxista, que para alcançar hoje suas metas dá o “direito” ao aborto a quem quer aborto, dá o “direito” à homossexualidade a quem quer homossexualismo e “dá” muitos outros direitos.

Fátima Cleide: Eu tenho certeza de que, se Jesus Cristo estivesse aqui hoje, ele agiria, com relação à defesa dos direitos humanos, da mesma forma como ele reagiu quando quiseram atirar pedras em Maria Madalena. Naquele momento, ele se posicionou a sua frente, fazendo-lhe a defesa. Tenho certeza de que, se ele aqui estivesse hoje, agiria como nós.

Resposta de Julio Severo: Tudo indica que o PLC 122 vai terminar exatamente do jeito que começou: com absurdos, mentiras e armações. Quando lhe é conveniente, Fátima Cleide defende o Estado laico, indicando que o Estado não pode ter valores cristãos, mas só valores de aborto, homossexualismo, etc. E quando lhe é conveniente, ela faz uso de apelos bíblicos, como se Jesus fosse aliado dela e de suas maldades. Nesse ponto, quando o assunto é distorcer o caráter e missão de Jesus, Cleide não se lembra de separação entre Estado e igreja.

Jesus salvou da morte a pedradas a mulher apanhada em adultério da mesma forma que ele salvaria da morte homens apanhados em atos homossexuais. Ele os salvaria não porque ele é a favor do adultério e do homossexualismo, mas porque quer salvar a alma eterna deles. Nesse ponto, assim como Jesus não garantiu ali nenhum “direito” ao adultério, ele também não garante nenhum “direito” à homossexualidade. O ponto importante é que ele disse para a mulher apanhada em adultério: “Vá, e não peque mais (confira João 8:11) Ele diria a mesma coisa a todos os homens apanhados em atos homossexuais: “Vão, e não pequem mais”.

Não se pode, conforme insinuou Cleide, querer interpretar essa passagem como se Jesus tivesse dito que a mulher podia ir e pecar à vontade. Jesus só lhe deu uma opção: “Não peque mais”.

Contudo, Cleide torceu as palavras de Jesus para aprovar um projeto de lei que transforma em direito humano a prática permanente de um pecado. Com o PLC 122, Cleide está dizendo: “Vá, e peque muito mais, peque a vida inteira, pois agora a lei protege o seu pecado”. Aliás, Cleide quer absurdamente tratar o pecado homossexual como se fosse tão natural quanto um terceiro sexo!

Se Jesus estivesse aqui, ele não daria uma oportunidade de os homens viverem em pecados homossexuais. Ele lhes daria uma oportunidade de não mais viverem nessa vida de pecado. Nesse sentido, se Fátima Cleide tivesse um interesse genuíno e sincero em imitar Jesus Cristo, ela faria um projeto para assegurar aos homens e mulheres o direito de sair do homossexualismo. Ela faria exatamente o que Jesus fez: ela daria aos pecadores uma oportunidade de não mais voltarem aos seus pecados. Ela daria aos homens uma oportunidade de não mais voltarem aos pecados homossexuais.

Pena que eu, um simples servo do Senhor Jesus Cristo, tenha de falar de questões bíblicas tão básicas para refutar uma senadora que se vê como suprema bispa das distorções bíblicas. O representante da IURD e da CNBB bem que poderiam tentar corrigir Cleide em suas distorções da Bíblia, mas eles estão ocupados demais em seus próprios interesses, sejam lá quais forem.

Fonte: www.juliosevero.com

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