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23 de jul de 2008

Juiz brasileiro determina que livro de padre denunciando a bruxaria sja removido de livrarias



Juiz brasileiro determina que livro de padre denunciando a bruxaria seja removido de livrarias
Declara que o governo estadual tem a obrigação de preservar a “respeitabilidade” e “permanência” de tais práticas
Matthew Cullinan Hoffman

BAHIA, Brasil, julho de 2008 (LifeSiteNews.com) — Um juiz do estado da Bahia, Brasil, ordenou o confisco de um livro escrito pelo padre Jonas Abib, no qual ele condena a feitiçaria como imoral.
O livro — “Sim, Sim! Não, Não! Reflexões de Cura e Libertação” — adverte os leitores contra os perigos do ocultismo, inclusive as religiões afro-brasileiras conhecidas como “espiritualismo”. De acordo com o site do Pe. Abib, o livro já teve 81 reimpressões e vendeu mais de 400 mil exemplares.
“Pe. Jonas, assim como Paulo, ousadamente denuncia as obras das trevas, levando o leitor a se conscientizar sobre o controle da mente, a ioga, a astrologia, a magia e a evocação dos mortos, revelando a verdade sobre as obras das trevas, com as quais é preciso romper urgentemente”, diz um resumo do livro postado no site dele.
O promotor público Almiro Sena, porém, acusa Abib de “fazer declarações falsas e discriminatórias sobre o espiritismo e sobre as religiões da África, como a Umbanda e o Candomblé, assim como incitação flagrante à destruição e desrespeito a seus objetos de culto”.
Ele acrescentou que a violação é mais grave porque “a Constituição estadual [da Bahia] diz que é obrigação do Estado preservar e garantir a integridade, respeitabilidade e permanência dos valores das religiões afro-brasileiras”.
Ricardo Augusto Schmitt, juiz de direito da cidade de Salvador, Bahia, decidiu em favor do processo em maio, e ordenou o confisco de todos os exemplares do livro das livrarias do estado.
A decisão ocorre depois de outras ações que foram tomadas contra os cristãos no Brasil por expressarem publicamente suas opiniões com relação a formas de conduta que são atualmente favorecidas pelo governo. A organização evangélica Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC) foi censurada por um juiz no ano passado quando iniciou uma campanha para defender o casamento heterossexual e condenar o comportamento homossexual.
O Dep. Miguel Martini denunciou, a partir da Câmara dos Deputados em Brasília, essa decisão e expressou preocupação de que o Brasil está começando a censurar as convicções dos cristãos.
“Aonde estamos chegando neste País?”, perguntou ele. “Há um projeto de lei tramitando no Senado que quer limitar a manifestação, por parte dos cristãos, das suas convicções bíblicas e evangélicas. E agora há uma decisão judicial, da qual, é claro, cabe recurso. Tenho certeza de que ela será derrubada, pois o corpo jurídico da editora já está entrando com ação”.
O jornal Folha da Bahia também noticia que o Pe. Abib será intimado a aparecer no tribunal para ser informado do veredicto, embora não haja relatos de audiências subseqüentes. A editora do livro, Canção Nova, negou publicamente a legitimidade das acusações, e diz que não foi informada do julgamento.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: LifeSiteNews

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