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27 de out de 2013

Pastor Abílio Santana e Evangélicos fizeram manifestação em defesa dos pastores mortos



Pastor Abílio Santana e Evangélicos fizeram manifestação em defesa dos pastores mortos


Foi realizado nesta sexta-feira 25/10/2012 uma manifestação dos evangélicos em defesa dos pastores  às 14 horas em frente ao shopping Iguatemi, em Salvador, para pedir mais investigações no caso do pastor conhecido como Mário Sales, morto pela polícia no último dia 17, juntamente com outras três pessoas, uma das quais Jeisivan Dias que era também pregador. Um dos organizadores deste evento foi o pastor Abílio Santana Líder da igreja evangélica Assembleia de Deus Madureira, ele também deu uma entrevista ao vivo por telefone na radio Feira FM no programa Fala Cidade com o pastor Edcarlos, nosso reporter Jackson Gomes do Feira TV Gravou a entrevista.   veja o vídeo

                        Imagens de Jackson Gomes

Um grupo denominado Movimento Mário Sales foi criado no Facebook, que foi utilizado para divulgar a manifestação desta sexta. O grupo tinha até o final da tarde dessa quinta-feira 24/10 a participação de quase 5 mil membros e passavam de mil os compartilhamentos do evento em diversas páginas.
Os organizadores esperam obter 10 mil assinaturas, antes de encaminhar o documento até para organismos internacionais de defesa de direitos humanos.
A manifestação ocorreu em Salvador porque o pregador pentecostal já tinha obtido fama nacional. Nas páginas de notícias sobre o caso na internet, são milhares as manifestações de indignação, vindas de diversas cidades e estados do país. Alguns praguejam contra os policiais, chamados no mínimo de despreparados.
Os evangélicos se recusam a acreditar na versão da polícia. O delegado regional Ricardo Brito tem afirmado categoricamente que Mário Sales fazia parte do bando de Rabicó (Enderson Almeida Souza Matos, 23 anos), que segundo a polícia, roubava carros e era envolvido também com o tráfico de drogas. O outro morto foi Fábio de Almeida Silva, 24. No dia da operação foi informado pela polícia que outros dois envolvidos tinham conseguido fugir.

Mãe admite compra de carro roubado

A mãe de Mário Sales, Veranildes Santos, disse que o filho não era bandido e considerou que sua morte foi injusta. Porém admitiu que ele tinha comprado um carro roubado.
“Meu filho veio comprar esse carro. Meu filho sabia que com certeza o carro era roubado. Ele sabia disso. Porque não existe um Peugeot daquele, novo, zerado, por R$ 14 mil. Meu filho sabia”, revelou, em conversa com o repórter Denivaldo Costa, na rádio Subaé. Neste carro, onde Mário estava no momento da operação, a polícia disse ter encontrado tabletes de maconha para serem traficados.
Para Veranildes o filho foi morto porque tentou fugir. “O próprio policial falou a mim. ‘Olha moça, seu filho morreu porque correu. Ele não estava atirando. Quem atirou foi Rabicó e o outro. Seu filho morreu porque correu'".
Ela disse desconhecer as pessoas com quem o filho veio fazer negócio com o carro. Veranildes classificou o pastor como “uma pessoa maravilhosa”, que era tudo para ela. A mãe informou ainda que Mário deixou um filho de três e outro de seis anos. Ele faria aniversário de 25 anos no dia seguinte à data em que foi morto.

Marco Feliciano interfere no caso

Diante da comoção no meio evangélico, o caso acabou chegando ao conhecimento do polêmico deputado e pastor Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal.
Ele então decidiu enviar seu chefe de gabinete, Talma Bauer, a Feira de Santana. Segundo o deputado, o chefe de gabinete também é delegado. Ao anunciar a vinda de Bauer, Feliciano adiantou em seu perfil no Twitter que existem muitas discrepâncias no caso e um forte indício de execução por parte da polícia local”.
Depois de conversar com o delegado regional em Feira de Santana, Bauer adotou um tom muito mais ameno. “A polícia está apurando, está fazendo um bom trabalho. Está dentro dos padrões que a gente esperava, sem sombra de dúvida”, declarou em entrevista coletiva. Acrescentou que em sua avaliação, a polícia agia “com rigor e isenção”.
Ao enviar relatório por escrito a Feliciano, Bauer só fez acrescentar dúvidas ao caso, pois inocentou o jovem pastor, sem questionar a ação policial. “Concluí que o pastor não tinha nenhum envolvimento com os atos criminosos sem sombra de dúvida. Apenas se conclui que os outros rapazes se aproveitaram da falta de experiência e lhe ofereceram carona, pois o mesmo não guiava automóvel e, também, frequentava igrejas em companhia dos rapazes, e, estes, iludiram o pastor Mário, de que estariam se regenerando. Por isso, afirmo, em relação aos fatos, que ele estava no local e na hora errada, com as pessoas erradas, pois o carro que ele estava era conduzido por Jeisivam Cristiano Dias Brito, que até então não tinha passagem policial”.
Até nisso foi contraditório, pois na entrevista em Feira tinha dito, referindo-se a que “a pessoa que estava andando e pregando com ele já tinha um passado, e está reconhecido, no roubo”.

Delegado não tem dúvida de que pastor era criminoso

O delegado Ricardo Brito foi categórico sobre a participação de Mário Sales. Não como um mero comprador de um carro roubado, mas como parte atuante do grupo. “Ele participava da quadrilha roubando também os veículos”, garantiu. Uma das vítimas da quadrilha inclusive foi um outro pastor, revelou o delegado, assegurando que havia uma investigação prévia.
Ricardo Brito avalia que tanto Bauer quanto os pastores que o acompanharam saíram convencidos de que a polícia está correta. A polícia aguarda laudos de algumas provas técnicas e estima a conclusão do inquérito em 30 dias.
O delegado afirma ter encontrado três revólveres calibre 38 e uma pistola 9 milímetros “de uso restrito” de fabricação filipina. Ele nega a execução. “Infelizmente eles revidaram a abordagem trocando tiros e vindo a óbito”, explicou.
A polícia aguarda laudos de algumas provas técnicas e estima a conclusão do inquérito em 30 dias.
Veja o vídeo 

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