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26 de abr. de 2013

Os gatos-pingados na praça, a agressão à democracia e, de novo, o beijo na boca



Os gatos-pingados na praça, a agressão à democracia e, de novo, o beijo na boca

O que faz essa foto aí no alto, de Marlene Bergamo, da Folhapress? A personagem da direita é o deputado Jean Wyllys (PSOL-RL). A do meio não é, asseguro, a deputada Iriny Lopes (PT-ES), ex-ministra das Mulheres. É o cartunista Laerte. É aquele senhor que se declara bissexual (direito dele), que gosta de se vestir de mulher (direito dele) e que reivindica o “não direito dele” de usar o banheiro feminino quando vestido de “antropóloga” porque se considera “transgênera”. Certo! Laerte quer balançar os seus balangandãs entre as mulheres e acha que a oposição à sua vontade é manifestação do mais odioso preconceito. Estou banalizando a sua figura e a sua luta? Não! Ele é que se envolveu num caso assim num restaurante. Não estou inventando nada. Vamos ver.
Alguns leitores me perguntam por que parei de tratar do “caso Marcos Feliciano” (PSC-SP), numa referência ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, ou por que ignorei um evento de ontem, em São Paulo (a que se refere aquela foto), que deveria ter sido um estrondo e foi pouco além de alguns suspiros. Não parei. É que cansei de fazer parte, ainda que involuntariamente, da campanha eleitoral de 2014 do esperto Wyllys. Esse rapaz não precisará gastar um tostão para se reeleger com, sei lá, 10 ou 15 vezes mais votos do que os 13 mil conseguidos em 2010. Também Feliciano pode agregar alguns milhares aos 212 mil que teve — no seu caso, convenham, ele se tornou o antagonista preferencial dos politicamente corretos não por escolha pessoal.
Essa história já deu o que tinha de dar, não é? Os protagonistas da chanchada já souberam se aproveitar da oportunidade o bastante para lograr o seu intento. É um despropósito que setores importantes da imprensa brasileira tenham condescendido com assaltos reiterados a uma comissão da Câmara, ao arrepio da lei, do Regimento Interno da Casa, de tudo. E, por óbvio, ninguém precisa concordar com Feliciano.
Vejam só. O governo federal decide patrocinar uma emenda cujo objetivo principal, se não for o único, é criar facilidades adicionais para a eventual reeleição de Dilma. Cadê a gritaria? Um deputado petista apresenta uma emenda — e a CCJ a aprova, com os votos de dois mensaleiros condenados — que dá um golpe no Judiciário. O texto ameaça os direitos de todos — gays, héteros, homens, mulheres, brancos, pretos, pardos, corintianos, flamenguistas, amantes de comida japonesa… Cadê o beijo na boca de Fernandona? Cadê o beijo na boca de Fernandinha? Cadê aqueles bananas autoritários do “não me representa”?
Então vamos ver: um deputado contrário ao casamento gay e chegado a algumas declarações infelizes teria de ser arrancado quase aos tapas de uma comissão da Câmara, com o apoio, na prática, do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Mas uma proposta de golpe fascistoide no Supremo ou uma lei casuística só para privilegiar a presidente Dilma na disputa eleitoral passam em brancas nuvens.
Ou por outra: isso que chamam hoje em dia “opinião pública” não tem nada de público. Trata-se da opinião privada de grupos militantes que querem se impor pela força, pela gritaria e, de fato, pela violência. É com os direitos humanos mesmo que aquela turma está preocupada? Se é, a sua principal garantia está justamente na independência entre os Poderes.
Gatos-pingados na praça
Anunciou-se para ontem, com o apoio explícito da Folha, o maior jornal do país, uma concentração na Praça Roosevelt, em São Paulo, para protestar contra Feliciano. Reuniu, no máximo, 350 pessoas. Há quem diga que não havia mais de 200. Coloque lá um show de malabaristas ou de engolidores de espada, e se vai juntar mais gente.
As estrelas do evento eram justamente Laerte, na sua persona mulher (ou algo assim) e, claro!, Wyllys, o onipresente. Os 200 ou 300 da praça, com a representação que lhe foi conferida por ninguém, criaram a sua própria “Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias”. Então tá.
O evento foi anunciado com antecedência. Cartunistas da Folha promoveram um beijaço nas tirinhas do jornal — tudo selinho, sem língua; um deles, visivelmente, deu um jeito de recusar até o selinho… Nada de beijo francês nas tirinhas do jornal! Tudo muito pudico e respeitoso. Afinal, isso é política, companheiros, não sacanagem. Marcuse deve estar se revirando na tumba.
Noto: a praça pode abrigar manifestações assim. É do povo, e mesmo dos que ousam falar em seu nome, como o céu é do condor. Não tenho nada contra — e até apoio — protestos dessa natureza. Não sei se houve um beijaço no fim do evento. Ficaria bem. Mas continuo na minha campanha contra esses beijos que o padre Júlio Lancelotti poderia classificar de  ”higienistas”, reacionários, que viraram a coqueluche dos bacanas que têm “posição”.
Ignorei inicialmente o evento porque a gritaria de minorias, da forma como é manipulada pelas esquerdas, costuma ser uma forma de molestar os fundamentos da democracia e tem é de ser denunciada. Como o evento ocorreu numa praça, por mim, tudo bem! E estou ainda mais certo sobre esse caráter deletério dessa militância estridente quando constato que duas agressões óbvias aos valores democráticos são solenemente ignoradas pela turma.
Por Reinaldo Azevedo

Divulgação: www.jorgenilson.com

Um clamor pela Justiça: Dos delitos e das penas. Ou: Os nefelibatas do direito precisam voltar a se apaixonar pelo “humano” e saber que bandido não é justiceiro social


Um clamor pela Justiça
26/04/2013
 às 17:01

Dos delitos e das penas. Ou: Os nefelibatas do direito precisam voltar a se apaixonar pelo “humano” e saber que bandido não é justiceiro social

Há tempos não se tinha notícia de tamanha barbaridade como a ocorrida em São Bernardo, no ABC paulista (ver post anterior). Bandidos invadiram o consultório da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza. Roubaram o seu cartão de banco. Como havia apenas R$ 30 na conta, jogaram álcool no seu corpo e puseram fogo.
Dadas as informações que existem até agora, Jônatas, um dos assassinos, que usava o Audi da mãe no assalto, não parece ter o perfil idealizado do “bom criminoso”, do “bandido vítima das condições sociais perversas”, do “coitadinho” que foi empurrado para o crime pela carência e pela miséria. Isso não existe. Isso é uma invenção da má consciência esquerdopata. Jônatas não é, enfim, um exemplar da baixa sociologia de manual.
Não haverá — e, ainda que fosse possível, não seria bom — um policial para cada cidadão comum. Não obstante, os nefelibatas da segurança pública continuam a dar suas receitas. Na Folha de hoje, por exemplo, Samira Bueno, “socióloga e secretária-executiva da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública”, escreve um artigo sobre o tema. Afirma (em vermelho):
“(…) Não podemos incorrer no erro de responder ao aumento da violência com o recrudescimento da política de segurança, como a redução da maioridade penal que voltou ao debate público.
Uma política de segurança eficiente se faz com o investimento na produção e transparência de informações, aperfeiçoamento das ações de inteligência, valorização dos profissionais de segurança pública, mecanismos de controle robustos e diminuição da circulação de armas.”
Não tenho a menor ideia do que seja “recrudescimento da segurança pública”. Parece que quer dizer “endurecimento das penas”. Doutora Samira acha que não resolve e tem a receita na ponta da língua. Apliquemos o seu modelo ao caso em espécie, a Jônatas. Ela quer:
- “produção e transparência de informações”:
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo é das poucas no país que divulgam mensalmente os dados sobre violência. Com isso, só consegue reportagens negativas na imprensa. Nesse caso, quem é mais transparente apanha mais. Quem esconde os números é protegido. Mas a transparência de dados já existe. Como ela poderia evitar um caso como o de São Bernardo? Não sei. Quem tem de explicar é a especialista. Ela pede mais.
- “aperfeiçoamento das ações de inteligência”.
Não me diga! É como recomendar a uma pessoa que se alimenta mal que opte por alimentos saudáveis. Isso não chega nem a ser bom senso, já é clichê. Que “inteligência” teria conseguido impedir o tal Jônatas de sair de casa no Audi da mãe para matar queimada uma dentista? Seria o caso de ouvi-la.
- “Valorização dos profissionais de segurança pública”.
Sem dúvida, eu apoio a medida. Se cada policial em São Paulo recebesse R$ 30 mil mensais, Jônatas continuaria a botar fogo em pessoas.
- “mecanismos de controle robustos”.
Não sei direito o que é, mas imagino que se refira a controle das Polícias. Apoio também. A questão é saber quem controla os Jônatas.
- “diminuição da circulação de armas”.
Sim, é necessário. Atenção, doutora Samira! Em 2011, a PM de São Paulo apreendeu 12 mil armas ilegais, que são as que matam. Não só isso: realizou 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas, recuperou 60 mil veículos roubados e furtados. De janeiro a junho do ano passado, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do Brasil.
E é por isso — a despeito desses crimes bárbaros e do aumento dos casos de latrocínio no estado, conforme está estampados nos jornais e alardeado na Internet — que São Paulo é uma das unidade da federação mais seguras do país. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes é inferior à metade da do Brasil. As ações sugeridas por doutora Samira certamente estão em curso. E é provável que mais precise ser feito, sempre tendo em mente a impossibilidade de se ter um policial para cada cidadão — ainda bem!
É evidente que o “recrudescimento das penas”, como diz a doutora, não é a correção de todos os males. Mas não é menos evidente que uma vida tem de valer mais do que vem valendo no Brasil, tenha o assassino mais de 18 anos ou menos.
Com toda a estúpida crueldade de Jônatas, se e quando for preso, dificilmente pegará a pena máxima: 30 anos. Mas digamos que assim seja. O Artigo 112 da Lei de Execução Penal garante a progressão da pena — passagem para um regime menos rigoroso — depois de cumprida um sexto da condenação, desde que o preso tenha bom comportamento etc e tal.
Se condenado a 30 anos (corre o risco de não ser), há a possibilidade de esse patriota e humanista passar para o regime semiaberto depois de cinco anos… O regime semiaberto, no papel ao menos, ainda é fechado, saibam. A vigilância é um pouco mais relaxada, e há a permissão para deixar o presídio por algumas horas em situações excepcionais — estudar por exemplo. Como Banânia se esqueceu de construir estabelecimentos com esse perfil, a passagem para o regime semiaberto costuma ser sinônimo de liberdade.
Digamos que ele seja condenado a 60 anos! Terá direito ao semiaberto depois de 10. A cada três dias de trabalho, pode reduzir um da pena. No Brasil, a pena mínima para homicídio simples é de seis anos; para o qualificado, de 12.
Não dá. A vida humana precisa passar por um processo de “ressacralização” no Brasil. A palavra pareceu religiosa demais aos agnósticos e ateus? Tudo bem! Eu troco. A vida humana precisa passar por uma processo de “re-humanização”. Fica bom assim, com a tautologia gritando a sua evidência?
“Endurecimento das penas não combate a violência”, gritam os defensores da jabuticaba penal brasileira. Em primeiro lugar, não sabemos. Sabemos o que é ter 50 mil homicídios por ano com as leis que estão aí. Os nefelibatas dizem que é tudo culpa da pobreza, como se estivéssemos diante de uma manifestação da luta de classes. Mentira! A maioria das vítimas é pobre. Países com condições sociais muito piores do que as do Brasil têm índices de violência muito menores.
Em segundo lugar, é preciso apostar, sim, no efeito didático das penas — não só para quem já delinquiu. “Ah, o Reinaldo autoritário quer penas exemplares…” Alto lá! Não se trata de usar um inocente como bode expiatório, mas de punir com rigor os culpados para que outros tentados a delinquir saibam que o risco é grande. Os nossos nefelibatas desconsideram que a pena deve ter também um caráter dissuasório.
No dia 4 deste mês, foi instalada uma comissão especial de juristas para propor ao Senado a revisão da Lei de Execução Penal. Vamos ver. O grupo criado para rever o Código Penal produziu uma peça infame. É aquele texto que, na definição da pena, considera que abandonar um cachorro é mais grave do que abandonar uma criança. É aquele texto que define a quantidade de droga que caracteriza apenas consumo: o suficiente para cinco dias. Na prática, é a legalização do tráfico. É aquele texto que legaliza o aborto, violando abertamente a Constituição. Nem vi quem compõe a comissão de revisão da Lei de Execução Penal. Espero que o grupo seja mais responsável.A sociedade, diante de 50 mil homicídios por ano, pergunta aos doutores: quanto vale a vida humana?
Por Reinaldo Azevedo
Divulgação: www.jorgenilson.com

25 de abr. de 2013

Encontro ecumênico no Congresso Nacional reúne gays, socialistas e protestantes tradicionais



Encontro ecumênico no Congresso Nacional reúne gays, socialistas e protestantes tradicionais

Julio Severo
Na quarta-feira (24 de abril) a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos (FPDDH), criada para fazer oposição à Comissão de Direitos Humanos e Minorias sob a presidência do Dep. Marco Feliciano (PSC-SP), se reuniu com líderes de igrejas apóstatas para tratar pretensamente da situação de “direitos humanos,” cujo centro, na visão deles, são os direitos homossexuais.
Entre os militantes da FPDDH estão os deputados Jean Wyllys e Chico Alencar (PSOL-RJ), Domingos Dutra (MA) e Erika Kokay (DF), ambos do PT, entre outros socialistas.
Jean Wyllys
A reunião, que aconteceu às 14h00 na Câmara dos Deputados, teve como convidados oficiais representantes do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB).
CONIC já se manifestou publicamente contra a permanência de Marco Feliciano na Comissão de Direitos Humanos.
Aparentemente, a reunião com as igrejas apóstatas e Jean Wyllys e seus aliados teve como objetivo mostrar ao público brasileiro que o Cristianismo de Marco Feliciano não representa os evangélicos do Brasil.
A pergunta que podemos fazer é: qual é a espécie de cristianismo do CONIC, CMI e IECLB?
O CONIC é presidido pelo Rev. Walter Altmann. O discurso de Altmann, que tratou de ecumenismo e do papel das igrejas católicas e evangélicas tradicionais contra o governo militar no Brasil, foi elogiado por Wyllys.
Walter Altmann
É fato que Altmann atuou como opositor ao governo militar do Brasil. Durante os anos do governo militar, há registros de queAltmann recebia ajuda soviética para engajar as igrejas no apoio ao comunismo. Ele foi atuante no Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
O CMI, além de suas habituais atividades pró-socialismo, é conhecido por um amplo ecumenismo, que envolve até mesmo ativistas gays e adeptos das religiões afro-brasileiras, conforme imagem que mostra representantes dessas religiões e militantes homossexuais do grupo Harpazo, numa foto tirada na reunião de fevereiro de 2006 do CMI em Porto Alegre. Ao fundo, imagem da LBV.
Reunião ecumênica do CMI em Porto Alegre em 2006
A IECLB, onde Altmann já foi presidente, é também famosa por adotar as bandeiras do socialismo. Seu maior seminário no Brasil, a Escola Superior de Teologia (EST) em São Leopoldo, tem como um de seus professores o Rev. André Sidnei Musskopf, autor do livro “Talar Rosa,” que defende a teologia gay.
Em 2006, Luiz Mott, considerado o líder do movimento homossexual do Brasil, deu um discurso na EST atacando o conservadorismo evangélico, bem debaixo do nariz dos reverendos luteranos esquerdistas, que o aplaudiram.
Pelos padrões da Bíblia, essas igrejas e grupos seriam considerados apóstatas. E ativistas gays como Jean Wyllys sabem que os apóstatas são a melhor arma para confundir os cristãos do Brasil que se opõem à agenda gay.
Tempos atrás, Wyllys havia dito que os calvinistas são aliados do movimento gay. Agora, outros aliados se uniram a ele: CONIC, CMI e IECLB.
Se todas as esquerdas estão contra Marco Feliciano, Altmann jamais poderia ficar de fora. A presença dele numa reunião de Wyllys contra Feliciano mostra que, mais do que nunca, o líder luterano está determinado a combater o conservadorismo cristão. Se nas décadas de 1960 e 1970 ele recebia dinheiro soviético para ajudar os comunistas do Brasil, hoje ele recebe dinheiro não se sabe de quem para continuar suas atividades socialistas.
Infelizmente, grandes mídias evangélicas do Brasil, como GospelPrime e GospelMais, em vez de tratarem essas igrejas como apóstatas, as apresentam simplesmente como “igrejas cristãs”, como se de fato seguissem a Cristo.
Na minha opinião, ao fazerem tal apresentação equivocada, essas mídias violam um dos Dez Mandamentos, que ordena: “Não darás falso testemunho.”
Com informações do GospelPrime e GospelMais.
Divulgação: www.jorgenilson.com

24 de abr. de 2013

Duas denominações evangélicas contra Marco Feliciano


Duas denominações evangélicas contra Marco Feliciano

Batistas e presbiterianos pegam carona na onda de ódio da esquerda

Comentário de Jorge Nilson:

Essas duas igrejas são avessas ao pentecostalismo. Não podíamos esperar outra posição. Chegaram ao Brasil cerca de 60 ANOS  antes da ASSEMBLEIA DE DEUS. Hoje se juntar todas elas e as demais, não alcançariam os pentecostais da Assembleia de Deus.  Não quero dizer com isso somos superiores. Não, de forma alguma. Padecemos dos mesmos vícios espirituais e políticos das demais. No entanto, não nos dobraremos as ideologias esquerdistas dos PTralhas. Ainda que líderes assim o façam, muitos ministros tem sua posição definida e contrária.

Julio Severo
Se você não é batista nem presbiteriano, não precisa se preocupar com o que vai ler. Duas denominações, uma batista e outra presbiteriana, resolveram pegar carona na onda anti-Feliciano. Se artistas, ativistas gays e até gente que estava esquecida pela mídia está fazendo isso, por que não também os evangélicos?

Convenção Batista Nacional

Aparentemente, a primeira foi a Convenção Batista Nacional, que publicou uma nota oficial em 13 de abril, assinada pelo Pr. José Carlos da Silva em nome da diretoria. O comunicado, intitulado “Diretoria da Convenção Batista Nacional emite Nota Especial sobre Presidência da CDHM e outros assuntos midiáticos, com o título: ‘Lamentamos…,’” deixa claro que é “um posicionamento em nome de nossa denominação.”
A nota diz:
Face ao tema desgastado, mas ainda não sepultado pela mídia envolvendo a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, tenho sido concitado a um posicionamento em nome de nossa denominação. A Diretoria da CBN vem apenas expressar seu lamento por situação tão pequena ganhar repercussão e dar vazão a um circo de vaidades:
Lamentamos que a igreja brasileira produza e promova pessoas com oratória inflamada, mesmo com argumentos fracos e não bíblicos, simplesmente por serem portadores de um carisma pessoal, capazes de envolver pessoas com suas performances extravagantes travestidas de manifestação de poder espiritual.
Lamentamos que as Sagradas Escrituras sejam vilipendiadas pelos ditos pregadores, desprovidos de capacidade de análise piedosa e pregação simples e sincera, pois falam do que não conhecem e tentam explicar o inexplicável, apenas para arrogar maior saber diante um auditório impressionado por alguém que diz convocar serafins à sua presença, transferir unção, proclamar coisas nunca antes ditas ou frases de efeito similares…
Lamentamos que os evangélicos sejam ludibriados ao escolher candidatos que os representem nas diversas instâncias do poder republicano, pessoas despreparadas para o exercício de um mandato público, que se apresentam como voz profética ou defensores do evangelho, mas na verdade estão desenvolvendo seus projetos de poder e projeção pessoal…
Lamentamos que a CDHM seja vista pelos deputados como uma comissão de pouca expressão, por não ter peso econômico, assim como lamentamos o uso eleitoreiro do controle dela por parlamentares evangélicos…
Lamentamos que todo dia as páginas dos jornais e sites de notícias estampem alguma informação inútil sobre a CDHM e seu controvertido presidente, que como parlamentar tem o direito de ocupar o cargo, mas como pastor deveria ter aprendido a não vociferar bravatas teológicas ou palavras frívolas em suas palestras religiosas, pois ele está sendo julgado, não pré-julgado, pelo que disse.
Lamentamos que todo esse imbróglio, de fato uma cortina de fumaça para distrair os tolos e ocupar gente ociosa com causas estéreis, a verdade, a justiça e os direitos humanos sejam as verdadeiras vítimas nesse circo de vaidades, pois nenhum tema propositivo de significância foi gestado pela CDHM nos últimos tempos, e de agora em diante, nada se deve esperar.
Lamentamos que a igreja evangélica brasileira tenha sido levada a tal paradoxo ético: Como se posicionar a favor de um deputado pastor falastrão despreparado teológica e politicamente?
Eu procurei, no site da Convenção Batista Nacional (CBN), semelhantes notas contra os presidentes anteriores da Comissão de Direitos Humanos (CDH). Nada achei. Isto é, quando o PT e outros partidos socialistas dominavam a presidência da CDH desviando milhões do dinheiro público para o ativismo gay, a CBN ficava calada.
Símbolo da CBN: fogo do Espírito ou o fogo estranho do marxismo?
A nota estranhíssima da CBN está, em todos os aspectos anti-Feliciano, alinhada à onda esquerdista (secular e evangélica) que vem se levantando contra Feliciano. Os seguidores da Teologia da Missão Integral (a versão protestante da marxista Teologia da Libertação) estão todos contra Feliciano. Por coincidência, no site da CBN há um link para “Redemi (Rede de Missão Integral).” Outro link sugestivo é da Aliança Evangélica, onde um dos líderes principais é Ariovaldo Ramos, que em fevereiro firmou uma profana parceria entre evangélicos e governo do PT e, além disso,assinou documento contra Feliciano na presidência da CDH.
Tudo isso é estranho porque um dos fundadores da CBN é Enéas Tognini, famoso pastor batista que hoje é condenado pelas mesmas esquerdas anti-Feliciano porque quando os comunistas estavam tentando derrubar o governo do Brasil para implantar uma ditadura, o Pr. Enéas corajosamente conduziu uma campanha nacional de oração.
A esquerda raivosa detesta tanto o Pr. Enéas da campanha nacional de oração quanto o Pr. Marco Feliciano na presidência da CDH.
A pergunta que fica é: como a CBN conseguiu abraçar os sentimentos esquerdistas da onda anti-Feliciano?
Na sexta-feira passada, entrei em contato com a Igreja Batista do Povo em São Paulo, onde o Pr. Enéas se destaca como pastor principal, mas disseram desconhecer a nota oficial da CBN. Isso torna a nota mais estranha ainda, mas bem ao estilo do caráter esquerdista, que só trabalha nas sombras e com muita politicagem.
A nota, parecendo tentar igualmente espelhar os sentimentos dos pastores não esquerdistas da CBN, fez também algumas declarações conservadoras, mas o conteúdo principal foi atacar Feliciano.
As únicas palavras sábias da nota foram suas palavras finais: “Lamentamos ter que falar, quando mais sábio seria ficar calado.”
Por alguma razão, o caso Feliciano fez todas as esquerdas evangélicas saírem da toca e abrirem a boca.
Eu também lamento ter de denunciar essa nota, especialmente porque já precisei defender no meu blog o Pr. Enéas Tognini dos ataques da esquerda evangélica. Defendi-o nestes dois artigos:
Além disso, tenho grandes amigos na Igreja Batista do Povo que discordam da nota da CBN. Mas, apesar disso, lamento que agora a CBN esteja se aliando às mesmas esquerdas para atacar Feliciano.
Hoje, o Pr. Enéas está com 99 anos. Mesmo nessa idade, espero que possam explicar a ele o que está acontecendo com sua denominação. Estou certo de que ele agirá contra essa insanidade esquerdista.

Igreja Presbiteriana Unida

A outra denominação que pegou carona na onda anti-Feliciano foi a Igreja Presbiteriana Unida (IPU). Mas da IPU, nada se deve estranhar. A maior figura dessa denominação foi o Rev. Jaime Wright, que, com o Cardeal Dom Evaristo Arns, trabalharam incansavelmente com os comunistas e com o PT durante o governo militar.
Símbolo da IPU
A IPU foi formada por pastores que saíram Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) porque haviam optado por uma militância socialista descarada. Enquanto os que ficaram na IPB escolheram uma militância low profile, os pastores da IPU não tinham medo de expor publicamente suas ideias socialistas.
O pronunciamento oficial da IPU, emitido em 19 de abril, diz:
SOBRE A IGREJA EVANGÉLICA, O DEPUTADO MARCO FELICIANO, A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS E A DEMOCRACIA BRASILEIRA
O Conselho Coordenador da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil – CC-IPU torna público seu pronunciamento a respeito da recente discussão em torno da presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados ocupada pelo deputado Marco Feliciano.
Este pronunciamento é consequência do coerente histórico desta igreja, herdeira da Reforma Protestante, ramo presbiteriano originário do trabalho missionário do Reverendo Ashbel Green Simonton, em 1859, fundador do presbiterianismo no Brasil. A IPU se originou de homens e mulheres, pastores e leigos sob a perseguição eclesiástica e política instaurada no Brasil a partir da década de 1960, que ceifou vidas de pastores e de leigos ministros religiosos e eclesianos. Dentre seus membros de primeira hora, conta-se o Reverendo Jaime Wright, defensor incondicional dos direitos humanos e participante do projeto “Brasil: Nunca Mais”, junto com Dom Paulo Evaristo Arns.
Em vista desses fatos, o CC-IPU:
…Alerta:
Que o deputado Marco Feliciano defende uma agenda política própria, que interessa a um grupo restrito de brasileiros, muitos deles denominados evangélicos;
Que, embora qualquer deputado tenha o direito de exercer a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, considera-o sem condições políticas para o pleno exercício deste cargo;
Que, não obstante reconheça que o eleitorado do deputado Marco Feliciano seja composto por evangélicos, nega que ele, ou qualquer político, bloco parlamentar ou partido, represente todos os evangélicos brasileiros e lamenta seu despreparo teológico, vergonhosamente demonstrado na sua defesa da interpretação da origem dos povos africanos e no desconhecimento e desrespeito aos direitos das minorias.
Pesquisei o site da IPU para ver se havia algum pronunciamento contra os socialistas que foram presidentes da CDH e desviaram milhões do dinheiro público para o ativismo gay, e nada encontrei.
O infame pronunciamento anti-Feliciano da IPU foi divulgado também no site Médicos de Cristo, um portal evangélico que se diz pró-vida. Com gente pró-vida dessa espécie, a agenda abortista e homossexualista só tenderá a avançar.
Absurdamente, agem como se Feliciano fosse a maior ameaça na CDH. Dos setores esquerdistas, essa paranoia é previsível.
A IPU nasceu para ser esquerdista. Não vejo esperança de modificar seu fanatismo pela Teologia da Missão Integral. Mas duvido que a CBN tenha sido fundada para ser esquerdista. Por isso, peço que encaminhem este texto ao Pr. Enéas Tognini.
Parece que a Igreja Batista da Lagoinha também faz parte da CBN. Mas, de novo, duvido que estejam compactuando com a insana nota da CBN e espero que acabem mostrando ao público seu posicionamento.
Espero também que outras denominações evangélicas não sigam o péssimo exemplo dos pronunciamentos anti-Feliciano da CBN e da IPU. Se quiserem pegar caronas em ondas, evitem as ondas de ódio da esquerda evangélica.
Por que não escolher as ondas do Espírito Santo?
Divulgação: www.jorgenilson.com