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27 de dez de 2008

E B D -Escola Bíblica Dominical

Lição 13 - O valor do Estudo da Bíblia

Leitura Bíblica em ClasseSl 119.11-19
Introdução
I. O que é ler a Bíblia
II. O estudo significativo da Bíblia
III. Benefícios no estudo da Bíblia
IV. Como estudar a Bíblia
Conclusão:
Título deste subsídio: O valor do estudo da Bíblia
Autor: Elinaldo Renovato de Lima (comentarista da lição deste trimestre)

Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia! (Sl 119.97).
Estudar a Bíblia não é apenas lê-la. É aproveitar lições preciosas para o crescimento espiritual, extraindo alimento para a alma. A Bíblia é o Livro de Deus. Ela é a mensagem de Deus para todas as pessoas, em todos os tempos, em todos os lugares. Deus amou o mundo. “[...] Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm 2.3,4). A Bíblia é a revelação especial de Deus para a humanidade. Ainda que seja o livro mais editado, no mundo, ao longo dos tempos, é, ainda, o livro menos conhecido de muitos povos e nações. O desejo de Deus é que a sua Palavra chegue a todo o ser humano, para que seja lido, apreciado e estudado.
Ler, de uma forma geral, significa passar a vista pelas palavras de um texto. Ler a Bíblia já é algo bastante proveitoso para quem tem a oportunidade de ter o Livro Sagrado em suas mãos. Há povos não-alcançados pelo evangelho de Cristo que jamais tiveram um só exemplar da Bíblia nas mãos de qualquer pessoa. Graças a Deus, no mundo Ocidental, em que (ainda!) há liberdade de culto, existem pessoas que possuem não só um exemplar, mas muitos, da Bíblia Sagrada.
Os cristãos, em geral, gostam de ler a Bíblia. Uns mais; e outros, menos; há, ainda, os que nunca leram a Bíblia. Neste trabalho, desejamos enfatizar o ato de “estudar” a Bíblia. É mais do que apenas lê-la. Na leitura, há benefícios para a mente, para a alma. Mas, no estudo, há maior aproveitamento do conteúdo, da mensagem, e dos ensinos e doutrinas, que permeiam as páginas do Santo Livro, dado por Deus à humanidade, e, principalmente, aos que nEle crêem.
Há inúmeros exemplos de pessoas que, nos mais variados momentos e situações da vida, encontraram respostas para seus problemas nas páginas da Bíblia Sagrada.

I – O QUE É LER A BÍBLIA

1. LEITURA COMUM
Ainda que o dicionário também defina o verbo ler como estudar, podemos afirmar que, na prática, ler a Bíblia se constitui no ato de passar a vista de modo corrido, por suas palavras ou sentenças. No livro de Atos, temos o exemplo claro de um homem que estava lendo, e até procurando estudar, mas não conseguia entender o texto: “[...] E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração, regressava e, assentado no seu carro, lia o profeta Isaías” (At 8.27,28; grifo meu).
O ato de ler, simplesmente pode levar a pessoa que tem um livro em mãos, a percorrer suas páginas, apenas passando e repassando as folhas, sem um exame mais atento e acurado, do conteúdo lido. Há, nas igrejas locais, pessoas que têm o hábito de ler a Bíblia. Algumas sentem-se orgulhosas por poderem dizer: “Já li a Bíblia toda ‘tantas’ vezes”. E isso causa admiração aos que ainda não leram o Livro todo nem uma vez. A leitura bíblica, de modo repetido, sempre deixa, na mente do crente algum conhecimento, algum proveito, por tratar-se de uma palavra viva e poderosa (Hb 4.12). Mas ler não é a mesma coisa que estudar.

2. LEITURA PERSISTENTE

Diz Paulo: “Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá” (1 Tm 4.13). Há muitos cristãos que começam a ler a Bíblia, no início do ano, com o propósito de lê-la todos os dias. Mas são poucos os que alcançam esse objetivo. Assim, como acontece, quando o crente define o propósito de orar, diariamente, o desejo de ler a Bíblia sofre muitas oposições. Não é fácil dedicar-se à oração e à leitura da Bíblia. Fatores, os mais diversos, contribuem para que haja a perda de interesse por essa prática saudável na vida devocional. Cansaço, fadiga, distrações (TV, revistas e outros) contribuem para o descuido em ler a Bíblia. Mas, se o fiel desejar crescer na fé, precisa, antes de qualquer coisa, começar pelo menos a ler a Bíblia. Uma meta por demais significativa é procurar ler a Bíblia toda, durante o ano.

II – O ESTUDO SIGNIFICATIVO DA BÍBLIA

1. O QUE É ESTUDAR

O dicionário nos diz que estudar é “Aplicar a inteligência a, para aprender; Dedicar-se à apreciação, análise ou compreensão de; examinar, analisar [...] Observar atentamente [...] Procurar fixar na memória; esforçar-se para saber de cor [...] Aplicar o espírito, a memória, a inteligência, para saber, ou adquirir instrução ou conhecimentos [...] Ser estudioso [...] Meditar, pensar; assuntar”.1
Aplicando essas definições ao estudo da Bíblia, podemos dizer que estudar a Bíblia é aplicar a inteligência para apreciação, análise e compreensão dos textos bíblicos; é procurar aplicar o espírito, a memória e a inteligência, para saber, ou adquirir instrução e conhecimentos da Palavra de Deus.
O estudioso da Bíblia procura “conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência” (Pv 1.2). Estudar a Bíblia leva o crente a ter sabedoria, ou seja, a capacidade para praticar o conhecimento, ou a ciência das coisas de Deus, em todos os aspectos da vida. O estudo da Bíblia não pode tornar-se mero aprendizado teórico, ou a memorização de textos. O estudo bíblico deve ter como objetivo a prática dos princípios divinos na vida diária. Um dos problemas que envolvem o estudo teológico é a visão acadêmica que domina muitos estudiosos, que se deleitam em expor idéias, doutrinas e filosofias, que só servem para o orgulho do intelecto e o diletantismo dos seus teóricos. No estudo da Bíblia, não há lugar para a soberba intelectual.

III - BENEFÍCIOS NO ESTUDO DA BÍBLIA

1) Crescer em conhecimento

O servo, ou serva de Deus, precisa ler e estudar a Bíblia, diariamente, para crescer no conhecimento do Senhor Jesus Cristo (2 Pe 3.18). Há muitos cristãos raquíticos na fé por falta de conhecimento. Há quem diga que, no meio pentecostal, há muito barulho e pouco conhecimento da Palavra de Deus; pode parecer desconfortável, mas a prática nos mostra que é grande o número de pessoas, nas igrejas pentecostais, e mais ainda, nas neopentecostais, que não procuram aprofundar-se no conhecimento das verdades bíblicas.
Este autor costuma usar metáforas, aplicadas à vida cristã, ao dizer: Há cristãos que não crescem no conhecimento das coisas de Deus. Uns ainda estão no “Jardim de Infância da Fé”, depois de terem saído da pediatria espiritual; outros contentam-se em ficar na “Creche da Fé”, apenas dependendo dos cuidados dos mais experientes (é um dever da igreja local cuidar dos novos na fé); mas há pessoas, com mais de dez anos de conversão, que não querem buscar o conhecimento. Este é progressivo. Exige esforço, dedicação, disciplina, interesse e persistência.
Quando os crentes não lêem, nem tampouco estudam a Bíblia, portam-se como meninos espirituais. Daí, porque há tanto emocionalismo, em muitas igrejas locais. É a falta de conhecimento. Por falta de conhecimento bíblico, há muitos que se deixam levar por “vento de doutrina”, ou seja, por modismos passageiros, que têm levado muitos à ruína espiritual.
Há igrejas locais, ou denominações, que chegam ao absurdo de dizer que o verbo pedir (gr. sôzo) é a mesma coisa que “exigir”. E muitos, por falta de conhecimento, querem por Deus “no canto da parede”, “exigindo” seus direitos! Diz Paulo: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Ef 4.13,14).
Diz a Palavra: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor: como a alva, será a sua saída; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra” (Os 6.3). No meio pentecostal, e mais especialmente, no meio neopentecostal, há uma grande superficialidade entre grande parte dos fiéis. Por falta de estudo, bem como de ensino da Palavra de Deus, é que os modismos e invencionices têm tomado conta de muitas igrejas locais. Diz a Bíblia: “A sabedoria é a coisa principal; adquire, pois, a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o conhecimento” (Pv 4.7). A falta de conhecimento da Palavra de Deus leva à destruição: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Os 4.6a).
2) Meditação
O salmista tinha prazer em ler e meditar na Palavra de Deus: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97, grifos meu). Meditar pode ser entendido como a atitude interior, de reflexão, ponderação e exame daquilo em que se pensa. Os místicos da Nova Era levam as pessoas a adotarem a chamada meditação transcendental, que conduz experiências de transe espiritual de modo passivo. Mas a meditação, com base na Bíblia, leva o crente a ter a mente ativa na absorção das mensagens proporcionadas pelo Espírito Santo de Deus.
O hábito de ler e estudar a Bíblia, meditando, resulta em grandes benefícios espirituais. Através desse hábito, o crente avalia sua situação diante de Deus; seu nível de conhecimentos bíblicos; e abre o coração para ouvir Deus falar pela Palavra. Numa leitura rápida e superficial, dificilmente alguém poderá ouvir a voz de Deus. A vida moderna, com sua pressa, com seu corre-corre, prejudica a atitude reflexiva. Diante de um televisor, não há o que meditar. As mensagens já são oferecidas prontas e acabadas, por meio de milhões de “pixel”, ou de pontos luminosos, que parecem hipnotizar os telespectadores. Porém, diante da Bíblia, ninguém poderá ser abençoado, se não parar para pensar e procurar ouvir Deus falando através de suas páginas.

3) Prevenção

É necessário ter a Palavra no coração para não pecar (Sl 119.11). O velho ditado popular, que diz: “É melhor prevenir que remediar” faz muito sentido, quando aplicado à vida cristã. Ninguém cai, no pecado, numa fração de segundo. Normalmente, a tentação, tal qual um pássaro vagante, sobrevoa a mente e os pensamentos. Mas muitos deixam que ela faça um ninho em seu interior. Um dos fatores que contribuem para a queda, ante a tentação, é a falta de vigilância. Primeiro, por não ter uma vida de oração. Jesus disse: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Em segundo lugar, a falta de leitura e estudo da Bíblia, de modo que a mente fique saturada da Palavra de Deus, é fator decisivo para o fracasso diante da tentação. Outro ditado ilustra a vulnerabilidade mental diante dos ataques do Maligno: “Mente desocupada é oficina do Diabo”. E há várias formas de esvaziar a mente.
Diante de novelas recheadas de satanismo e sexo ilícito, muitos ficam totalmente vazios da presença de Deus; diante de conversas irreverentes, de murmuração, e leviandade, muitos não dão lugar à presença do Espírito Santo e ficam vazios. Por isso, a leitura e o estudo da Bíblia podem ocupar os espaços da alma para que o crente não seja fragilizado diante das tentações. Diz o salmista: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11). Isso significa meditar na Palavra de Deus, valorizando seus ensinos e lições para a vida.

4) Consolo

“Lembra-te da palavra dada ao teu servo, na qual me fizeste esperar. Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou” (Sl 119.49,50). A vida cristã tem momentos difíceis. Muitas vezes, as lutas parecem intermináveis. Sem o consolo divino, é impossível ter paz de espírito em determinadas situações. Ao contrário do descrente, que, em momentos de tribulações, recorre à bebida alcoólica, à vingança, ou se entrega à depressão, o servo ou a serva de Deus, busca o consolo na leitura da Bíblia. Muitos textos bíblicos têm servido de conforto para os momentos de angústia. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1); “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará” (Sl 23.1); “Isto é a minha consolação na minha angústia, porque a tua palavra me vivificou” (Sl 119.50). Estes e inúmeros outros textos têm sido meios usados por Deus para levantar muitos abatidos e desanimados.

5) Direção divina

“Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). Em momentos de dúvidas, qual a direção a seguir? Qual a melhor decisão, quando nos vemos diante de uma encruzilhada da vida? O não-crente recorre ao horóscopo, aos adivinhos, aos demônios. Mas o crente fiel busca o direcionamento, na oração, na presença de Deus, e na sua Santa Palavra. A leitura da Bíblia, em oração contrita, pode ser um meio abençoado de ter a direção do Senhor para as decisões a tomar. Deus fala através de sua Palavra. São inúmeros os testemunhos de pessoas que, sem saber o que fazer, tiveram o discernimento de seus problemas, através da leitura da Bíblia. Nunca se ouviu dizer que os livros dos filósofos, ou as obras famosas dos intelectuais, guiassem ninguém, nos momentos de aflição ou de incertezas. Mas são abundantes os relatos de homens e mulheres, que foram guiados pela Palavra de Deus. Como lâmpada e luz, a Bíblia nos mostra o caminho a seguir, tanto na vida espiritual, como nas outras áreas da vida.

6) Poder espiritual contra as tentações

“Está escrito”. Após ser batizado, no Jordão, Jesus foi levado ao deserto para ser tentado, ou provado. Esta é uma prova eloqüente de sua humanidade. Abrindo mão do uso poderoso de seus atributos divinos, o Senhor deixou-se levar ao paroxismo da provação pelo Adversário, em pleno deserto, enfrentando o calor sufocante do dia, e o frio intenso da noite, sem comer. Ao sentir os efeitos da fome, no seu auge, o Tentador se aproxima do Mestre e lhe propõe transformar pedras em pães. Jesus, usando o texto de Deuteronômio 8.3, diz, resolutamente: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4.4). Ele não investiu com impropérios contra o Tentador, mas usou “a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17b), vencendo a primeira investida satânica, para pôr em dúvida sua divindade.
Não se dando por vencido, o Tentador procurou usar outra estratégia. Não sabemos como, mas a Bíblia diz que o Adversário “o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo”, sugerindo-lhe que se atirasse do alto abaixo, citando, atrevidamente, o Salmo 91.11: “Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra”. A tentação estava-se intensificando, à proporção que as forças físicas do Senhor descaíam. Mas Jesus, outra vez, usando a Palavra citou Deuteronômio 6.16, dizendo: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus”.

A última tentativa do Adversário de levar Jesus a fraquejar espiritualmente e ser derrotado para sempre foi desencadeada, apelando para a “concupiscência do mundo”, através da sugestão para a obtenção do poder e da glória humana. O Tentador “mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.8,9). Com fome e sede, abatido fisicamente, sentindo-se pobre, no sentido humano, o que se passaria pela cabeça de um ser humano, diante de tão sugestiva oferta? Para um homem comum, talvez a visse como irrecusável.

Mas Jesus, resolvendo dar um basta no atrevimento do Adversário, usou a Palavra, com autoridade suprema, e replicou: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Ali, foi demonstrado o poder da Palavra de Deus sobre a tentação; mesmo que a mente esteja sob o efeito da fraqueza da carne, Jesus mostrou-nos que é possível vencer todas as tentações usando o poder da Palavra de Deus.

7) Ordenamento da vida

“Ordena os meus passos na tua palavra, e não se apodere de mim iniqüidade alguma” (Sl 119.133). No mundo relativista, a vida das pessoas, em geral, está desordenada. A falta de ética predomina em todas as áreas da vida social. As pessoas não querem saber de disciplina, de normas, e muitos passam a adotar a libertinagem como estilo de vida. A juventude e a adolescência têm sido guiadas pelos formadores, ou deformadores de opinião, e aceito a filosofia do “é proibido proibir”.

No entanto, os servos e servas de Deus, jovens ou adultos, procuram pautar suas vidas segundo a Palavra de Deus, de modo ordenado, disciplinado e ético. “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). O crente em Jesus não se guia pelas novelas, pela mídia, pelos filmes profanos, nem pelas opiniões dos intelectuais, filósofos, professores, ou “sábios” mundanos, pois eles: “Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos” (Rm 1.22; 1 Co 1.26).
Com base na Bíblia, os pais podem orientar seus filhos a terem uma vida ordeira, disciplinada, com segurança, para enfrentarem os desafios da vida pós-moderna; os cônjuges podem viver com satisfação e santidade, dando exemplo aos filhos e aos mais jovens, fortalecendo a instituição familiar. Como se vê no Salmo 119.133, o ordenamento da vida tem por objetivo evitar que a iniqüidade se apodere do homem ou da mulher de Deus.

Fonte: CPAD

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