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30 de jan de 2014

Até quando o Brasil vai tolerar as mentiras e loucuras de Jean Wyllys e Maria do Rosário?


Até quando o Brasil vai tolerar as mentiras e loucuras de Jean Wyllys e Maria do Rosário?

Julio Severo
Quando o jovem homossexual Kaique Augusto Batista dos Santos apareceu morto dias atrás em São Paulo, Jean Wyllys já sabia a resposta: “homofobia.” O deputado, quase sempre alucinado, disse em seu típico tom estridente: “Kaique foi morto. Outros virão. Cada vítima tem um assassino. Mas há outros, no Congresso, no governo e nas igrejas.”
Ele levou suas estridentices à Carta Capital, que, se tivesse um pingo de jornalismo real, teria investigado o caso. Mas quem trabalha com motivações ideológicas não precisa apurar nada nem se preocupar com a verdade.

A Pizzaria Brasil, em excelente vídeo intitulado “Os Caçadores de ‘Homofóbicos’’’ (http://youtu.be/MFKDlQKURaQ) deu até agora a melhor versão do caso.
A versão oficial da polícia de São Paulo foi que o rapaz se matou depois de sair de um boate gay. O motivo do suicídio? Perdeu o amante. Mas para Jean Wyllys, quem foi o culpado? Ele disse, na Carta Capital, sobre o caso Kaique: “Em cada caso aparece, como pano de fundo, o discurso de ódio alimentado por igrejas caça-níquel e pela bancada fundamentalista no Congresso federal, que em 2013 ganhou de cínico presente, com o apoio da bancada governista, a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. É claro que a violência é praticada por pessoas violentas e os agressores são responsáveis por seus atos, mas não é por acaso que as vítimas dessas agressões sejam, repetidamente, jovens homossexuais, e que muitas vezes as pancadas venham acompanhadas por citações bíblicas. A culpa não é da Bíblia, mas dos charlatães que, em nome de uma fé que não têm, distorcem seu texto e seu contexto para usá-la contra a população LGBT, pregando o ódio e convocando a violência. Eles fazem isso por dinheiro e poder — ou você acha que realmente acreditam em alguma coisa? — e o resultado é um país que já se acostumou a assistir no Jornal Nacional à morte de mais um jovem gay, mais uma jovem lésbica, mais uma travesti ou uma pessoa transexual, vítimas do ódio irracional que os fundamentalistas promovem.”
Isto é, se o jovem homossexual se suicidou, a culpa não é a perda de seu amante ou envolvimento em depravada boate gay, mas do “ódio irracional que os fundamentalistas promovem” — que são as igrejas, a bancada evangélica e Marco Feliciano!
Recado de Julio Severo para Jean Wyllys via Twitter
Anos atrás, no artigo “Homolatria: As vítimas VIP da violência no Brasil,” apontei que não existe nenhum holocausto homossexual no Brasil. Mas Wyllys e outros insistem em ver por toda parte homossexuais assassinados por “homofobia” — de preferência, assassinados por pastores e outros cristãos. Sem mencionar que incham todos os números, como sempre fizeram com a parada gay.
Já nos casos de pessoas assassinadas por homossexuais, Wyllys e sua turma silenciam, como mostrei no artigo: “Dois assassinatos horrendos, um assassino e nenhum homossexual.”
Mas a loucura sobre o suicídio de Kaique não veio somente de Wyllys. Augusto Nunes, colunista da revista Vejadiz:
Maria do Rosário resolveu tudo com outra nota oficial cuja essência é reproduzida a seguir:
“A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República vem a público manifestar solidariedade à família de Kaique Augusto Batista dos Santos, assassinado brutalmente no último sábado (11/01). (…) “As circunstâncias do episódio e as condições do corpo da vítima indicam que se trata de mais um crime de ódio e intolerância motivado por homofobia. (…) Diante desse quadro, reiteramos a necessidade de que o Congresso Nacional aprove legislação que explicitamente puna os crimes de ódio e intolerância motivados por homofobia no Brasil, para um efetivo enfrentamento dessas violações de Direitos Humanos”.
Nesta terça-feira, a mãe de Kaique admitiu que o filho cometeu suicídio, hipótese robustecida por mensagens escrita por Kaíque, filmes e depoimentos. Os que embarcaram nas fantasias de Maria do Rosário vão caindo fora da nau dos insensatos. Maria do Rosário continua por lá. E continua ministra. É o Brasil.
Foi Nelson Rodrigues quem constatou que os idiotas estavam por toda parte. Menos de 50 anos depois da descoberta, os cretinos fundamentais são amplamente majoritários no primeiro escalão do governo federal.
Mesmo assim, com sua abundante mente fantasiosa de crimes de ficção, Wyllys inventou um quadro melodramático de assassinato “homofóbico” para Kaique.               
Sem medir os neurônios, ele diz: “Essa loucura tem de parar! E tem que parar a hipocrisia e o oportunismo dos políticos sem coragem que fazem de conta que não veem o que acontece.”
Sim, concordo. As loucuras de Wyllys têm de parar! E tem que parar a hipocrisia e o oportunismo dos políticos sem coragem que fazem de conta que não veem as mentiras e loucuras de Wyllys e Maria do Rosário.
Wyllys lamentou que o Senado tivesse enterrado o PLC 122, impedindo que os autores de “assassinatos homofóbicos” como o de Kaique recebessem uma pena agravada. Os autores, para Wyllys, são as vítimas de sempre: as igrejas, a bancada evangélica e Marco Feliciano.
Usando de mais estridência, o deputado gay desvairado grita:
“Eu já disse uma vez e vou repetir. Cada uma dessas vítimas tem um algoz material — o assassino, aquele que enfia a faca, que puxa o gatilho, que "desce o pau", como o pastor Malafaia pediu numa de suas famosas declarações televisivas. Mas há outros algozes, que também têm sangue nas mãos. São aqueles que, no Congresso, no governo e nas igrejas fundamentalistas, promovem, festejam, incitam ou fecham os olhos, por conveniência, oportunismo, poder e dinheiro, cada vez que mais um Kaique é morto. Eles também são assassinos.”
Paranoia de Wyllys: Toda vez que um gay se matar por perder um amente, culpe Malafaia, Feliciano e igrejas!
Paranoia de Wyllys: Toda vez que um gay for assassinato em perigosa zona de prostituição e drogas, culpe os cristãos!
Minha pergunta é: até quando o Brasil vai aguentar as loucuras e mentiras desse homem?

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