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13 de jan de 2009

A NOTA DA "OLPT"


A NOTA DA “OLPT”

O PT, oh surpresa!!!, divulgou um nota de repúdio a Israel. Por que não? O texto, vocês verão, também poderia ser enquadrado no crime de terrorismo, mas contra a língua portuguesa. Segue em vermelho. Intervenho em azul.
PT condena ataques criminosos
Os ataques do exército de Israel contra o território palestino, que já causaram milhares de vítimas e centenas de mortes, além de danos materiais, só podem ser caracterizados como terrorismo de Estado.
Não aceitamos a "justificativa" apresentada pelo governo israelense, de que estaria agindo em defesa própria e reagindo a ataques.
Atentados não podem ser respondidos através de ações contra civis. A retaliação contra civis é uma prática típica do exército nazista: Lídice e Guernica são dois exemplos disso.
Viram só? Lembram-se do que escrevi na madrugada? Eis ali a associação entre a ação israelense e os nazistas. O que foi mesmo que escrevi? Sempre que se faz isso:
a) maximiza-se a tragédia presente dos palestinos;
b) minimiza-se a tragédia passada dos judeus:
c) apaga-se da história o fato de que o Hamas é a força agressora, e Israel, o país agredido;
d) equiparam-se os judeus aos nazistas que tentaram exterminá-los, o que, por razões que dispensam a exposição, diminui a culpa dos algozes;
e) cria-se uma equivalência que aponta para uma indagação monstruosa: não seria o povo vítima do Holocausto um tanto merecedor daquele destino já que incapaz de aprender com a história?
O governo de Israel ocupa territórios palestinos, ao arrepio de seguidas resoluções da ONU. Até agora, conta com apoio do governo dos Estados Unidos, que se realmente quiser tem os meios para deter os ataques.
AQUI ESTÁ UMA DAS FORMIDÁVEIS MENTIRAS DA NOTA. Não, os EUA não dispõem dos meios para impedir os ataques. Não há ou haverá governo americano — de Bush, de Obama ou de qualquer outro — capaz de impedir Israel de se defender. E não só em relação ao Hamas. Se a Europa e os EUA permitirem, por exemplo, que o Irã faça a sua bomba, Israel irá à luta. Nem que seja sozinho.
Feitos sob pretexto de "combater o terrorismo", os ataques de Israel terão como resultado alimentar o ódio popular e as fileiras de todas as organizações que lutam contra os EUA e seus aliados no Oriente Médio, aumentando a tensão mundial.
Duas canalhices morais em tão poucas linhas!
1 - O texto ignora os ataques feitos pelo Hamas — considerados apenas “pretextos”.
2 – A nota do PT pretende ser uma peça de fina teoria política. Observem que tem a ousadia de dar aula de realismo aos EUA e a Israel, como a dizer: “Se vocês não quiserem que o ódio contra vocês aumente, então os ataques têm de parar agora”. Vale dizer: “A melhor maneira que você têm de combater o inimigo é ceder às suas pressões e chantagens”. Ah, claro: até parece que o PT está realmente preocupado com a reputação dos EUA e de Israel...
O Partido dos Trabalhadores soma sua voz à condenação dos ataques que estão sendo perpetrados pelas forças armadas de Israel contra o território palestino e convoca seus militantes a engrossarem as manifestações contra a guerra e pela paz que estão sendo organizadas em todo o Brasil e no mundo.
De fato, os petistas conseguem “engrossar” qualquer coisa... Ah, sim: “manifestação pela paz” é sinônimo de condenação a Israel e, pois, da continuidade do ataques do Hamas. Na prática, o que se pede é que o terroristas continuem a lançar “em paz” os seus foguetes.
O PT reafirma, finalmente, seu integral apoio à causa palestina....
E apóia os foguetes do Hamas
Ricardo Berzoini
Presidente nacional do PT
Valter Pomar
Secretário de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores
Berzoini é o camarada que, apropriadamente, costumo chamar de Berzoniev. Pomar? Ah, é o atual chefão do Foro de São Paulo, aquela entidade que congrega as esquerdas latino-americanas, inclusive o Partido Comunista Cubano, que responde por quase 100 mil mortos no seu esforço para construir o “novo homem”. Mortes justas, como sabemos, que honram o pacifismo e o humanismo.
E, como é sabido, a posição do PT é também a do governo brasileiro: sempre simpático às ditaduras, hostil, sempre que possível, às democracias. No começo dos anos 1980, quando praticamente todas as facções terroristas palestinas estavam abrigadas na então OLP (Organização para a Libertação da Palestina), uma amiga já chamava o PT de “OLPT”.
Justo e premonitório.

Fonte: Reinaldo Azevedo
Divulgação: www.juliosevero.com

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