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28 de set de 2011

A escravidão pelo prisma de negros que não se negam a admitir suas responsabilidades enquanto Povo e Raça. Este documentá




A escravidão pelo prisma de negros que não se negam a admitir suas responsabilidades enquanto Povo e Raça.



Este documentário, produzido pela TVI24 do país Africano Moçambique, é um dos filmes mais esclarecedores e desmistificadores sobre a História da Escravatura que já vi. Nele, paradigmas falaciosos são desmascarados, mostrando-se que povos negros tiveram grande responsabilidade no processo de escravidão da raça negra. Este extraordinário documentário demonstra através de fontes primárias e secundárias de alto valor investigativo que a Escravidão como fenômeno social ocorrido na África foi muito mais desenvolvida por povos árabes-mulçumanos e – pasmem! – pelos próprios negros africanos de tribos superiores do que por povos europeus brancos.

A mim o que me chama a atenção – além dos documentos apresentados – são os depoimentos de importantes historiadores NEGROS – como o Profº Dr.º Tidiane N’Diaye e o Profº Drº Salah Trabelsi – atestando, clara e factualmente, que os grandes responsáveis pelas ondas de desenvolvimento da escravidão na África foram os próprios negros. No caso, os negros de tribos mais fortes perseguiam, escravizavam e vendiam para árabes e europeus os seus semelhantes, em troca de riquezas e poderio na região.

Em 2010, escrevi, num artigo para o Jornal Correio de Sergipe, a respeito desta temática da escravidão dos negros e das políticas públicas fundadas em Ações Afirmativas – nos mesmos termos em que foram condenadas pelo acadêmico negro americano Dr. Walter Williams – o seguinte:

“Disse, a pré-candidata, no “nonsense” Encontro de Negros e Negras do PT: “nós vamos fazer políticas de cotas queiram eles ou não” (14 de maio,http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u735507.shtml).

Esta afirmativa demonstra bem os termos da “daemoncracia” petista. Ou seja: o “queiram eles ou não” é a atestação da pouca importância que se dá na “religião” petista às idéias contrárias (e exatamente por isso falamos em daemon, “demônio” em latim, e não em demo, “povo” em grego, cracia). O caso das cotas – que, inclusive, está sub judice no STF – é mais um desses engodos construídos conceitualmente e impostos à sociedade. Se, por um lado, Deus criou o homem e a mulher – e a natureza (por supuesto) nos prova isso –, por outro, as concepções desconstrucionistas da filosofia “iluminista” e pós-modernista intentam, a todo custo, eliminar do nosso ideário psicossocial esses concretos e reais conceitos e construir pseudos dicotomias conceituais, tais como, brancos x negros, ricos x pobres, empregador x empregado, primeiro mundo x terceiro mundo e etc, que, em si mesmas, não representam a gênese dos fatores causantes dos males individuais e sociais que, ordinariamente, vivemos. Ou seja: em realidade, os problemas histórico-sociais que a humanidade já enfrentou, e enfrenta (sejam eles quais forem), dão-se por questões que são intrínsecas à formação do caráter do ser humano – seja homem, seja mulher – indo, assim, muito mais além de atributos como a nacionalidade, a cor da pele, as posses pessoais, e o papel social que cada um de nós desempenha. Assim, é claro que encontraremos pessoas de bom e mau caráter – em pensamentos, palavras e ações – tanto entre os brancos e negros africanos (ou europeus), quanto entre os empregadores e empregados da China, EUA ou Cuba, e do mesmo modo, entre os governantes e governados do Brasil, do Afeganistão e etc. Nesses termos, por exemplo, a questão racial, em realidade, é subjacente a um problema muito maior que está dentro de cada ser humano – homem ou mulher – de qualquer cor, nacionalidade ou condição social: o desejo egocêntrico de dominar e ser senhor sobre tudo e sobre todos. Não é por outra razão que a escravidão, infelizmente, sempre esteve presente em todas as sociedades, inclusive, nas ditas civilizadas e berço da razão científica libertadora, como foi o caso da Grécia, anteriormente, e mais, recentemente, da França, que só aboliu o sistema escravocrata mais de meio século depois – mais precisamente em 1848 – da “iluminada” Revolução Francesa.

Neste sentido, há muito já foi provado cientificamente que a questão da escravatura africana ocorreu antes mesmo da chegada dos europeus “brancos” à África, no século XV. Autores importantes como Bernard Lugan (In: Afrique, l’Histoire à l’Endroit. Paris: Perrin, 1989) e Salah Trabesi (historiador, negro, da Université de Lyon) – e inclusive autores africanos como Tidiane N’Diaye (In: Le Genocide Voilé. Paris: Gallimard, 2008) e Ibrahima Thioub (historiador da Université de Dakar) –, mostram, com provas cabais, que a escravidão, em princípio, foi resultado da própria ação das tribos negras mais fortes sobre as mais fracas. Num segundo momento, a partir do século VII – portanto, muito antes dos “europeus brancos” – as tribos negras mais fortes vendiam seus “irmãos” negros capturados aos islâmicos no que se convencionou chamar de escravidão oriental, com cifras muito maiores que a escravidão ocidental (fala-se numa diferença de mais de 5 milhões a favor da primeira). Mas, claro, essas coisas não são ditas nos livros de História do establishment muito menos nas universidades ideologicamente descomprometidas com a Verdade. E aí se constrói toda uma ideologia cultural, assentindo que o problema da discriminação racial foi estabelecido pelos “homens brancos” e, portanto, eles (e quem são eles? Nós?) devem pagar, modernamente, por isso.

Destarte, eu olho para a minha pele – nem branca e nem negra – e fico a pensar que seria bom, para eu poder receber e gozar todos esses benefícios das tais políticas “afirmativas” de cotas (afirmativas de uns e opressivas de outros), que fosse criado o movimento dos homens de pele marrom – e eu poderia, neste sentido, argumentar que fiquei marginalizado na sociedade e excluído do poder, durante séculos, pela disputa egocêntrica entre brancos e negros – e assim, eu poderia aceder aos cargos e vagas do serviço público de uma forma privilegiada (como se propõe no Estatuto da Igualdade Racial, PL 213/2003, do Senador Paulo Paim, PT), mesmo que, no meu caráter, eu não tenha méritos e capacitação intrínseca e extrínseca para a habilitação neles. Isso é absurdo; um nonsense; uma escravidão às avessas, sem razão de ser, que oprime quem não deveria ser oprimido, ou seja, os que, brancos, pardos, índios – seja lá o que forem – lutam e se esforçam, física e intelectualmente, para atingir seus sonhos e objetivos. Mas, é claro que, nos tempos da Era do Estado do PT e do Governo Lula, não há espaço para essas discussões. Se assim o for, seremos patrulhados (ou “ptralhados”, como diz o jornalista Reinaldo Azevedo), correndo o sério risco de sermos, secretamente, escravizados pela ideologia do politicamente correto dominante.”


PARTE 2:




PARTE 3:





Por: Prof. Uziel Santana


Divulgação: www.jorgenilson.com

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